Voluntariado: “A emoção toma conta do meu coração e é naquele instante que recebo todas as bênçãos e paz”

sexta-feira, maio 15th, 2020 392 views

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Cida Farias procurou a Comunhão Espírita em 2016. Um dia, após assistir a uma palestra, passou na frente da sala dos voluntários. “Recebi um folder com todas as informações sobre os trabalhos desenvolvidos pela Diretoria de Promoção Social da casa. Fiquei encantada com tanta opção”, lembra.

Imediatamente, Cida se inscreveu em diversas atividades: Visita às famílias assistidas no 4º sábado de cada mês, em Samambaia; Lar dos Idosos Bezerra de Menezes no 1º domingo, em Sobradinho; e Sopa Fraterna no 3º domingo, em Samambaia.

Para a voluntária, “cada um dos trabalhos possui sua forma de acolhimento e de ajuda ao próximo. Todos enobrecem nossa ação de caridade. Primeiro, conosco mesmo. Depois, com os outros. Foi amor à primeira vista em todos eles”, nos conta.

Nas visitas às famílias assistidas, os grupos de voluntários levam tanto o alimento material como o espiritual e cada família, normalmente, é assistida durante 6 meses. “Somos recebidos com sorrisos e abraços, com uma naturalidade que faz com que nos tornemos eternos amigos. Eu retribuo cada gesto com muito carinho e respeito”.

Experiência mais marcante

 A história mais marcante para Cida foi a de uma família composta por um casal e 6 filhos que não tinha água disponível nas torneiras há mais de 1 ano.

“O lote em que eles moravam era residencial e comercial. A parte comercial foi alugada e os inquilinos não pagaram as contas, que se acumularam de uma forma que era impossível de quitar”, comenta.

A família utilizava a água da chuva para cozinhar, dar banho nas crianças, limpar a casa e lavar as roupas. Às vezes, conseguiam água dos vizinhos. A voluntária diz que era uma situação terrível e difícil.

Foi então que, mais uma vez, voluntários da Comunhão fizeram a diferença. “Conseguimos na justiça, através de um advogado do grupo, o desmembramento do lote comercial do residencial, contratamos um pedreiro para construir o local da caixa d’água, colocar o registro e toda estrutura para recebimento da água”.

Após quase 2 anos sem água, no Natal, a família pôde tomar banho de chuveiro e usar o banheiro de uma forma higiênica e humana. “Foi uma alegria e uma felicidade receber o vídeo de todos no chuveiro ao mesmo tempo, as crianças com aquele sorriso lindo. É uma sensação de missão cumprida conseguir devolver a dignidade ao ser humano. Não tem como explicar”.

Até hoje, o grupo de voluntários recebe mensagens de agradecimento dessa família.

Lar de Idosos

 Em relação ao trabalho no lar de idosos, os voluntários levam a alegria, o abraço e a conversa. Embora não possam compreender o que a maioria diz, devido aos problemas decorrentes de enfermidades como AVC e Alzheimer, Cida destaca que a comunicação flui.

“Os idosos se sentem valorizados, acolhidos, vivos. O sorriso sem dentes, a cabeça branca, a lucidez de alguns, o olhar vazio de outros. Mas quando chego é uma festa! Alguns sabem meu nome e, quando me veem, gritam de longe. A emoção toma conta do meu coração e é naquele instante que recebo todas as bênçãos e paz”.

Quando sai das visitas, Cida diz que renova suas atitudes e a gratidão predomina no seu pensamento. “Elevo meu olhar a Deus e agradeço por poder andar, falar, me alimentar sozinha, pela vida. Vejo que não tenho dificuldade nenhuma. É outro trabalho que não tem preço, continuo sendo a melhor beneficiada pela caridade por estar com eles em apenas duas horas do meu dia e não me custa absolutamente nada”, se emociona.

 Sopa Fraterna

O trabalho da Sopa Fraterna é um encontro direcionado a famílias, em sua maioria compostas por mulheres que cuidam dos seus filhos sozinhas e não trabalham.  Algumas, lembra Cida, também são vítimas de violência doméstica, possuem vícios, cuidam de filhos especiais e passam pela gravidez na adolescência.

A trabalhadora da Comunhão sublinha que esse é um contexto que não costuma estar presente na realidade do dia a dia dos voluntários. “Servimos o alimento através de café da manhã, cestas básicas e a sopa que sai quentinha da Comunhão. O alimento chega a mais de 60 pessoas que passaram o dia em palestras, evangelização infantil, passe”.

O convívio nessa atividade é das 8h às 16h com muitos abraços, sorrisos, histórias tristes e diversão. “Naquele momento elas estão pensando em Jesus, no acolhimento de suas dores interiores, em se melhorarem através das palavras do Evangelho e nós estamos ali com nosso coração aberto, sem julgamentos, abrindo nossos sorrisos e abraçando cada pessoa”.

Alegria e felicidade por existir

Mais uma vez, Cida Farias enfatiza o quanto se sente realizada em ajudar, conversar, levar às pessoas um pouco de paz, harmonia, carinho e ternura que elas não têm na vida diária. É um momento, lembra ela, de se colocar no lugar do outro e chegar em casa abraçando e beijando nossos filhos.

“É sem explicação o tamanho da alegria e da felicidade por existir, acreditando que podemos viver com muito pouco materialmente. O amor que recebemos de todos é o que nos move e nos faz tanto bem em servir, ser útil, realizar sonhos só por ouvir suas queixas e sofrimento”.

Cida deixa o convite a todos amigos, amigos de amigos e estudantes da Doutrina Espírita para que participem dos trabalhos voluntários desenvolvidos pela Diretoria de Promoção Social. “Não é necessário dom perfeito para servir uma água, passar manteiga num pão. Somente a boa vontade, a alegria, o sorriso e o abraço fraterno são necessários. São todos bem-vindos na Seara do Cristo, onde Ele trabalha usando nossas mãos”, encoraja.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: “Encontrávamos esperança e amor a cada visita, mesmo com todas as dificuldades”“É como se algo dentro de mim se transformasse”A dinâmica da generosidadeQuando uma frase muda a nossa vidaAlmoço de sábado na comunidade Sol Nascente, “Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação” e O dia em que conheci a Rafaela.

Quer inspirar outras pessoas? Conte também a sua história. Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole Guimarães (nicole.guimaraesoc@gmail.com).

 

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Existem três formas de colaborar:

1 – Doações podem ser entregues no Almoxarifado da Comunhão Espírita de Brasília, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 15h;

2 – Doe diretamente para a conta bancária do BRB (Agência 0204 Conta 030.114-8) ou BB (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) CNPJ: 00.307.447/0001-08;

3 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com.

Caso tenha dúvidas, entre em contato pelo e-mail daf.comunhao@gmail.com.



Voluntariado: “Encontrávamos esperança e amor a cada visita, mesmo com todas as dificuldades”

sexta-feira, maio 8th, 2020 275 views

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Mário Gordilho viveu muitos acontecimentos marcantes ao longo dos seus 4 anos de trabalho voluntário com as famílias assistidas pela Comunhão. A história com uma família vinda do interior da Bahia é inesquecível.

“Foi logo no início dos meus trabalhos como voluntário, em 2016. Eram dois filhos e um deles possuía doença rara que o fez perder todos os movimentos do corpo aos 15 anos, passando a ser totalmente dependente dos pais para sobreviver”.

Os pais, que tinham vida razoavelmente confortável no interior da Bahia, decidiram deixar tudo para trás e mudaram-se para Brasília em busca de melhores serviços de saúde para o filho. No início, viviam em moradia precária no Recanto das Emas. “Essa decisão já demostra a força do amor incondicional de um pai e uma mãe por seu filho. Pois bem, há muito mais”.

Pingo, como chamavam o rapaz, conseguiu ser atendido no Hospital da Criança e lá começaram a aparecer os anjos na sua vida. “Uma enfermeira, sensibilizada com a situação daquela família, ofereceu gratuitamente uma casa que tinha em Samambaia para eles morarem e conseguiu um emprego de motorista para o pai no hospital”, lembra Mário.

O primeiro passo estava dado. Logo depois, outro anjo apareceu. Dessa vez, um médico. Em seguida, o pedido de ajuda à Comunhão.

“Dada a urgência, a família logo começou a ser atendida pelo meu grupo. O que me impressionou muito nas primeiras visitas foi o amor que emanava daquela família, o nível de dedicação que aquelas pessoas simples, do interior, tinha com os filhos”.

Durante o tratamento de Pingo, o médico receitou um remédio com fabricação na França, raro, de um único fabricante mundial, e, por isso, bem caro. Cada frasco custava em torno de R$ 20 mil e a Secretaria de Saúde não o tinha em estoque.

“Com a ajuda do hospital e de uma associação de São Paulo, o pai procurou a Defensoria Pública do DF, que entrou com a ação solicitando o medicamento. Apesar do ganho da causa, a decisão judicial apenas determinou que o GDF depositasse o valor correspondente às caixas”, explica o voluntário.

Como o remédio era importado, havia custos para acondicionamento especial, logística, trâmites burocráticos de importação e despachante. Nesse meio tempo, Pingo começou a apresentar piora, com a doença afetando rins e fígado, e precisaria de transplante.

A reviravolta

Foi aí que o grupo de voluntários da Comunhão entrou em ação. “O medicamento era sua única chance de sobrevivência. Eu tomei a frente do processo de importação, entrando em contato com o despachante local e com o fabricante, na França. Em caso de qualquer rejeição no transplante, seria necessária a aplicação do medicamento”.

Após alguns meses, o medicamento chegou a Brasília e Pingo, alguns dias depois, recebeu a notícia de que haviam encontrado um doador compatível.

“É a espiritualidade em ação o tempo inteiro. Foi cronometrado, uma questão de dias após a chegada do medicamento, quando sabemos que, infelizmente, as filas de transplante em geral duram anos no Brasil”.

Pingo foi encaminhado para o Hospital das Forças Armadas e a cirurgia,  um sucesso. A recuperação foi ótima, e ele voltou a sair sozinho, estudar e ter vida normal dentro das possibilidades.

“Após uns 3 anos conosco, a família resolveu voltar para a Bahia, onde o pai do Pingo havia conseguido o emprego de volta. Uma alegria imensa para todo o grupo, uma sensação indescritível de dever cumprido, de lição recebida a cada mês que íamos à casa deles e encontrávamos esperança e amor, mesmo que com todas as dificuldades passadas”, compartilha Mário.

E não parou por aí: a história continuou acompanhando Gordilho. “Um ano após o ocorrido, contei essa história em uma sessão mediúnica na Comunhão e destaquei o acolhimento fraternal do médico e da enfermeira com Pingo. Ao final, um dos dirigentes se voltou a mim e disse: ‘Mário, esse médico sou eu’”.

O médico, trabalhador da Comunhão, deu todos os detalhes iniciais do tratamento e de tudo o que havia feito pelo rapaz e sua família. “Todos começaram a chorar na mesa. Um momento que guardarei por toda a minha vida”.

Um parênteses: o irmão de Pingo

Pingo tinha um irmão menor, de cerca de 10 anos, que o idolatrava. “Esse menino me fez chorar pela primeira vez no trabalho voluntário. Ele tinha o cabelo bem comprido. Um dia, brincando, falei que iria cortar o cabelo dele. Sua resposta: ‘Não, eu estou deixando crescer porque quero doá-lo para as crianças que fazem tratamento de câncer no hospital que trata tão bem o meu irmão’”.

Também queria ser bombeiro quando crescesse para ajudar outras pessoas. “Tais atitudes, vindas de uma criança de 10 anos, me comoveram profundamente. Uma lição de vida – a de que amor gera amor – ensinada por um menino de vida tão simples. Certamente, um espírito iluminado habita aquele corpo infantil”, conclui Mário emocionado.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: “É como se algo dentro de mim se transformasse”A dinâmica da generosidadeQuando uma frase muda a nossa vidaAlmoço de sábado na comunidade Sol Nascente, “Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação” e O dia em que conheci a Rafaela.

Quer inspirar outras pessoas? Conte também a sua história. Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole Guimarães (nicole.guimaraesoc@gmail.com).

 

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Existem três formas de colaborar:

1 – Doações podem ser entregues no Almoxarifado da Comunhão Espírita de Brasília, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 15h;

2 – Doe diretamente para a conta bancária do BRB (Agência 0204 Conta 030.114-8) ou BB (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) CNPJ: 00.307.447/0001-08;

3 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com.

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Voluntariado: “É como se algo dentro de mim se transformasse”

sexta-feira, maio 1st, 2020 364 views

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Foi em uma terça-feira à noite, quando estava repondo uma aula do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE), que Luciana Petry recebeu o convite que mudou sua vida.

“Estava passando por um momento de muita dor, sentindo um vazio muito grande dentro de mim e estava em busca de algo que me desse algum sentido, que preenchesse esse vazio. Foi então que a dirigente da turma fez um convite para conhecermos o trabalho voluntário da Villa Cristã Comunhão Espírita”, conta.

Ouvindo isso, não pensou duas vezes. No sábado seguinte, às 7h30, estava lá na Comunhão pronta para conhecer o trabalho.

Luciana lembra que, depois de uma hora de viagem, chegaram em Águas Lindas de Goiás, onde fica a Villa. “Fiquei completamente encantada com o lugar e, principalmente, com a recepção tão amorosa das crianças que frequentam o local. É maravilhoso”.

O trabalho da voluntária é ajudar na recreação das crianças enquanto as mães estão fazendo os cursos profissionalizantes. Foi a partir desse contato com as crianças, ela diz, que começou a preencher o vazio que existia dentro de si.

“O amor e o carinho que essas crianças me transmitem é tão maravilhoso que toda vez que eu saio de lá eu me sinto renovada, como se algo dentro de mim se transformasse. E tudo que elas querem é só um pouquinho de atenção, alguém que coloque elas no colo e preste atenção no que elas tem pra falar”.

A maioria das crianças frequentadoras da Villa Cristã Comunhão Espírita vem de famílias com mais de 4 filhos e com pais que, muitas vezes, não têm tempo nem condições de dar toda a atenção necessária.

Para Luciana, esses fatores acabam contribuindo para que “as crianças mais velhas tenham a tarefa de cuidar das mais novas, assumindo um papel que não é delas. Durante o período em que elas passam ali na Villa, conseguem ser crianças sem ter que se preocupar com nada além de se divertir”.

Todos os sábados a Villa Cristã Comunhão Espírita e seus voluntários proporcionam café da manhã, almoço e doações para as famílias que participam das atividades .

“Como estamos enfrentando esse momento de isolamento social, todas as ações presenciais da Villa estão suspensas e nossa maior preocupação é como as famílias assistidas estão enfrentando esse momento”, compartilha a voluntária.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: A dinâmica da generosidadeQuando uma frase muda a nossa vidaAlmoço de sábado na comunidade Sol Nascente, “Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação” e O dia em que conheci a Rafaela.

Dizem que a gente chega até uma casa espírita pelo amor ou pela dor. Qual foi a sua experiência? Queremos que você nos conte como chegou ao voluntariado da Comunhão e qual o papel dele em sua vida.

Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole Guimarães (nicole.guimaraesoc@gmail.com), que vai contar a sua história.

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Muitas atividades assistenciais da Comunhão tiveram que interromper ou limitar seus trabalhos por conta do isolamento social. Essa situação, somada à interrupção das aulas e palestras, levou a Comunhão a uma situação crítica em relação à arrecadação de dinheiro e doações de gêneros de primeira necessidade.

Por isso, a Casa faz um apelo a todos os seus frequentadores: não interrompam as doações e contribuições. Para isso, existem duas formas de colaborar:

1 – Doe diretamente para a conta bancária do Banco do Brasil (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) ou conta do BRB (Agência 0204 Conta 030.114-8). CNPJ: 00.307.447/0001-08;

2 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email   livraria@comunhaoespirita.com. Há uma lista de livros em promoção.

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A dinâmica da generosidade

terça-feira, abril 21st, 2020 468 views

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Há mais de uma década, Marcelo Alves conheceu e abraçou o trabalho de acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade social realizado pela Comunhão. Tudo começou quando levava seus filhos à evangelização infantil.

“Desde a primeira visita, me encantou e encanta o que, particularmente, denomino de ‘dinâmica da generosidade’. Percebo como a organização e a soma de pequenos e sinceros esforços individuais voltados ao bem são capazes de promover vidas. Mudanças significativas para os que recebem e ainda maiores para os que doam”, comenta.

Nesse tempo dedicado às visitas, Marcelo vivenciou muitas histórias de superação. Na dificuldade em eleger apenas uma, como ele diz, selecionou duas lembranças marcantes para compartilhar conosco. “O que há de comum na grande maioria delas é a força transformadora que a nossa mão amiga, o nosso olhar acolhedor e, principalmente, o amor entre os envolvidos é capaz de gerar.”

A primeira história que o voluntário nos conta é sobre um jovem que pôde se dedicar aos estudos, conseguiu a aprovação em concurso público e hoje sustenta sua própria família. “Ele não precisou ajudar a mãe na coleta de latinhas durante a noite e a madrugada, uma vez que as cestas básicas e as palavras de ânimo que levávamos garantiram-lhes o alimento do corpo e da alma”.

Outro evento marcante foi o caso de três irmãos, crianças lindas e inteligentes, entre 4 e 9 anos, como descreve Marcelo, que viveram o abandono quando viram sua mãe sucumbir às drogas.

“Elas buscaram refúgio no coração e na casa da avó que, não obstante todo o amor, não tinha condição material de mantê-las. Essa avó recebeu o auxílio da Comunhão enquanto o tio das crianças era ajudado na capacitação e recolocação no mercado de trabalho. Isso lhes garantiu o reequilíbrio familiar e a certeza de um futuro melhor. Vidas são transformadas!”

Marcelo deixa um recado a todos aqueles que contribuem, de alguma forma, para o trabalho das famílias assistidas: “Se toda a dedicação e esforço de doadores e voluntários ao longo desse tempo tivessem gerado apenas um único sorriso de esperança, já teria valido a pena! Mas o trabalho é do Cristo e por isso os resultados são muito maiores. Talvez, não consigamos vislumbrar o real alcance dessa obra, cuja execução é possível porque você assumiu o compromisso de fazer a sua parte. Muito obrigado!”.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: Quando uma frase muda a nossa vidaAlmoço de sábado na comunidade Sol Nascente, “Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação” e O dia em que conheci a Rafaela.

 

Dizem que a gente chega até uma casa espírita pelo amor ou pela dor. Qual foi a sua experiência? Queremos que você nos conte como chegou ao voluntariado da Comunhão e qual o papel dele em sua vida.

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Muitas atividades assistenciais da Comunhão tiveram que interromper ou limitar seus trabalhos por conta do isolamento social. Essa situação, somada à interrupção das aulas e palestras, levou a Comunhão a uma situação crítica em relação à arrecadação de dinheiro e doações de gêneros de primeira necessidade.

Por isso, a Casa faz um apelo a todos os seus frequentadores: não interrompam as doações e contribuições. Para isso, existem duas formas de colaborar:

1 – Doe diretamente para a conta bancária do Banco do Brasil (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) ou conta do BRB (Agência 0204 Conta 030.114-8). CNPJ: 00.307.447/0001-08;

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Almoço de sábado na comunidade Sol Nascente

sexta-feira, abril 10th, 2020 327 views

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Foi em um dos sábados de entrega de cestas básicas na comunidade Sol Nascente, localizada em Ceilândia, que Luiz Trezzi teve a experiência mais marcante como voluntário da Comunhão Espírita. Era uma família composta por uma mãe e quatro filhos, dentre eles, dois com severas dificuldades de saúde.

“Em nossa primeira visita à família, chegamos por volta das 15h. Conversamos, oramos, deixamos as cestas básicas e nos despedimos no portão. Imediatamente, lembramos que poderíamos deixar mais um extra de alimentos que tínhamos e chamamos novamente a família no portão”, conta Luiz.

Assim que entraram na cozinha para entregar os produtos adicionais, o voluntário lembra que já havia uma boca de fogão acesa, uma panelinha com água e o macarrão que tinham acabado de deixar. “É, a primeira cesta já estava em uso”, observou.

Nesse dia, o almoço deve ter saído tarde, perto das 16h. Mas, graças às doações, eles almoçaram nesse dia. “A mãezinha, impossibilitada de trabalhar fora porque os filhos demandavam cuidados, tinha ao menos o que cozinhar. Um dos meninos, inclusive, desencarnou meses após esse atendimento”, nos conta.

Luiz iniciou seus estudos no Programa de Adaptação à Doutrina Espírita (PADES) e, em 2018, começou o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE), assim como o trabalho voluntário. Hoje, auxilia a Diretoria de Promoção Social (DPS) em uma das equipes de assistência às famílias.

Ele destaca que, embora o foco da DPS seja levar algum tipo de promoção social, as cestas básicas fazem diferença nas vidas das famílias. “Trata-se de uma cesta especial, com três volumes: alimentos, material de limpeza e material de higiene pessoal”.

Para aqueles que estudam ou já estudaram na Comunhão, são para essas famílias que os gêneros arrecadados nas turmas são destinados. Luiz relata que, em tempos de aulas suspensas, tem sido muito difícil arrecadar os produtos necessários. Ele salienta como é gratificante fazer as entregas e ver como as doações amorosas dos colegas de turma são bem recebidas.

Ele deixa uma mensagem a todos os que podem contribuir: “Mais do que nunca, as famílias assistidas precisam de nós. A Comunhão necessita muito da nossa contribuição e das nossas doações”.

 

Assim como o acompanhamento às famílias assistidas, outras atividades assistenciais da Comunhão também tiveram que interromper ou limitar seus trabalhos por conta do isolamento social. Essa situação, somada à interrupção das aulas e palestras, levou a Comunhão a uma situação crítica em relação à arrecadação de dinheiro e doações de gêneros de primeira necessidade.

Por isso, a Casa faz um apelo a todos os seus frequentadores: não interrompam as doações e contribuições. Para isso, existem duas formas de colaborar:

1 – Doe diretamente para a conta bancária do Banco do Brasil (Ag. 3599-8, conta 221.858-5);

2 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. A maior parte da arrecadação da Comunhão é proveniente da Livraria. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com. Há uma lista de livros em promoção.

Caso tenha dúvidas, entre em contato pelo e-mail daf.comunhao@gmail.com.

 

Dizem que a gente chega até uma casa espírita pelo amor ou pela dor. Qual foi a sua experiência? Queremos que você nos conte como chegou ao voluntariado da Comunhão e qual o papel dele em sua vida.

Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole (nicole.guimaraesoc@gmail.com), que vai contar a sua história.

Não leu as anteriores? Veja aqui: O dia em que conheci a Rafaela e “Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação”.



“Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação”

terça-feira, abril 7th, 2020 528 views

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Frequentadora da Comunhão há 24 anos, Andréia Amorim chegou à Casa e à Doutrina Espírita pelo amor. Foi com 20 anos de idade que começou a acompanhar seu namorado Marcelo (hoje, marido) nas idas às palestras e aulas do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE). A partir daí, começou a trilhar seu próprio caminho no voluntariado.

No início, lembra, estava buscando esclarecimentos para as manifestações da mediunidade desde a infância. “Nem preciso dizer que me apaixonei pela Comunhão, após alguns tropeços devido ao aprendizado do controle da mediunidade. Logo busquei um “emprego” na sala Auta de Souza e fui muito bem recebida”.

Andréia iniciou o trabalho voluntário na área responsável pela separação de itens recebidos de doações e foi nesse momento que iniciou sua paixão, como ela mesma diz, pelo trabalho social.

“Então, me inscrevi para ser voluntária nas visitas às famílias assistidas pela Comunhão. Sempre digo que se trata do trabalho mais difícil e mais gratificante, pois, na casa das famílias é onde realmente colocamos o amor em ação. É um grande aprendizado a cada mês”, comenta. É lá que, segundo a voluntária, “vemos que nossos problemas se tornam ínfimos diante do amor que recebemos em troca do pequeno auxílio que levamos: o amor, a atenção e o alimento para o corpo físico”.

E a história de Andréia não para aí. Ela entrou para o Grupo Sopa, continuou os estudos, já participou da Central de Voluntários e hoje trabalha como médium em um grupo de desobsessão e no tratamento físico-espiritual da Sala André Luiz, além de ter acompanhado o grupo de pais durante a evangelização de seus filhos Jade, Robert e Eric. Recentemente, Andréia passou a integrar o Coral Elos de Luz, sua mais nova paixão.

“Neste momento de pandemia e isolamento social, a saudade de cada uma das minhas atividades na Comunhão me aperta o coração. Mas, apesar da distância, o que me acalanta é a possibilidade de estarmos ligados aos trabalhos de Jesus através das preces, da música e também das doações, para que nossas famílias assistidas não fiquem desamparadas. Voluntários da Comunhão, continuem firmes e se protegendo, mas levando o alimento aos mais carentes”, encoraja Andréia.

 

E essa é mais uma, entre tantas outras, bela história de voluntários da Comunhão.

Assim como as atividades assistenciais citadas pela Andréia Amorim, outras também tiveram que interromper ou limitar seus trabalhos por conta do isolamento social. Essa situação, somada à interrupção das aulas e palestras, levou a Comunhão a uma situação crítica em relação à arrecadação de dinheiro e doações de gêneros de primeira necessidade.

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1 – Doe diretamente para a conta bancária do Banco do Brasil (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) ou a do Banco de Brasília (Ag. 204, conta 007236-0). O CNPJ é 00.307.447/0001-08;

2 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. A maior parte da arrecadação da Comunhão é proveniente da Livraria. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com. Há uma lista de livros em promoção.

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Dizem que a gente chega até uma casa espírita pelo amor ou pela dor. Qual foi a sua experiência? Queremos que você nos conte como chegou ao voluntariado da Comunhão e qual o papel dele em sua vida.

Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole (nicole.guimaraesoc@gmail.com), que vai contar a sua história.

Não leu a história anterior? Confira aqui: O dia em que conheci a Rafaela.