Júlio Capilé desencarna no “Dia do Amigo”

quinta-feira, julho 21st, 2016 273 views

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Um dos fundadores da Comunhão Espírita de Brasília, Júlio Capilé, desencarnou ontem, quarta-feira(20), data em que se comemorou o “Dia do Amigo”.

Capilé atuou por décadas na Comunhão, onde desempenhou várias atividades na condição de médium e dirigente.

Atualmente, era o responsável pela Ouvidoria da Casa e foi membro do Conselho Diretor na última gestão.

Escreveu vários livros e semanalmente publicava artigos no Jornal “O Progresso”, de Dourados (MS), com temática influenciada pela Doutrina Espírita.

O presidente da Comunhão, Adilson Mariz de Moraes, manifestou seus sentimentos e agradecimentos à grande colaboração que Capilé prestou à Casa.

“Como nada acontece por acaso, temos que reconhecer uma bela simbologia na data em que a espiritualidade escolheu para acolher esse nosso grande amigo no retorno à pátria espiritual”, analisou Adilson Mariz.

O velório será hoje, quinta-feira (21), a partir das 14h, na capela 10 do cemitério Campo da Boa Esperança. O sepultamento será às 17h.



Que virá?

sexta-feira, fevereiro 19th, 2016 383 views

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Por Julio Capilé

Tudo está mudado e continua em marcha acelerada nas modernidades no mundo. Se recordarmos de tempos passados, não precisa ser muito longo, digamos, 50 anos, vemos o muito que mudou. Pessoas com trinta anos de idade não têm noção de como vivíamos e resolvíamos nossos problemas. Não havia computador nem celular, coisas imprescindíveis na atualidade. E objetos, ferramentas e outros utensílios, que para nós eram comuns, se um jovem de hoje encontrar, não saberá de que se trata.

A atual geração nasceu com o cérebro diferente. Parece que recebeu um chip implantado no cérebro, que facilita compreender facilmente a enxurrada de invenções que ocorrem a cada dia. Criancinhas já aprendem a lidar com celular. Conheço uma menininha de pouco mais de um ano de idade que pega o celular, liga, aciona os brinquedos eletrônicos e se diverte com eles. É uma geração mais dinâmica. Pode-se classificar como geração digital. Pessoas com mais de quarenta anos de idade e menos de setenta é analógica e as mais antigas são geração mecânica.

Nós, os antigos, temos dificuldade de assimilar tudo que um moderno computador tem de facilidades. Essas “facilidades” apresentam muitas dificuldades para meu cérebro. De teimoso, continuo a lutar por ganhar espaço onde deveria estar como os velhos no Japão cujo tempo já passou, mas são respeitados e podem falar aos novos como eram as ligações pelo alfabeto Morse e outras antiguidades.

Se todas as mudanças fossem somente nessa paz em que citei, o novo mundo seria muito bom, mas a criminalidade, a malícia e a desonestidade também se desenvolvem em sistema digital. Há 50 anos, havia crimes, mas em menor quantidade e menos brutais como os de agora. A maldade humana também está digitalizada. A vida se tornou banal. Com que naturalidade elimina-se a vida de pessoas boas, honestas e pacíficas! Assim como a polícia tem o seu departamento de “inteligência”, o crime também tem.

Os elaboradores de leis, querendo melhorar a segurança da justiça, criaram tantos recursos jurídicos que quase ninguém é condenado e, se o for, a pena é leniente. A intenção dos humanistas foi boa, mas a justiça ficou prejudicada.

No Apocalipse de João, consta que os Demônios ficariam presos 900 anos e depois seriam soltos, para ver se a humanidade estaria em condições de recebê-los e orientá-los. Mas parece que não está acontecendo isso. Pelo contrário, os não demônios estão aprendendo com eles e, naturalmente, o crime aumenta a cada dia. Daí a nossa pergunta: até que ponto chegará o mal? E a Terra suportará?

Médico. Escreve às quartas-feiras. e-mail: julio.capile@apis.com.br



Do outro lado

sexta-feira, janeiro 8th, 2016 330 views

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Divulgação

Julio Capilé

Caro leitor, bom dia. Peço desculpas por ter faltado com o artigo semanal por duas vezes. Acontece que passei para o outro lado do balcão, como se diz, vulgarmente, quando se fica do lado oposto ao que vive normalmente. De médico a “paciente”.

 

É comum, em caso de idade, o menino e o adolescente ou pré-adolescente aumentar a idade. Quando maduro, tem a tendência a diminuir e quando velho volta a aumentar. Assim sendo, em setembro quando estive em Dourados, visitei O Progresso aonde disse que minha idade era 98 anos. Este corpo que carrego, já tinha essa idade, levando em consideração que aos três meses de gestação, ou seja, desde 3 de junho, já estava completamente formado.

 

 

Dia de meu aniversário, 2 de dezembro, 98 anos, casa cheia de irmãos, filhas, netos, sobrinhos, primos e amigos, eu não estava em casa. A presença foi na UTI. E quase passei para o outro lado da vida. Debelada a crise dispnéica da trombose pulmonar, fiquei 14 dias internado. Agora, em casa, convalescendo, ainda fraco e vacilante, escrevo a você, leitor amigo, para tranquilizar-me ao explicar aos que telefonaram para saber a causa da ausência.

 

 

Aproveito para desejar a todos um Ano Novo cheio de realizações, tanto na vida material quanto nos trabalhos espirituais. Meu abraço a todos.

 

 julio.capile@apis.com.br



Sinais do céu

quinta-feira, novembro 19th, 2015 209 views

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Artigo de Júlio Capilé publicado no jornal O Progresso em 18/11/2015.

Uma multidão sempre acompanhava Jesus em Suas caminhadas. Seriam todos Seus seguidores do ponto de vista espiritual? Creio que não. A maioria devia ser composta de curiosos na expectativa de ver um “sortilégio”, pois muitas vezes houve o pedido de mostrar sinais do Céu. Essa minha impressão é baseada na observação durante a vida.

Médiuns que surgiram realizando curas ou fenômenos físico-espirituais foram assediados pela multidão ansiosa, pelo insólito. Havia, de fato, curas espetaculosas. E os basbaques avolumavam-se a cada dia. Todo médium de efeitos físicos é sempre bajulado, até endeusado. Mas têm “seu tempo”. Dos antigos, parece-me, desencarnaram de morte trágica. Conheci alguns. Todos pessoas boas, caridosas, mas cercados pelos exploradores. Eles sem nada cobrar, mas muita gente em sua vizinhança aproveitando o comércio com o populacho. Seguidores? Alguns agraciados com o benefício do “sinal do Céu”.

Como são muito observados, têm a obrigação de viverem como santos.Mas todos são humanos e, como ttal, têm virtudes, mas também têm defeitos ou vicios espirituais que forçosamente aparecerão um dia e, quem observa, não perdoa e passa a difamá-los.

O discípulo do Mestre deve amar a todas as pessoas, é o que aprendemos. Mesmo animais, vegetais e tudo, devemos amar, pois o primeiro mandamento é “Amar a Deus SOBRE todas as coisas”. Esse “sobre” que todos interpretam como ACIMA DE, podem estar equivocados e ser EM CIMA DE. Talvez tenha sido a interpretação de Francisco de Assis que se considerava irmão de tudo que existe no universo.

Mediunidade é uma missão pedida pelo espírito antes de reencarnar. Qual a finalidade? Pagar débitos. Ora, se é por erros no passado, podemos traduzir como um auto-castigo. Trabalhei com o Peixotinho – Francisco Peixoto Lins, um dos maiores médiuns de materialização. Ele, sempre alegre, mesmo folgazão, mas, muito espiritualizado, dizia que era um carma que lhe fazia bem, porque vivia cercado de espíritos bons e amigos desencarnados e encarnados e, dava alegria a muita gente, portanto era um castigo abençoado.

Se todos os cristãos vivessem com o mesmo humor, o mundo seria a plataforma do Reino. Mas quanta queixa! A maioria vive melhor do que merece, mas se queixa. Existem pessoas que passam a vida recebendo favores, carinhos e agrados, mas os sons que saem de sua boca são adornados de queixumes. São pessoas dignas de piedade, pois sofrem um desequilíbrio psicológico que as impedem de ser felizes.

O discípulo que desejar viver em paz com a vida, deve compreender que tudo é natural e que a justiça divina não falha. Com fé e treinamento persistente, conseguimos adquirir compreensão, piedade, tolerância, generosidade, alegria de viver, serenidade e desejo de servir que serão os Sinais do Céu em nossa alma.

 



Manter a fortaleza

sexta-feira, agosto 8th, 2014 267 views

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Julio Capilé

30/07/2014 10h19 – Atualizado em 30/07/2014 10h19

Erramos muitas vezes involuntariamente, mas o fato fica a perturbar a consciência. Uma frase infeliz, um ato mal pensado ou mesmo um gesto que causa mágoa a alguém, assim que cometemos, vem logo o arrependimento. Isto, é lógico, se for alma sensível. Nesses casos, a pessoa fica até sem coragem de pedir desculpa e guarda o sofrimento a torná-lo insone.

Depois do erro cometido, não adianta ficar o tempo todo a lamuriar-se pelo próprio erro. Paulo em I Coríntios, 16:13, dá o estímulo para que sejamos fortes, pois devemos ter fé na Divindade e em nós mesmos. Quando o mal praticado for voluntário, é erro grave, mas quem o faz ainda está na faixa da insensibilidade do rústico. Se, porém, for involuntário num arroubo de sensibilidade, devemos tomar como uma lição a não ser repetida.

Sendo assim, nos impulsionará para a evolução. Erros involuntários nos ferem a alma, mas recebemos uma lição. Tanto o mal involuntário como o bem que praticarmos fazem parte do aprendizado em uma encarnação.

Para vivermos o mais serenamente possível devemos ser fortes na fé. Ninguém está isento de errar. Dependendo da evolução, a alma sente o mal, numa proporcionalidade natural. “Pecados” praticados por um Chico Xavier, se eu cometer, talvez nem perceba, pois à medida que formos evoluindo, a sensibilidade aumenta. Erros imperceptíveis a um espírito atrasado, incomodariam se em uma alma de vibrações mais refinadas.

Para conseguirmos a redenção, o importante é procurarmos conseguir o perdão e partir para a reparação realizando um bem maior para com a pessoa a quem magoamos. Todo bem que praticamos nos deixa um bem estar interior, como um bálsamo a acalentar-nos intimamente. O que sentimos ante o erro acontecido é o alerta.

O cristão não deve viver acomodado no repouso. Existe sempre algo a impulsioná-lo para o bem, para a luta em favor dos menos favorecidos e também na compreensão das possíveis causas de traumas em tenra idade.

Muitas vezes não percebemos, mas qualquer pessoa, até mesmo uma criança, poderá nos dar lições valiosas, se estivermos vigilantes e observarmos a vida em seus pequeninos detalhes.

A coragem em enfrentar o desafeto para lhe pedir perdão e em pôr-se à sua disposição para reparar o mal caso seja reparável, deve ser próprio de quem deseja viver em paz interior, pois é doloroso guardar o remorso. E nos foi ensinado que devemos ir ao desafeto antes de “oferecer o sacrifício”, isto é, a prece nunca é serena se estivermos com remorsos.

Médico. Escreve às quartas-feiras. e-mail: julio.capile@apis.com.br



Estendamos a mão (artigo)

sexta-feira, setembro 17th, 2010 264 views

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Julio Capilé*

“Não basta falar. Temos que agir. Muitos discípulos do Evangelho cultivam belas frases para transmitir ensinamentos aprendidos durante a vida de estudos e observações, mas nas ocasiões necessárias em benefício de um irmão, tornam-se insensíveis e não se prontificam em estender a mão para levantá-lo. Palavras de encorajamento muito ajudam na compreensão da Justiça Divina, mas se não fizermos como Jesus que coroava Suas palavras com a resolução do problema, estaremos deixando de mostrar que o verdadeiro cristão, dentro de suas possibilidades, deve levantar o caído resolvendo seus problemas. Quando Pedro, conforme relato em Atos dos Apóstolos estendeu a mão a Dorcas restituindo-lhe vida, deu-lhe novas oportunidades de trabalho. Era uma dedicada servidora. Quem lhe batesse às portas da caridade, receberia sempre as benesses costumeiras de sua bondade. Mas há ocasiões em que se pode deparar com desconhecidos estendidos na sarjeta da vida, para os quais a mão estendida pode ser um despertar para o entendimento dos ensinamentos de Cristo”.
A íntegra do artigo de Julio Capilé pode ser lida no Blog Comunicação:

O Mestre, por seus atos e palavras, nos ensinou a comiseração. Ele não só dava as lições verbais, como também resolvia o problema do necessitado. Ter dó de um sofredor de nada vale se não minorarmos seu padecer. A comiseração não é fácil de praticar, pois requer tempo e atenção em alguns casos, mas deve-se fazer todo o empenho, para de alguma forma, auxiliar naquela situação em que se encontra o carente. Há muitos casos de exploração da caridade, mas conhecemos o ensinamento de “ajudar sem olhar a quem” e, deve-se deixar por conta da consciência de quem explora a bondade alheia. Deve-se confiar na Justiça de Mais Alto. Quem explora será explorado. O cristão não deve julgar. Não deve pensar mal de ninguém. Portanto ao socorrer o sofredor deve fazê-lo com a alma limpa, desarmada e feliz por ser, de alguma sorte, “servidor de todos”, para um dia chegar a ser “o maior”, conforme orientação de Jesus. São ensinamentos que se deve ter entranhados na consciência de modo a constituir até em atos reflexos: fazer o bem sem nem perceber e esquecer o que fez. Isto dá uma tranqüilidade muito grande, pois se ficar-se a remoer a desconfiança de que foi explorado, de nada adiantou sua “caridade”. Esta, no dizer de Paulo, “é benigna, não julga mal…”
Quando se faz uma doação, quando se presta socorro a alguém, quando se pratica um ato de grandeza moral, enfim, quando se faz o bem, não se “deve tocar trombetas”. E isto vale até com relação à própria consciência. Esquece. É natural praticar. A recordação funciona como uma cobrança. E o Mestre nos ensina que não se deve esperar recompensa. Esta ficou, indelevelmente, gravada na alma e a acompanha com a alegria de viver e bem estar interior. Portanto estendamos a mão ao caído, como um hábito natural. Todas as coisas ficam grafadas no infinito que nos brindará com o retorno da mesma natureza e intensidade. Assim funciona a Justiça Divina com as encarnações sucessivas.