Enredo de telenovela vai abordar o tema da obsessão

terça-feira, janeiro 26th, 2010 160 views

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Fonte: Caderno da TV/Jornal A Tarde – 10 de janeiro

A próxima telenovela na TV Globo, Além da Vida, vai ter no seu roteiro os mecanismos da obsessão. O núcleo dramático vai contar com o ator Humberto Martins. Ele vai ser atormentado pelo espírito do filho (Jayme Matarazzo Filho) morto em um acidente. O personagem do filho retorna do umbral por não aceitar que o pai tenha se apaixonado por sua ex-namorada (Nathália Dill).
A autora da telenovela, Elizabeth Jhin, e os principais atores declararam à imprensa que estão estudando as obras do espírito André Luiz para poderem compor a trama e os personagens. A previsão é que os capítulos comecem a ser rodados nesta segunda quinzena de janeiro.
De acordo com Elizabeth Jhin, pela primeira vez numa obra cinematográfica com temática espírita terá uma chefe feminina do umbral em vez de um homem. Segundo ela, a atriz Joana Fomm foi convidada para interpretar um espírito trevoso que comanda boa parte do umbral onde o jovem será levado após a morte. Local onde será incentivado na vingança contra o pai.



‘Passageiros’ no Cine Debate da Comunhão

quinta-feira, agosto 27th, 2009 216 views

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O filme “Passageiros” estará em discussão no Cine Debate promovido pela Comunhão Espírita de Brasília na próxima sexta-feira, 28. A exibição do filme, que mostra a história de sobreviventes de um acidente aéreo, será seguida de um debate sobre as questões levantadas pelo longa e que envolvem o espiritismo. As inscrições devem ser feitas previamente na Comunhão porque o evento é limitado a 60 pessoas. A sessão começa às 19h30.



‘A mídia e a religião’, artigo de João Coelho Vitola

sexta-feira, julho 31st, 2009 158 views

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Por João Coelho Vitola, membro do Conselho Diretor do Centro Espírita André Luiz
Publicado no Jornal de Brasília de 26 de julho de 2009

Não faz muito tempo, era difícil a publicação de reportagens sobre religião na grande imprensa, particularmente sobre o Espiritismo. A imprensa sempre “pautou ” seus repórteres para assuntos que lhes gerassem mais leitores.A desculpa sempre era a de que os interesses dos leitores se fixavam sobre temas mais próximos ao seu “dia a dia” no mundo material, que lhes afetavam mais de perto.

No entanto, o que se tem visto nos últimos tempos, tem demonstrado alguma modificação neste conceito “pétreo”. Tem-se visto publicações versando sobre estes esquecidos assuntos religiosos.
Parece que está virando moda, mas de algum tempo para cá até novelas têm sido escritas com estes temas. Será que a população está mudando ou será a imprensa? Ou será ainda que ambos?

Existe uma premissa básica neste meio que diz: “Quem manda é o cliente”. Isto significa dizer que a mídia persegue os “famosos” pontos do Ibope, custe o que custar. Dar mais audiência aos programas de TV e rádio, e aumentar a leitura dos jornais e revistas é a missão primordialde qualquer profissional desta área. É o Marketing (Estudo de Mercadoou Mercadologia) atuando na mídia. Antes só se notava alguma matéria neste ramo quando algo de espetacular acontecia, como por exemplo algum fenômeno de cura, de bruxaria, etc.

Hoje em dia já se consegue vislumbrar algo de mais sério neste enfoque, dado pela própria imprensa, que, mais madura e científica, procura explicações para os segredos das religiões. Talvez, também, à crescente onda evangélica tenha contribuído para isto. Outro fator que deve ser levado em conta é a maturidade com que se vê, atualmente, o espiritismo real, o de Allan Kardec, que tem por escopo o amor ao próximo e a caridade Cristã.

Ainda se vê, principalmente nas TVs, programas mostrando médicos incrédulos acompanhando cirurgias espirituais diversas, particularmente as do Doutor Fritz, que ficam “entre a cruz e a espada”, sem possuírem conhecimento para aceitarem o que presenciaram. Apesar de tudo, isto já é considerado um avanço.

Entretanto, o que salta aos olhos, é a atenção séria que a mídia está oferecendo a este assunto, antes tido apenas como “coisa do mal”. O bem que o Espiritismo tem disseminado no seio da sociedade em geral, vem produzindo este efeito lento, porém constante, gradativo e produtivo. Na atualidade o Espiritismo não é visto somente como fenômeno, mas também, e principalmente como Filosofia e Moral Cristã. Muito diferente, pois, de como era visto antigamente, quando imperavam puramente as manifestações mediúnicas, tidas por muitos como fantasiosas.

Agora já se vê pesquisadores sérios estudando o assunto. São psicólogos, psiquiatras, entre outros profissionais de renome, dentro e principalmente fora do país, interessados por pesquisas mais aprofundadas sobre o tema. Já se despertou, inclusive, a atenção dos mais respeitados institutos de pesquisa do mundo. É bom ver a Doutrina dos Espíritos estar sendo avaliada pelas suas vertentes mais relevantes, quais sejam a filosófica e a religiosa, sem se abandonar a poderosa e retumbante vertente científica, que tanto bem já proporcionou a todos os que, de alguma forma, dela se socorreram.

“A Codificação” recomenda que abandonemos qualquer dos postulados Espíritas, sempre que a ciência material conseguir provar, cientificamente, algum erro em seus pressupostos básicos. Porém, passados mais de 150 anos, a ciência da Terra ainda não apresentou provas e explicações tão racionais, inteligentes e convincentes como as trazidas pelos Espíritos Superiores.

No ponto de vista reinante entre a maioria dos que seriamente estudam o espiritismo, houve um enorme progresso ao sair-se do único e exclusivo enfoque mediúnico para o mais amplo e completo sentido Filosófico e Religioso da Doutrina. Por tudo isso, fica a nítida impressão de que a sociedade e a mídia estão no caminho certo para o equilíbrio de tudo: o da religião, isto é, a busca consciente dos verdadeiros valores da vida.

Parabéns ao Jornal de Brasília por mais esta iniciativa!



Ator fala sobre o desafio de encarnar Chico Xavier no cinema

terça-feira, maio 12th, 2009 191 views

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Publicado no Dia Online
Autor: Camilla Gabriella

O ator Nelson Xavier se emociona quando fala do médium Chico Xavier. Com 67 anos, o ator vai interpretar o líder espiritual no cinema, com direção de Daniel Filho. O filme — em que Ângelo Antônio viverá o protagonista mais jovem — começa a ser rodado este mês, para ser lançado em 2 de abril de 2010, quando Chico completaria 100 anos. Nelson viajou para Pedro Leopoldo e Uberaba, em Minas Gerais, onde Chico nasceu e morou. Em entrevista em sua casa, diante de painel com inspiração oriental, diz que estudar sobre o médium mais famoso do Brasil o reaproximou da mãe, que era espírita e morreu há 10 anos.

Como surgiu o convite para fazer Chico Xavier no cinema?

Nelson Xavier — Essa história começou há cinco anos. O Marcel Souto Maior, que escreveu ‘As Vidas de Chico’, me mandou o livro e um bilhete dizendo que gostaria que eu interpretasse o Chico. Li o livro e fiquei estarrecido com o poder de Chico. Nunca tinha me voltado para o fenômeno que é o Chico Xavier, apesar de ter crescido em um ambiente espírita. Isso aconteceu no mesmo ano em que fui ao Festival de Gramado e sentei ao lado de um casal que não conhecia e o cara falou: ‘Você vai fazer Chico Xavier, né?’ Perguntei como ele tinha tanta certeza. E ele disse: “Um passarinho me contou”. Eles eram espíritas. Passei a chamar de sinais. Depois de um tempo, conversei com o Mário Lúcio (Vaz, ex-diretor geral artístico da Globo), ele contou que o Daniel Filho (que vai dirigir o longa) talvez fizesse o filme. Foi a primeira vez que fiz isso na vida: liguei para o Daniel, que é uma pessoa com quem não tenho relação regular, e disse ‘Sei que você vai dirigir Chico Xavier e quero fazer. Se você achar que estou muito velho, eu até faço uma plástica.’ Segui minha vida até que um dia ele me ligou e disse: ‘A resposta é sim’. Quando caí em mim, tive uma crise de choro.

Já tinha tido contato com o espiritismo?

Apesar de minha querida e saudosa mãe ser espírita e me levado ainda quando criança ao centro, de ter visto a materialização, eu não acreditava. Era cético. Na adolescência achei que não tinha que dar bola para essa história.

E como se preparou para o personagem?

— Em março fomos para Uberaba, em Minas Gerais, na casa onde Chico morou, e para Pedro Leopoldo (cidade onde Chico nasceu). Lá tem recortes lindos… Delirei, queria morar lá. É um lugar de paz. Todos os lugares que ele frequentou são carregados de uma energia arrebatadora. Nessas visitas tive notícias de muitos colegas que visitavam o Chico. Toda vez que eu falo dele me emociono (fala com olhos marejados) e a figura da minha mãe ficou muito presente, porque ela se foi há uns 10 anos e o Chico me aproximou dela de novo. Conheci as pessoas de lá, os lugares por onde ele passou, as revelações. Foi uma forte emoção. Agora vou fazer uma digressão: não me acho uma pessoa inteligente. Todo mundo se acha inteligente. Eu me acho intuitivo.

Em que sentido?

—É me emocionando que conheço as coisas. O Brasil me emociona. Sou um indignado com o país. Jesus me emociona, quando falou há mais de dois mil anos: “Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos”. Minha formação é de comunista e acredito na solidariedade humana. Nunca me voltei para esse lado da religião. Mas não posso negar que fui tocado. Espiritismo é uma militância. As pessoas devem trabalhar pelo próximo.

O que mudou em sua vida depois que conheceu a obra de Chico Xavier?

—Estou me cobrando para trabalhar em função disso, de ajudar ao próximo. Nunca neguei a existência de energias, de forças. Só que a minha crença era que depois da morte sua identidade acaba. Não acredito mais nisso, agora acho que ainda permanecem indivíduos distintos. É uma coisa forte. Não posso continuar com a atitude que tinha antes. Acredito no progresso da humanidade como todo comunista. É lento, mas há progresso. É o amor que leva a isso. Democracia é uma falsidade.

Voltando ao filme, você frequentou o Lar Frei Luiz, no Rio, para ajudá-lo?

— Busquei antes do filme por causa da minha doença (ele tem câncer na próstata), para ver se enfrentava de uma maneira diferente. Isso me ajudou muito a lidar com ela com mais tranquilidade. Foi por uma bobeira. Nunca fui de excessos. Se não tivesse sido ignorante, teria evitado. Fui acolhido pelo Carlos Vereza, que me encontrou no Frei Luiz. Lá, é um lar de caridade e muito amor.

Você disse que as pessoas o confundiam com o Chico por conta do mesmo sobrenome. Isso te incomodava?

—Ficava indignado. Eu me sentia desqualificado porque ignorava quem era Chico Xavier. Hoje essa ordem inverteu: me sinto elogiado. Se eu soubesse quem era me sentiria enobrecido.

Qual foi a reação das pessoas quando descobriram que você viveria Chico Xavier?

— Tanto as pessoas de Uberaba, quanto o Daniel acham que, por eu não ser comprometido com o espiritismo, vejo com mais amplitude. É um olhar de quem é de fora. O filme vai ser um sucesso não só no Brasil quanto internacionalmente. O Chico é uma pessoa de importância equivalente ao Alan Kardec. É tido como reencarnação do Kardec. O Chico vai dar uma força. Ele é uma das pessoas mais queridas e conhecidas no mundo, mais que o Pelé.

E como foi o contato com Eurípedes, filho adotivo de Chico Xavier?

— Ele é uma pessoa recatada, reservada, não é expansiva. Guardou 22 ternos do pai e todas as outras roupas e ainda me deu três ternos. Trouxe aquilo na viagem feito um manto sagrado. Fiquei com um terno, que é inglês, lindo (risos), e dei os outros para a produção. São roupas que vou usar no filme. Eu me senti o máximo com a roupa dele. Coube em mim, só fiz alguns ajustes. Mas era como se fosse meu…

Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/diversaoetv/html/2009/5/sob_a_bencao_de_chico_xavier_ator_encarna_medium_no_cinema_9858.html



As tradições da Páscoa

domingo, abril 12th, 2009 187 views

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Páscoa é uma tradição, primeiramente judaica e depois cristã, cercada de histórias, mitos e lendas que chegam aos nossos dias embalados em reluzentes embrulhos coloridos, abrigando delícias e mimos que nada significam de fato, senão mais uma oportunidade para se exercer o consumo desmedido dos nossos dias. Uma proposta totalmente oposta àquela que nos foi feita por Jesus quando nos prometeu um consolador para o futuro, que chegou com o advento do Espírito de Verdade e toda a plêiade de Espíritos Superiores que com ele auxiliaram Kardec na elaboração do Pentateuco Espírita.

Para os judeus, a celebração da Páscoa mantém viva a história da libertação de seu povo do jugo dos egípcios e serve também para renovar propósitos. Por isso, tem o viés da transformação da situação como um momento para se livrar do passado e lançar novos votos. Os cristãos católicos celebram no período da Páscoa o retorno de Jesus à vida, em corpo e alma, configurando a chamada ressurreição, o que também confere forte sentido de renovação. Os cristãos evangélicos, focados na letra das Escrituras, encontram em I Coríntios 11:24 a 26 e outras passagens, a orientação para realizarem o “Lava-pés” seguido de “A Ceia”, como a referência indelével de mudança de comportamento a partir da purificação do corpo e da libertação dos pecados. E para o Cristianismo Redivivo, como o Pentateuco nos afiança ser o Espiritismo, o que é a Páscoa?

A rigor, para o Espiritismo não há significado para a efeméride religiosa, assim como para quaisquer outras. Acontece que o Espiritismo ao ensinar o ser humano sua adequação às Leis Divinas, aquelas que impele-nos a inexorável evolução pela transformação de si mesmo, induz que tal busca seja diária e permanente, dito de outro modo, que não se tenha dia, nem hora marcada, para o exercício das lições do Mestre Jesus. Para o Espiritismo estabelecer ritos que marquem momentos de elevação espiritual do indivíduo em direção ao Filho e seu Criador, seria o mesmo que adiar, não se sabe para quando, as mudanças pessoais que cada um de nós precisa fazer. A modificação de si mesmo deve ser realizada de forma incessante, visto que a transformação do ser rude e ignorante que somos em espírito de sabedoria e moral só é possível por ato próprio, em razão do império do livre-arbítrio.

Para o espírita, o momento em que boa parcela da sociedade se reúne para a Páscoa é oportunidade de reflexão sobre muitos ensinamentos como este que se encontra no Evangelho Segundo o Espiritismo: “O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. (…) O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma. (…) Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.



Religião e Intolerância

quarta-feira, outubro 15th, 2008 134 views

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“Como temos cultivado o conceito de verdade no Espiritismo?”

“Como temos lidado com o pensamento divergente?

“Temos agido dentro da ética espírita quando atuamos politicamente em suas instituições?”

“Afinal, nossa fé tem conseguido encarar a razão face a face?”

Essas perguntas finalizam o artigo Religião e Intolerância. Elaborado por Dalmo Duque dos Santos, mestre em Comunicação, e publicado pelo Portal do Espiritismo a reflexão exige dos trabalhadores da Doutrina Espírita irem além da repetição mecânica dos ensinos doutrinários.

O autor comenta texto de Mario Vargas Llosa publicado no jornal O Estado de S. Paulo “sobre o caráter laico do Estado e da União Européia”. Concorda em razão do foco da abordagem, mas propõe ao leitor uma volta sobre si mesmo pautada na herança kardequiana acerca da questão. Diz que “A experiência de Kardec prova que é possível ir além das definições, romper preconceitos seculares e avançar cada vez mais no terreno da liberdade de consciência. Definições não são apenas artifícios de linguagem, mas ferramentas precisas para identificar coisas, circunstâncias e paradigmas predominantes.”

Leia e reflita: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/dalmo/religiao-e-intolerancia.html.