“Sou absolutamente contra o aborto” – Entrevista com Zilda Arns

terça-feira, janeiro 26th, 2010 352 views

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Fonte: Revista do Instituto Humanitas Unisinos (IHU On-line) ´
Disponível em: http://www.silentscream.org/silentsc_port.html

Para Zilda Arns, médica pediatra e sanitarista, “tentar solucionar os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País com a legalização do aborto é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país”. Ela vê o embrião como um ser humano completo em fase de crescimento “tanto quanto um bebê, uma criança ou um adolescente”. Irmã do cardeal D. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, Zilda é também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Viúva desde 1978, mãe de cinco filhos e avó de nove netos, vem recebendo diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, a Pastoral da Criança já recebeu diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação. Formada em Medicina, aprofundou-se em Saúde Pública visando a salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres.

IHU On-Line – Em que a senhora fundamenta sua posição radicalmente contrária ao aborto?

Zilda Arns – Sou absolutamente contra o aborto. Em primeiro lugar, sou a favor da vida, e fundamento meu ponto de vista não somente na fé cristã, mas também na ciência e em aspectos éticos e jurídicos. Já está comprovado cientificamente que o feto é um ser humano completo, desde a sua concepção e, por isso, tem direito à vida, como defende o artigo quinto da Constituição Brasileira[1] e o artigo segundo do Código Civil[2]. Cabe ao Estado o dever de tutelar e proteger a vida do embrião ou do feto de qualquer ameaça, sob pena de violação dos direitos humanos.

Sou médica pediatra e sanitarista, com mais de 47 anos de experiência em saúde pública. Além disso, estou nos últimos 24 anos à frente da Pastoral da Criança (instituição que acompanha 1,9 milhão de crianças com menos de seis anos, em 42 mil comunidades pobres do país). Por isso, tenho a convicção de que medidas educativas e preventivas são as únicas soluções para o problema das gestações não desejadas. Tentar solucionar problemas, como a gravidez indesejada na adolescência, ou atos violentos, como estupros e os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País, com a legalização do aborto, é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país. Não se pode consertar um crime com outro ainda maior, tirando a vida de um ser humano indefeso. É preciso investir na educação de qualidade, nas famílias e nas escolas.

É preciso, antes de tudo, refletir. Será que nos países em que esse e outros abortos são permitidos, os jovens e as mulheres estão mais conscientes e têm menos problemas? Esta e outras questões estão relacionadas na carta que enviei, no final de 1997, ao Congresso Nacional como apelo da Pastoral da Criança em defesa da Vida, e artigos publicados em revistas e jornais nos últimos anos. Antes de qualquer coisa, é preciso diminuir a desigualdade social e dar mais oportunidades, principalmente às mulheres mais pobres.

IHU On-Line – Como podemos formular a questão do estatuto do embrião, considerando sua implicação na questão do aborto?

Zilda Arns – O embrião é um SER HUMANO completo em fase de crescimento tanto quanto um bebê, uma criança ou um adolescente. Com a evolução das ciências da reprodução humana, mais especialmente nas últimas duas décadas, não há a menor dúvida de que a vida do SER HUMANO se inicia no momento da concepção. Não se trata de um amontoado de células. Quando se dá o encontro gamético, produz-se a primeira unidade da vida, que contém toda herança genética e todos os requisitos para caracterizar a vida. As novas tecnologias como o ultra-som, o monitoramento do coração do feto, a fetoscopia[3] e a histeroscopia[4], para acompanhar o que se passa no interior do útero, comprovam ainda que o feto resiste e se defende dos agentes externos, que porventura querem lhe tirar a vida. Para quem se interessar, pode confirmar essas informações assistindo ao vídeo Grito silencioso[5], que mostra as reações do feto em um processo de aborto induzido, realizado em um país onde a prática é permitida.

IHU On-Line – Como se caracteriza a abordagem ética do aborto?

Zilda Arns – Existe um princípio de injustiça nessa prática. Mais uma vez, ao invés de consertar o tecido social roto, querem jogar sobre a mulher o pesado fardo da injustiça social, oferecendo-lhe a oportunidade de abortar o filho que veio abrigar-se em seu ventre, filho esse que não planejou ou que foi concebido como conseqüência de um ato violento. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) et al, publicadas em 1994, comprovam que crianças mal tratadas, oprimidas, violentadas em seu primeiro ano de vida têm forte tendência a se tornarem violentas e criminosas. Portanto, há de se cuidar do ser humano, desde a gestação, e dar prioridade a atender às crianças pequenas, menores de seis anos, e, mais especificamente, às crianças menores de um ano, somando as forças das famílias, da sociedade e dos governos, para que o tecido social seja forte e preservado. A ética e a moral não são exclusivas da religião. Devem servir de guia para toda a sociedade, incluindo a ciência e a técnica. Não faltam cientistas, juristas e legisladores que, no exercício de seus mandatos e profissões, têm como objetivo maior a defesa e a promoção da vida, a serviço do bem comum.

IHU On-Line – O aborto é um problema que precisa de uma solução, ou ele pode ser uma solução?

Zilda Arns – Felizmente, muitas pessoas comprometidas com o bem-estar das mulheres optam por vestir a camisa da erradicação da pobreza, da miséria e da ignorância que as oprime, principalmente nos países mais pobres. Para gerar desenvolvimento e, por conseqüência, boas condições de saúde e de vida, é preciso investir em educação de qualidade e criar políticas públicas de assistência materno-infantil, de orientação aos adolescentes, às mulheres e às famílias, a fim de que elas tenham melhores oportunidades de estudo e de desenvolverem-se no futuro. A prática de abortos seria um retrocesso da saúde pública, que, ao invés de investir na qualidade de vida da população, passaria a reproduzir uma cultura de incentivo à morte, à violência.

IHU On-Line – Uma lei a favor pode ser a única resposta ao problema do aborto?

Zilda Arns – Sob o ponto de vista de políticas de saúde, seria muito mais humano e econômico à nação investir em qualidade de vida e melhor assistência à saúde do que investir contra o ser humano indefeso. Não se pode eliminar a pobreza por meio da eliminação dos pobres, assim como não se pode eliminar a violência de uma gravidez indesejada mediante outra forma de violência, como é o aborto. Tenho certeza de que nossos deputados e senadores não se deixarão seduzir pela cultura da morte e da corrupção e lutarão pelo respeito à vida e por melhor qualidade de vida para todos. Afinal, o Código Civil, no artigo segundo, afirma: “A personalidade civil do homem começa no nascimento com vida; mas a lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro”.

IHU On-Line – Como lidar com a mentalidade abortista, tão presente na sociedade, que banaliza a questão do aborto?

Zilda Arns – Feministas famosas, realmente comprometidas com o bem-estar das mulheres, com o evento das novas tecnologias e conhecedoras profundas do sofrimento humano, deixaram a bandeira do aborto e optaram pela bandeira da erradicação da pobreza, da miséria, da ignorância que oprime as mulheres, principalmente nos países em desenvolvimento. Lembro-me de médicos, tais como o Dr. Bernard N. Nathanson, M.D. co-fundador da Liga Nacional pelos Direitos ao Aborto nos Estados Unidos, e diretor da maior clínica abortista do mundo, responsável por mais de 75 mil casos desse tipo, converteu-se em defensor da vida, devido a um conhecimento mais profundo do ser humano, pelos avanços da ciência e dos aparelhos de tecnologia avançada. Dr. Nathanson convenceu-se da existência da vida humana desde o momento da concepção. Ele advertiu ainda sobre as estatísticas falsas de morte de mulheres em conseqüência de abortos clandestinos. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) confirma não existir nenhuma pesquisa sobre esse assunto no Brasil, apesar de muitas vezes serem divulgados falsos dados remetendo ao nome da organização.

IHU On-Line – Podemos conciliar a autonomia e a liberdade da mulher com a vida e a defesa do embrião?

Zilda Arns – Trata-se de um princípio de convivência de dois seres humanos. O “outro” é o limite de nossa liberdade. Se a mulher tem direitos e deveres, eles não podem interferir ou impedir o direito à vida de outro ser humano, ou seja, o fato de ela ser gestante de um embrião não lhe possibilita qualquer ação que possa prejudicar a vida dele.

IHU On-Line – O que a senhora pensa sobre o plebiscito da descriminalização do aborto?

Zilda Arns – Hoje estou convencida de que o aborto não é matéria para entrar num plebiscito, porque não se pode votar pela vida ou morte de um ser humano inocente e sem defesas.

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[1] Art. 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. (Nota da IHU On-Line)

[2] Art. 2o: A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. (Nota da IHU On-Line)

[3] Fetoscopia: Trata-se de um procedimento onde se associa a ultra-sonografia e a videolaparoscopia, com o objetivo de se visualizar diretamente o feto, no interior da cavidade amniótica. Esse procedimento também é conhecido como cirurgia endoscópica fetal. (Nota da IHU On-Line)

[4] [4] Histeroscopia: a Vídeo-histeroscopia é um método que oferece uma imagem direta, tridimensional dos órgãos internos sem que haja intervenção cirúrgica. A histeroscopia é método que já permite ao médico analisar diretamente a cavidade uterina da paciente e encontrar alterações que, sob outros meios, estariam quase ocultas. A técnica pode ser feita em ambulatório. (Nota da IHU On-Line)

[5] Disponível em: http://www.silentscream.org/silentsc_port.html (Nota da IHU On-Line)

(Fonte: http://www.unisinos.br/ihu)



Robson Pinheiro aborda sobre desobssesão em entrevista à Revista Cristão de Espiritismo

sexta-feira, julho 10th, 2009 361 views

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Por Adriana Campos

Revista Cristã de Espiritismo

 

Leia um trecho da entrevista com o médium Robson Pinheiro, onde ele  fala da atuação das trevas em nosso mundo

Sob sua perspectiva, qual o principal objetivo da produção da trilogia O Reino das Sombras, pelo plano espiritual, cujo volume 01 – o livro Legião – já vendeu mais de 50 mil exemplares?

 Bom, pra mim a principal contribuição ou objetivo dessa trilogia é descortinar a estrutura de funcionamento das trevas. Até então, tínhamos, no movimento espírita, várias informações sobre espíritos obsessores e problemas de obsessão, porém, não tínhamos o conhecimento sobre a política de organização das trevas. Não conhecíamos o mapa, o modelo mental sob o qual funcionam as estruturas extrafísicas das trevas. O livro Legião descortina isso. É como se o livro tivesse detonado uma bomba no centro dessas organizações e nos alertasse para essa estrutura de poder. Essa obra nos deixa uma responsabilidade muito grande, já que descreve a atuação dos magos negros, dos cientistas das trevas e de sua metodologia de trabalho. Nos informa quais são as técnicas e os instrumentos utilizados no dia-a-dia por essas legiões para realizar as obsessões complexas. Não tínhamos informações a esse respeito… e o livro Legião vem instrumentalizar o corpo mediúnico das casas espíritas para um enfrentamento com inteligência a esses espíritos especialistas. Precisávamos dessa ferramenta. No momento em que as trevas estão se especializando nas obsessões mais refinadas, a grande maioria do movimento espírita paralisou no tempo, sem atualizar a metodologia.

 

Legião relata também o trabalho dos especialistas das trevas em seus laboratórios de nanotecnologia, atuando em pesquisas científicas e construção de equipamentos avançados de obsessão.

A “ficha” ainda não caiu pra pensarmos nessas coisas… é que muitas tecnologias que estamos conhecendo hoje na Terra já existem no plano astral há mais de 80, 100 anos. Yvonne do Amaral Pereira, extraordinária médium brasileira, descreveu a televisão 20 anos antes de sua invenção. O aparelho televisivo já existia no plano astral. O livro Legião vem nos dizer o que está acontecendo no plano extrafísico. O espírito Ângelo Inácio está nos fornecendo informações pra abordarmos a obsessão complexa com instrumentos espirituais mais atualizados. Lógico que isso de modo algum vem invalidar os recursos adquiridos pelo espiritualismo ou pela espiritualidade, mas vem nos munir de recursos e de conhecimento pra esse enfrentamento, que tem resolvido muitos casos complexos. Inclusive casos que foram abordados pela medicina e não obtiveram respostas. Graças a Deus, esse novo conhecimento que hoje chega para a humanidade, através do trabalho de vários médiuns atuantes como instrumentos do Plano Superior, pois não foi somente através de minha psicografia nessa trilogia, vem esclarecer sobre essas ferramentas de trabalho espiritual, como faz o livro Legião. O volume 2 da trilogia O Reino das Sombras – Senhores da Escuridão – aborda de modo mais profundo a política de organização das trevas, seus objetivos, sua estrutura e forma de governo. No segundo volume, o leitor terá uma visão mais particular e detalhada de como funciona o refinamento da tecnologia astral.

 

Incluindo a ação das legiões das trevas nos bastidores do poder mundial?

Exatamente. Sua ação na história da humanidade. Por exemplo, um questionamento do espírito Ângelo Inácio: pensamos que a obsessão atua nessas pessoas freqüentadoras da casa espírita, mas nunca vimos um centro espírita se reunir com o objetivo de fazer desobsessão para os representantes brasileiros que estão no Congresso Nacional, para os nossos governadores ou para os representantes das Nações Unidas. Ninguém fez uma reunião mediúnica para saber quais obsessores estão envolvendo o conflito armado na Palestina, que já dura anos e anos; ou seja, isso não está acontecendo à toa, e o novo livro aborda esse tema. Que tipo de espírito estava por trás do processo do Holocausto e de outras guerras que aconteceram na humanidade? Precisamos acordar… porque o problema enfrentado no centro espírita é apenas uma célula em relação ao que está ocorrendo no planeta Terra em nível mundial. E esse é o grande objetivo do livro Senhores da Escuridão.

 

O embate entre os cientistas das sombras e os guardiões da luz no mundo extrafísico é o tema central do livro Senhores da Escuridão, volume 02 da Trilogia O Reino das Sombras. Como você explica a crescente influência espiritual das legiões das trevas nas consciências de encarnados no planeta? Por que isso se dá?

Eu acredito que não podemos atribuir o processo obsessivo exclusivamente ao espírito a quem chamamos de obsessor. Isso porque todo processo obsessivo é alimentado por aquele que se diz vítima, ou seja, pelo ser humano. Nós que alimentamos isso com nossas tendências, com nossos pensamentos desgovernados, com a nossa invigilância. Então, se a ação desses espíritos da escuridão está encontrando eco no coração e na mente humana é porque o ser humano está sintonizado com isso. No momento em que eu mudo a “faixa vibratória” e a minha sintonia dá um “salto quântico” de qualidade, automaticamente esses espíritos perdem a sintonia conosco e passamos a nos sintonizar com as forças superiores da luz e do bem. Essa é a grande proposta do Evangelho do Cristo: fazer com que o ser humano dê um “salto quântico” de qualidade… que a sua mente possa se sintonizar com as esferas superiores e com as energias mentais que circundam a aura do planeta, e não com essas forças inferiores. Falar de Evangelho nesse contexto mais amplo é muito mais do que uma fórmula religiosa… é uma fórmula de inteligência. Devemos combater o mal com a inteligência, porque sintonizar com o Evangelho é sintonizar com as correntes superiores de pensamento e não, simplesmente, com uma corrente religiosa, como temos interpretado essa questão ao longo dos séculos.

 

 A atuação dos guardiões (Exus) – espíritos que trabalham sob a tutela do Plano Superior – é ampla e foi retratada no livro Legião como fundamental no controle ou na vigilância de métodos de obsessão de entidades perversas, como as criações mentais parasitárias. O que são essas formas-pensamento inferiores e como acontece sua ação sobre os encarnados? Você pode falar um pouco a respeito delas?

No livro Além da Matéria, no capítulo 6, o espírito de Joseph Gleber explicou que quando há um pensamento organizado, a mente humana plasma em torno de si o produto dessa criação, seja ela boa, seja ela má. Então, toda vez em que houver persistência no pensamento desorganizado e uma emoção associada a esse pensamento, isso se transforma em algo a que chamamos de elemental artificial ou clichê mental, ou, ainda, criação mental. O pensamento passa a ter vida e começa a se movimentar por estar associado à emoção do campo gerador, ou seja, o ser humano. Se eu persisto com essa emoção e esse pensamento, criam-se os elementais artificiais ou criações mentais, que passam a girar em torno da aura do indivíduo. Agora, se nós temos vários indivíduos com um pensamento em comum, criamos uma egrégora, isto é, vários elementais artificiais, várias formas-pensamento que podem ter a qualidade da mente geradora. Essa realidade deve nos dar uma atenção redobrada sobre o que está na nossa casa mental. O espírito André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, diz em seus livros para termos muito cuidado com a qualidade do nosso pensamento, porque tal a natureza do pensamento, tal a natureza do produto gerado. Isso nos faz refletir muito. Essas criações mentais, esses elementais artificiais, que giram em torno de nós são intimamente dependentes da qualidade de nosso pensamento. Se o pensamento está no nível superior, são criações cristalinas, fulgurantes, cheias de vida superior. Se o pensamento e nossa emoção estão num nível mais inferior, então naturalmente essa criação ao nosso redor reflete essa inferioridade do pensamento e da emoção. É muito comum entrarmos em alguns ambientes com muita gente e nos sentirmos oprimidos, ou sentir uma dor nas costas, ou no peito… por vezes, não compreendemos essa sensação de opressão porque todos estão aparentemente alegres. Mas, na verdade, estamos nesse exato momento absorvendo essas energias, essas criações mentais inferiores, porque são o produto da desorganização da emoção do próprio ser humano.

 

Os espíritos obsessores aproveitam então nossa criação mental desorganizada para agir de uma forma mais ativa contra nós?

Eles as utilizam como se fossem elementos deles. Eles agitam e insuflam mais vida nessa criação mental, nessa egrégora, para que você possa absorvê-la com mais intensidade. O espírito André Luiz também traz uma contribuição muito grande em seus escritos sobre o tema, através da mediunidade de Chico Xavier, quando ele cita um episódio vivido no Rio de Janeiro. Ao chegar num prédio, ele viu uma nuvem muito grande parecendo conter micróbios. O mentor dele disse: “Aproxime mais a sua visão e observe”.  Ele percebeu que eram criações mentais negativas, as quais estavam sendo inaladas pelas pessoas através da respiração. Essas criações mentais se aninhavam no estômago, na área sexual… no organismo físico das pessoas. Foi quando teve ciência da gravidade da ação das criações mentais exercidas sobre nós. Se no dia-a-dia estamos sintonizados com algumas entidades que apresentam um fator qualitativo menor, elas terão por objetivo o quê? Não vão implantar em nós o que não existe; isto é, elas não vão colocar um mal pensamento na sua mente, mas vão pegar uma tendência sua e realçá-la. Elas pegam 1% do que é negativo e insuflam 100% de importância àquele 1% negativo. A partir daí, a pessoa entra num processo de neurose, de psicose ou em outro processo mais grave – uma obsessão complexa.

 

É por esse motivo que muitos médicos não conseguem curar seus pacientes? Por exemplo, existem muitas pessoas tomando medicamentos com tarja preta sem obter o resultado pretendido…

Não adianta porque a tarja preta ou qualquer outro medicamento pode até ter uma função física, mas se não houver uma modificação interna, uma reorganização mental e emocional do indivíduo, a fim de obter uma melhor qualidade de vida, nenhum elemento externo vai resolver a situação.

 

O livro Legião faz uma profunda reflexão sobre o papel dos guardiões de luz na Terra, tanto no plano astral, como no dia-a-dia dos encarnados. Qual o seu parecer sobre o trabalho dos guardiões nesses “mundos paralelos”?

Eu acredito que sem os guardiões, muitos desastres já teriam ocorrido na Terra. Eu, às vezes, brinco muito com os meus amigos e digo: “dêem uma observada apenas no trânsito das grandes cidades… se não houvessem guardiões, aconteceriam mais desastres e acidentes, porque as pessoas dirigem loucamente”. Muitas pessoas não têm idéia do que ocorre no dia-a-dia nos bastidores da política… se não fosse o trabalho dos guardiões, muito mal já teria sido feito. O espírito Ângelo Inácio aborda no livro Crepúsculo dos Deuses o trabalho dos guardiões no episódio do atentado terrorista às Torres Gêmeas, em Nova York. Quando ocorreu o planejamento para a destruição das Torres Gêmeas, por parte dos espíritos das trevas, o objetivo era muito mais amplo, com ações muito mais graves do que as realizadas. Para evitar esse intento das sombras, os guardiões detonaram uma por uma das bases das sombras no plano astral. Nos assustamos com o ataque às Torres Gêmeas, mas foi menos de 10% do que eles pretendiam com o sistema de guerra por eles planejado. O objetivo das trevas era ruir com a economia mundial, fazendo o mundo ficar “louco” e esquecer das questões espirituais. Então, os guardiões atuaram a tempo e desmantelaram as organizações do mal. O mundo viveu algo difícil, mas foi uma parcela muito pequena em relação ao que os espíritos das trevas estavam planejando. Se não fosse o trabalho desses guardiões siderais, que trabalham pela humanidade como um todo, e não por uma religião em particular, eu não sei onde estaríamos hoje.

 

Os guardiões são seres irmanados de várias nacionalidades?

Exatamente. São seres especialistas, que são convocados diretamente pelo governo oculto do mundo, independente da sua origem racial, religiosa e social, para contribuir e preservar o equilíbrio, e evitar que o caos possa dominar. Eles, na verdade, são o fator de equilíbrio da humanidade. E trabalham nos gabinetes dos deputados, dos presidentes, dos governadores, para que possam, de alguma forma, amenizar essas situações. Para as pessoas que não têm o conhecimento espiritual, o atentado terrorista às Torres Gêmeas foi uma situação caótica; porém, para nós que temos uma visão espiritual, vimos que o dedo de Deus estava trabalhando, com esses guardiões de luz invisíveis manipulando tudo. Seria muito pior sem a ação dos guardiões. Graças a Deus que eles nos amparam…



Comunhão promove curso para auxiliares do Esde

quinta-feira, junho 25th, 2009 183 views

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Durante o mês de julho, a Diretoria de Estudos Doutrinários da Comunhão Espírita de Brasília promoverá curso de auxiliares de grupos do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (Esde). Os auxiliares são fundamentais no grupo e têm a responsabilidade de receber os alunos, verificar a frequência nas aulas, dar recados e ainda recolher as doações recebidas em cada encontro.

O pré-requisito para fazer o curso é estar cursando o Esde a partir da fase 1B. É necessário fazer inscrição na recepção e agendar uma entrevista prévia antes de iniciar o curso. Os encontros serão dos dias 21 a 24 de julho, das 19h às 21h30m, na sala 108.

As inscrições podem ser feitas de segunda a sábado, das 16h às 21h, na recepção da Comunhão ou pelo telefone 3225-2083.