Você já conhece o PADES?

terça-feira, julho 28th, 2020 165 views

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“Não queremos converter as pessoas à Doutrina Espírita. Nós queremos converter a nós mesmos ao bem”, assim Hebert Tavares define a temática do Programa de Acolhimento à Doutrina Espírita que, ao se tornar virtual, ultrapassou os muros da Comunhão Espírita de Brasília.

O PADES surgiu como um espaço de acolhimento para conversar sobre diversos temas dentro da visão espírita. Acabou por atender também à demanda daqueles que queriam iniciar um estudo sistematizado da doutrina. “Mas a ideia sempre foi de acolher as pessoas”, conta Enô Souza.

O casal anfitrião do PADES Enô Souza e Hebert Tavares recebeu o blog “O Mensageiro” para falar sobre os bastidores do programa, em seguida ao encontro da quinta-feira pelo aplicativo Zoom. A conversa também foi virtual, em atenção ao isolamento social.

O PADES não é um curso, não exige presença ou aprovação. As pessoas frequentam a medida que se interessam pelo tema ou necessitam de acolhimento. “Não ficamos numa posição à frente da sala. A gente se senta em círculo e conversa sobre assuntos do cotidiano”, explica Hebert.

Enô conta que os temas são definidos em conjunto com a Diretoria de Estudos Doutrinários (DED) e outros dirigentes da Casa, mas também dos desejos e inquietações dos próprios participantes. “Muitas vezes, os temas tem a ver com as dores que as pessoas trazem”.

Amor, céu e inferno, casamento, melindre: foram muitos os temas abordados no programa. Mas alguns marcaram a dupla e também os internautas. “A culpa é do obsessor” foi, segundo eles, um dos temas que mais receberam comentários. “As pessoas se identificaram. É fácil culpar o obsessor”, conta Enô.

Outro tema que marcou foi a morte. “É um tema doloroso. As pessoas têm muitas perguntas em relação à morte, às perdas”. No programa, o tema foi abordado com leveza, sob a perspectiva consoladora da Doutrina Espírita de que a morte é uma passagem.

A primeira impressão de quem assiste é que a preparação de cada programa leva dias. Hebert diz que mesmo pouco antes de dormir, Enô sempre traz ideias e citações. Segundo ela, “o estudo começa com o Pentateuco, o Livro dos Espíritos. Também gostamos muito de usar a Ermance Dufaux”.

No final, escrevem um roteiro. Para o encontro no zoom, um roteiro impresso serve de guia. No Youtube, uma apresentação fica na mesma tela para não desviar os olhos do vídeo. “Não é fácil interagir com a câmera. Mas a gente se acostuma”, confessa Hebert.

Com a pandemia e a necessidade do isolamento, os encontros presenciais deram lugar a encontros virtuais. “As pessoas tem mais facilidade de falar pessoalmente. Eu não sei se é por causa da tela. Nos encontros virtuais a gente tem que insistir, às vezes, chamar pelo nome para pessoa participar”, conta Hebert.

Além dos encontros interativos pelo zoom, o casal também apresenta uma “live” no Youtube, aos domingos. Para Hebert, essa nova fase levou o PADES para fora dos muros da Comunhão. “Participa muita gente de fora de Brasília. Tem gente de Pernambuco, do Paraná, até dos Estados Unidos, de Portugal”,  cita.

Juntos há 17 anos, o casal chegou à Comunhão por um problema na família. Foram acolhidos e quiseram retribuir com trabalho voluntário. “Isso foi há 14 anos. Quando a gente chegou, ouvimos: aqui para trabalhar, tem que estudar. Eu disse: mas, como? Sempre fui espírita. Nasci em família espírita”, conta Hebert.

“Hoje depois desses anos todos eu digo: gente, eu não sei nada da Doutrina Espírita”, continua. “Era o primeiro dia da inscrição no ESDE”, contam. “Depois participamos de grupos de passe, a iniciação à mediunidade. Tivemos a felicidade de fazer o curso de dirigentes. E agora somos youtubers”, brinca Hebert.

A Comunhão Espírita realiza os encontros do PADES pelo aplicativo Zoom todas as quintas-feiras, às 19h, com Hebert e Enô, e aos sábados, às 17h, com Andréia Nunes. Aos domingos, o programa é apresentado por Hebert e Enô, ao vivo, no Youtube, às 19h.

Por: Rafael Araujo

 



Você é uma pessoa melindrosa?

sábado, julho 4th, 2020 170 views

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Você é uma pessoa melindrosa? Não é problema ser melindroso. Afinal, todos estamos aqui para evoluir. Mas é importante perceber e trabalhar isso, já que o melindre é um estado espiritual que nos afasta do aprendizado e do crescimento.

É isso que nos ensinam Enô Souza e Hebert Tavares no Programa de Acolhimento da Doutrina Espírita (PADES) do último domingo, 28. Para essa palestra, eles se basearam no livro “Reforma íntima sem martírio”, de Ermance Dufaux, psicografado por Wanderley Oliveira.

Mas o que é melindre? Segundo Hebert, “é uma disposição para se ressentir e se ofender”. Ele explica que o melindroso é uma pessoa que tem muito escrúpulo, é muito delicada e suscetível à diferença de opinião ou de atitude que a molesta.

O melindre pode se manifestar de diversas formas, como o ressentimento, o escrúpulo e a susceptibilidade. Hebert explica que o ressentimento significa sentir de novo. “Aquele que te causou a moléstia, a ofensa já não está mais presente e a gente ainda continua sentindo”, completa.

“Uma pessoa que tem muito escrúpulo é aquela que tem muito medo de errar”, continua. A pessoa hesita diante da severidade do próprio julgamento. Já a susceptibilidade é a tendência para se sentir ofendido por coisas sem significância.

Enô ressalta que o melindroso acaba se enchendo de razões para esconder sua própria insegurança emocional. “Todos nós temos inseguranças emocionais”, explica. “Isso faz parte de um aprofundamento e melhoria de cada um. Agora, se encher de razão para evitar críticas, isso a gente precisa realmente tratar”.

De acordo com os estudos que fizeram sobre o melindre à luz da Doutrina Espírita, o orgulho está na raiz do melindre. “Como a pessoa que mais amo, que sou eu mesmo, pode ser contestada?”, pergunta Hebert.

Segundo ele, o melindre gera “reações no mundo íntimo”e os reflexos disso podem ser percebidos de diversas formas: pessimismo, infelicidade, desapontamento, animosidade, tristeza, rancor, etc. “Tudo o que o obsessor adora”, completa Enô.

Hebert usa a figura de um dique, um reservatório, para dar a dimensão do amor que sentimos por nós mesmos através do orgulho. Segundo ele, “só assim temos a capacidade de diminuir um pouco do volume desse amor por nós e direcionar para o próximo. E como chamamos isso?” Ele mesmo responde: “Humildade.”

Enô e Hebert encerram com dicas práticas de como combater o melindre. Entre outras, ressaltam a busca por instrução consoladora e dão dicas de leitura, como “Reforma íntima sem martírio”, já citado aqui, e “Prazer de viver”, também de Ermance Dufaux, psicografados por Wanderley Oliveira.

Quer saber mais dicas de como combater o melindre? Assista ao vídeo! E não perca as próximas edições. Marque na sua agenda: o programa acontece todos os domingos, às 19h, no canal da Comunhão Espírita no YouTube.

Texto: Rafael Silva de Araujo

Revisão: Silmara Sundfeld

 

 

 

 



Comunhão abre inscrições para ensino do Evangelho Segundo o Espiritismo a distância

terça-feira, junho 30th, 2020 1.008 views

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Estão abertas as inscrições para ensino a distância da obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. Promovido pela Comunhão Espírita, um novo capítulo do livro é estudado a cada semestre durante 4 meses.

Os interessados em participar das turmas do segundo semestre de 2020 poderão estudar sobre os capítulos Bem-aventurados os pobres de espírito, Bem-aventurados os brandos e pacíficos, Bem-aventurados os misericordiosos, Bem-aventurados os que têm puro o coração, Amar o próximo como a si mesmo, Fora da caridade não há salvação e Sede perfeitos.

Alaciel Almeida, coordenador da ação, comenta que “todos os cursos possuem como objetivos gerais ajudar o aluno a compreender o significado dos principais conceitos tratados no capítulo e estimulá-lo a colocar em prática em sua vida diária.”

Sem necessidade de reuniões presenciais, as aulas são realizadas em plataforma online que oferece materiais interativos de estudo, exercícios de autoavaliação, fóruns de discussão, bibliografia complementar, glossário de palavras incomuns presentes no Evangelho, link para passe virtual, cantinho da meditação, páginas sorteadas do livro Minutos de Sabedoria, de Pastorino, e chats.

Idealizador do ensino à distância na Comunhão, Alaciel conta que o projeto surgiu a partir do desejo de oferecer a um número maior de pessoas oportunidades de estudo do Espiritismo. “O que me deixa mais feliz é verificar o entusiasmo com que muitas pessoas aderem às recomendações de Jesus e se tornam, aos poucos, mais lúcidas, equilibradas e mais felizes.”

A primeira turma foi realizada no 2º semestre de 2008 e, ao longo desses 12 anos em que os cursos vêm sendo oferecidos, aproximadamente 8000 alunos, de diferentes estados e países, aprenderam mais sobre o Evangelho Segundo o Espiritismo e abriram horizontes para se tornarem melhores seres humanos.

Faça parte dessa turma você também!

Como se inscrever?

As inscrições estão abertas até 17/07/2020 e as atividades de estudo serão iniciadas no dia 1º de agosto. São apenas 100 vagas ofertadas por capítulo e os alunos serão divididos em grupos de no máximo 20 alunos. Dois tutores serão responsáveis por cada grupo.

Acesse Comunhão – DED – EAD, leia as instruções e preencha sua ficha de inscrição. Em caso de dúvidas, envie um e-mail para alaciel.alm@gmail.com.

 

 

 



Projeto utiliza redes sociais para levar mensagem cristã a famílias assistidas de Águas Lindas de Goiás

domingo, junho 28th, 2020 320 views

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Nestes tempos de medos e incertezas, um projeto desenvolvido pelo Departamento de Estudos Doutrinários da Villa Cristã está levando às famílias de Águas Lindas de Goiás mensagens de fé, otimismo e esperança baseadas no Evangelho de Jesus.

O conteúdo do projeto, intitulado A Villa vai até você, os estudos do Evangelho não podem parar, é repassado por meio de vídeos — postados semanalmente no canal de estudos espíritas da Villa, no YouTube — e de palestras virtuais (lives), transmitidas a cada 15 dias no Instagram (@estudosde.villa), das 10h30 às 11h30.

“O objetivo é servir aos irmãos da Villa e àqueles que desejam aprender a pensar e agir segundo as virtudes ensinadas pelo Cristo”, informa a diretora de Estudos Doutrinários da Villa e coordenadora do projeto, Andréa Guimarães Nunes.

Segundo ela, os assuntos são escolhidos por facilitadores que preparam e apresentam o conteúdo, levando em consideração as necessidades do grupo. Além de Andréa, participam do projeto Rafaela Guidi, Sueli Mendonça, Dalva Azevedo e Gínia Neiva, trabalhadoras voluntárias da Comunhão Espírita e da Villa Cristã. O primeiro vídeo foi veiculado em 9 de maio, com apresentação do projeto e da mensagem de boas-vindas; e a live inaugural foi ao ar no dia 25 de abril.

De lá para cá, foram transmitidas cinco palestras abordando os temas: Justiças das aflições, O perdão (explanado em três partes) e Amar ao próximo como a si mesmo. Já os assuntos tratados nas lives foram O Consolador Prometido, O Mandamento Maior, Perdoai para que Deus vos perdoe e Indulgência. A próxima palestra virtual ao vivo será no dia 4 de julho.

De acordo com Rafaela, os participantes são informados na véspera, por meio de grupos no WhatsApp, sobre o tema a ser explorado. “É um trabalho muito gratificante, pois é uma sementinha do Evangelho de Cristo que estamos plantando, sob a ótica do Espiritismo”, avalia.

“Essa é a forma que encontramos para dar sustentação aos trabalhos que foram interrompidos por causa da pandemia”, acrescenta Andréa Nunes. “Temos vários testemunhos sobre como essas mensagens fazem a diferença no cotidiano das pessoas. Muitas já participavam das atividades presenciais e dos grupos de estudo e, agora, estão conosco virtualmente”, explica a dirigente.

É o caso de Maria Bianca Rodrigues Borges, 18 anos, aluna do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE). Ela diz que as palestras são um alento nestes momentos difíceis.

“As mensagens me acalmam muito. É um serviço essencial neste período de quarentena, já que não podemos estar juntos presencialmente”, conclui a jovem.

Clique aqui para acessar os conteúdos produzidos pelo canal da Villa Cristã no YouTube.

 

Por: Arlinda Carvalho

Revisão: Silmara Sundfeld

Foto: Arquivo pessoal

 



Desafios do envelhecimento

quinta-feira, junho 25th, 2020 247 views

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Quem não quer ter vida longa? Todos querem. Mas, para isso, é preciso que a fase do envelhecimento chegue e são poucos os que lidam bem com essa realidade.

Nos anos de 1900, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do homem era baixa: em torno dos 37 anos. Porém, o limite da força veio chegando cada vez mais tarde. O Livro dos Espíritos nos esclarece sobre a existência da lei da destruição.

De acordo com Márcia Sirotheau, em palestra realizada no canal da Comunhão no YouTube, o envelhecer não deixa de ser a destruição gradual do corpo físico. E, indagados por Kardec se esse fenômeno seria algo da natureza, os espíritos respondem que o envelhecimento não passa de uma transformação que tem, por fim, uma renovação em sentido amplo – uma renovação enquanto seres integrais. A cada transformação do corpo, o ser humano é convidado à transformação interior.

Do ponto de vista espírita, é necessário que se tenha em mente três percepções: a primeira é a imortalidade. A segunda é a necessidade de experimentar vivências para que se possa desenvolver potencialidades. Se a experiência fosse sempre igual às da juventude, não seria possível o despertar diante de outras situações. A terceira, por sua vez, é o livre arbítrio, colado à lei de causa e efeito.

Ao chegar na velhice “vamos perdendo um pouco da agilidade, tanto física como mental. Perdemos nossa independência, mas vamos conquistando outras coisas. É uma mudança de situação”, comenta Márcia. Segundo ela, nem sempre essa situação de fragilidade ou de maior dependência está ligada à velhice. Muita gente, ao longo da vida, experimenta contextos de intensa fragilidade física ou emocional, por múltiplas circunstâncias.

Márcia cita a médica geriatra dra. Ana Cláudia Quintana que, por meio de um vídeo, conta que o envelhecimento coloca o ser humano diante de duas grandes situações: a perda da autonomia e a perda da independência. Autonomia é a capacidade de tomar decisões e independência é a execução dessas decisões. Contudo, a palestrante destaca que o contexto do envelhecimento é, de certa forma, esperado pelas pessoas e que é necessário haver uma preparação para tal. “É nesse ponto que entra a questão do livre arbítrio”, diz Márcia. O ser humano precisa ter em mente que o livre arbítrio é a manifestação maravilhosa do amor de Deus em permitir escolher como envelhecer, não esquecendo, claro, da lei de causa e efeito. A vida é feita de escolhas. O tempo todo é preciso tomar decisões, que têm reflexos não só no agora, mas principalmente no futuro.

Márcia cita também, em sua palestra, pesquisa do médico psiquiatra e professor da Universidade de medicina em Harvard, Robert Waldinger. As vidas de jovens foram acompanhadas anualmente, em diversos aspectos, até o envelhecimento. A pesquisa, então, concluiu a importância do relacionamento interpessoal para se envelhecer bem. A dor física era exacerbada pela dor emocional daqueles que se sentiam solitários. “A conclusão é simples: bons relacionamentos nos mantêm mais felizes e mais saudáveis. Com base nisso, temos uma escolha. Olha o livre arbítrio entrando! Podemos escolher como nós queremos viver e envelhecer”, comenta Márcia.

De acordo com a palestrante, manter boas relações exige do ser humano e, como seres imperfeitos, há certa dificuldade nesse quesito. O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 13, lembra que a caridade moral consiste ‘em vos suportardes uns aos outros…’, portanto há o desafio de exercitar a caridade moral para que saibamos envelhecer. Um dos exemplos que o Evangelho menciona é o de calar para poder ouvir, suportar uma palavra irônica. “Não nos incomodarmos tanto com as falhas alheias, pois também temos nossas inúmeras e complicadas falhas. Isso é saber viver”, conclui Márcia.

É importante ressaltar que, além da percepção da forma de se relacionar com o próprio envelhecimento, é necessário olhar com respeito, paciência e carinho para o envelhecimento do próximo. A cada contexto que a vida nos apresentar, é preciso ter no coração que tudo que acontece vem para o desenvolvimento maior.

Confira a palestra na íntegra:

Texto: Virgínia Bravim.

Revisão: Luciana Matsunaga.



Será que é tudo culpa do obsessor?

quarta-feira, junho 24th, 2020 259 views

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Desequilíbrio, tristeza, angústia, dificuldades, conflitos — será que é tudo culpa do obsessor? Na obra O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta aos Espíritos superiores a respeito da influência oculta dos espíritos sobre os nossos pensamentos e sobre nossas ações.

No Programa de Acolhimento da Doutrina Espírita (PADES) do último domingo (21), Enô de Souza e Hebert Tavares, baseados nas respostas recebidas pelo codificador da Doutrina, esclareceram questões e dúvidas acerca da obsessão, afinidade, sintonia e pensamento.

“O que carregamos dentro de nós pode sim atrair obsessores. É tudo uma questão de sintonia. Como está a sua vibração? Como estão seus pensamentos?”, introduziu Enô.

Os oradores explicaram a diferença entre obsessor e encosto. O primeiro seria aquele que, em tese, deseja o mal, que conhece a pessoa que está sofrendo a obsessão e possui algum tipo de relação com ela. Já o encosto é o espírito que aproveita o momento, sente a energia e fica.

Em O Livro dos Espíritos, questão 459, Kardec realiza a seguinte pergunta: “Os espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?” E a resposta foi: “A esse respeito sua influência é maior do que credes, porque, frequentemente, são eles que vos dirigem.”

Hebert destacou que os espíritos nos dirigem, mas com o nosso consentimento. “Tem a ver com a sintonia e a afinidade. Temos liberdade de escolha.”

A vivência mecânica, em que a pessoa executa a rotina sem sentir, “facilita que os espíritos obsessores tenham maior influência sobre aquilo que estamos pensando”, complementou Enô.

Nem tudo, por outro lado, é culpa do obsessor. Há a responsabilidade individual, a forma com que a vida é conduzida, a atenção ao lado positivo e a autorreflexão.

“Existem sempre os dois lados. Se está firme na fé, consegue respirar quando está nervoso e, assim, se conecta com espíritos que dão calma. A vida é bela, colorida, Deus é bom”, sublinharam.

O bem sempre existe, ele está em cada um. Sintonia e afinidade são essenciais para atrair influência espiritual positiva ou negativa. “Não somos marionetes espirituais, mas existe uma brasa que pode ser soprada”, disse Hebert.

Conversar com Deus, avaliar a conduta com honestidade emocional, ter fé, cultivar bons pensamentos, mudar o interior, prestar atenção no próprio caminho e não viver de forma mecânica foram as orientações finais do programa.

Perdeu o PADES do último domingo? Confira abaixo! Lembre-se: o programa acontece todos os domingos, às 19h, no canal da Comunhão Espírita no YouTube.

Texto: Nicole Guimarães.

Revisão: Silmara Sundfeld.