Famílias de Goiás e Distrito Federal recebem doações da Comunhão Espírita

sexta-feira, julho 10th, 2020 79 views

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Graças às doações recebidas, a Comunhão permanece atuando nos seus projetos de promoção social, mesmo no atual cenário de pandemia. No mês de junho, foram distribuídas 295 cestas básicas, 135 kits de material de limpeza e higiene e fraldas descartáveis.

Localizadas no Goiás e no Distrito Federal, Recanto das Emas, São Sebastião, Planaltina, Paranoá, Itapoá, Samambaia, Santo Antônio do Descoberto, Santa Maria, Estrutural, Gama, Ceilândia, Riacho Fundo II e Águas Lindas são as cidades com famílias assistidas todos os meses pela Comunhão.

Quer fazer parte desse trabalho e não sabe como? Existem três formas:

1 – Doações podem ser entregues no Almoxarifado da Comunhão Espírita de Brasília, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 15h;

2 – Doe diretamente para a conta bancária do BRB – Agência 0204, Conta 030.114-8, CNPJ: 00.307.447/0001-08;

3 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com.

Em caso de dúvidas, entre em contato no e-mail comunhão.dps.secretaria@gmail.com

Abaixo, fotos das cestas básicas e fraldas descartáveis distribuídas no último sábado (4) na Villa Cristã, em Águas Lindas de Goiás:

 



Voluntariado: Histórias e pessoas inspiradoras do grupo Corina Novelino Memória

sexta-feira, julho 3rd, 2020 148 views

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A história de hoje nos lembra como a bondade tem o potencial de transformar vidas, principalmente quando conduzida por um grupo harmonioso. Passava das 22h30, do último dia 15, quando uma médium postou no grupo de whattsapp Corina Novelino Memória um pedido de indicação de centro espírita em Luziânia, Goiás.

O objetivo do contato era buscar auxílio para uma família que enfrentava sérias dificuldades financeiras e estava se alimentando apenas de chuchu durante a semana. E ainda tinha os animais de estimação: cachorros e gatos estariam famintos.

A união de todos pelo bem

Cristiani Reis, voluntária da Comunhão, conta que acordou cedo no dia seguinte e a primeira mensagem que viu no whatsapp foi a do grupo Corina Novelino Memória.

“Respondi que desconhecia alguém que pudesse ajudar em Luziânia, mas, considerando a proximidade com Brasília, perguntei se não poderíamos arrecadar alguns alimentos e levarmos até eles”.

Sua sugestão foi postada às 6h49 da manhã e, às 06h56, começaram a chegar as mensagens: eu topo, eu também, posso ir junto. Bastaram dez minutos para Cristiani ter a certeza de que daria certo.

“As manifestações de apoio não pararam mais. Disponibilizei minha conta no grupo e em dois dias tínhamos arrecadado R$ 1.500,00 em dinheiro, 25 quilos de ração para os animais, roupas, sapatos, uma cesta básica e um cobertor quentinho”, lembra entusiasmada.

Com todas as contribuições do grupo, Cristiani foi ao supermercado e fez compras generosas para a família. Eram tantos produtos que o carro ficou lotado e com espaço apenas para ela e o marido.

“Cheguei em casa radiante e postei no grupo as fotos das compras. Enquanto eu digitava que tinha sobrado um crédito de R$ 500,00, chegou o aviso de transferência de mais R$ 250,00. Ou seja, agora tínhamos as compras e um crédito de R$ 750,00”.

Em consenso, o grupo Corina Novelino Memória resolveu dividir o saldo entre a Comunhão Espírita de Brasília e o Centro Espírita Paulo de Tarso, para que fossem convertidos em cestas básicas para outras famílias.

O dia mais que especial

Formaram um grupo e marcaram o sábado, dia 20 de junho, para irem juntos rumo à Luziânia. Como havia muita coisa para uma única família, dividiram as compras em dois carros: um com materiais e alimentos para a família de Luziânia e o outro destinado a outra família que certamente encontrariam no caminho.

“No trajeto do destino fiz uma prece e pedi para que a querida Corina e nosso mestre Jesus colocassem em nosso caminho uma família muito necessitada para receber aqueles mantimentos. Senti claramente a intuição de que encontraríamos mais uma família para ajudar,” comenta Cristiani.

Quando o grupo chegou ao destino, foi uma alegria só. Entregaram a doação para a família de Luziânia e, ao mesmo tempo, perceberam que na casa vizinha havia um senhor também passando por necessidades.

“Fomos até a casa do vizinho e entregamos uma cesta básica, mais alimentos e uma manta quentinha que uma médium levou de casa. Fizemos uma prece todos juntos agradecendo por aquele momento. Após a visita, o senhor nos disse que sua filha também estava com sérias dificuldades”.

O grupo estava decidido a ajudar o máximo de pessoas que pudessem naquele dia. Não pensaram duas vezes e seguiram todos para a terceira casa com mais doações.

Ouvir a intuição com o coração

O grupo ainda tinha muitos mantimentos reservados e suas intuições eram de que “lá no alto” já tinham reservado uma família muito especial que os receberia.

“Encerramos nosso encontro com a terceira casa e cada um seguiria para seus lares atentos, pois no nosso caminho haveria de surgir alguém para auxiliarmos”, nos conta a voluntária.

No trajeto de retorno para casa, um dos médiuns se separou do grupo e entrou no acesso para Recanto das Emas. Cristiani chegou em casa e se sentia um pouco desapontada por não terem encontrado mais uma família naquele dia. Não demorou 10 minutos para ela saber que sua intuição estava certa.

O médium desviou o caminho para Recanto das Emas porque desejava comprar pamonhas para levar para casa. No caminho, encontrou uma vendedora de balinhas com uma criança que possuía sinais de problemas físicos. O encontro o fez arrepiar.

“Ele relatou que começou a conversar com a ambulante e a criança e descobriu que o marido a tinha deixado e que ela estava desempregada. A criança tinha onze anos, mas, devido a uma paralisia cerebral, apresentava atraso cognitivo e no crescimento, tendo aparência de sete anos”.

O médium seguiu conversando e a vendedora de balinhas disse que alugava um lugarzinho onde morava mais uma família também com severas dificuldades. Ela comentou que não tinha nem botijão de gás para cozinhar.

“Ele foi até o local com ela, viu a casa e teve a oportunidade de conhecer a outra família.  Lá, viu que a mãe dormia com o filho numa cama de solteiro, não tinham geladeira e quase não tinham alimentos”, a voluntária relata.

No total, quatro famílias já tinham recebido ajuda do grupo. Sentindo motivação para ajudar mais, o médium conversou também com a outra família que morava no local – sim, agora seria a quinta casa. Era o pai e a mãe, ambos desempregados e vendedores de balinhas, e um bebê de seis meses. Todos dormiam juntos numa cama de casal em péssimo estado de conservação.

“O médium me ligou e passou todas essas informações. Combinamos de ele procurar um local para comprar o botijão com gás, que dividiríamos as despesas. Segundo ele, nunca viu tanta demonstração de alegria e gratidão de uma pessoa. A mãe disse para o filho: hoje teremos comida quentinha”, Cristiani comenta.

E as boas ações continuaram

A voluntária repassou todas as informações para o grupo no whatsapp. A emoção só estava começando. Não demorou meia hora para Cristiani receber uma mensagem no privado: Cris, vou doar a geladeira. Me envia endereço com CEP pois vou mandar entregar na casa dela.

“Eu desabei. Comecei a chorar novamente e quando fui ver as mensagens no grupo as doações já tinham disparado. Todos queriam colaborar”.

Para resumir, além da ajuda às três famílias de Luiziânia, o grupo “Corina Novelino Memória” conseguiu geladeiras e camas novas para as duas famílias de Recanto das Emas, berço com diversas roupinhas de cama, banheira completa para o bebê, roupas de camas e de banho. Doaram os diversos alimentos que estavam guardando e um voluntário contratou o frete para recolher as doações e levar até às duas famílias.

Um parênteses: Não foram duas camas

Esse é um parênteses para registrar que foram compradas, na verdade, três camas. Uma voluntária se prontificou a doar uma cama de casal para a mãe de Recanto das Emas que dormia com o filho, já que a de solteiro era muito pequena. Ela entrou em contato com a loja e a vendedora comentou: “Nossa, a cama que a senhora está comprando é muito boa. Estou guardando parte do meu salário para comprar uma para mim, pois a minha está quebrada”.

A voluntária não aguentou e acabou comprando duas camas: uma para a vendedora e a outra para a família. E não acabou aí.

Outra médium do grupo ligou para avisar a mãe de Recanto das Emas que precisaria ficar em casa para receber a cama. Quem atendeu a ligação foi a moça da outra família, que morava no mesmo espaço, e ela ficou feliz pela nova cama da amiga, mas encorajou-se a perguntar: “será que eles não consertariam os pés da nossa cama que estão afundados?”.

E o que aconteceu? Essa médium acabou comprando mais uma cama.

Mais uma bela história de solidariedade

Passados alguns dias das entregas, o mesmo médium que havia encontrado as famílias de Recanto das Emas disse no grupo que seu pai era motorista do SAMU e que havia atendido um rapaz em situação de rua que precisaria de muletas. Perguntou no grupo do whatsapp “Corina Novelino Memória” se alguém teria roupas de frio para doar.

Na mesma hora, uma pessoa se manifestou e respondeu que poderia contribuir com mantas, agasalhos e sapatos. Prontamente, o médium recolheu todas as doações e foi até a rua onde o rapaz ficava com um amigo e entregou a eles. Mas ele não fez só isso: procurou um restaurante que vendia marmitas nas proximidades e deixou pago as refeições para eles por alguns dias.

A mensagem final

“Embora a gente ouça muita coisa triste nesse momento dramático que o mundo enfrenta, o que me comove é que as pessoas estão sensíveis. Estão se perguntando: o que posso fazer? Como posso ser útil? Onde posso ajudar?

O que percebo é um movimento de solidariedade que se espalha e cada um colabora como pode, na medida do que pode e, algumas pessoas, muito além do que pode.

Eu cresci ouvindo: fazer o bem, sem olhar a quem e sem falar nada a ninguém. Mas depois de muito refletir, percebi que as ações no bem são muito silenciosas e o mal é muito ruidoso. Então temos a percepção equivocada de que o que está predominando no mundo é o mal. Por isso resolvi relatar esses momentos de fraternidade. Senti vontade de dizer que a solidariedade é contagiante, está por todos os lados. Só não faz alardes. Ela acolhe, socorre, age”, conclui Cris.

Sobre o grupo Corina Novelino

Em funcionamento na Comunhão Espírita há 21 anos, é um grupo de educação da mediunidade. À medida em que os médiuns educam a mediunidade e são encaminhados para trabalharem em outros grupos, seus contatos do whatsapp são incluídos no Corina Novelino Memória. Ali, continuam mantendo os laços de fraternidade e trocando mensagens entre os médiuns ativos e os antigos participantes.

 

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: “Meus problemas não eram nada diante das dores do mundo”Companheirismo até na hora de ajudar o próximo, “Me encanto ao colocar em prática os ensinamentos de Jesus”,“São pessoas que precisam não só de comida, como também de atenção, afago e informação” e muitas outras.

Quer inspirar outras pessoas? Conte também a sua história. Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole Guimarães (comunhaoascom@gmail.com).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Voluntariado: “Meus problemas não eram nada diante de tantas dores no mundo”

sexta-feira, junho 26th, 2020 326 views

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Dizem que a gente chega a uma casa espírita pelo amor ou pela dor. No caso de Flávio Resende, foi por um processo depressivo que vivenciou em 2015. E ele não se dava conta, conscientemente, do que estava acontecendo com sua saúde.

“Não sentia que existia saída para os meus problemas, ainda que, hoje, tenha convicção de que a doença tornava meu olhar cada vez mais míope e turvo, e que a minha realidade era bem diferente daquela que eu enxergava, sem cor e perspectiva”, lembra.

O tempo passava e Flávio via os problemas se acentuarem: perdeu o casamento de quase oito anos, sofreu com a descoberta de novo câncer no pai e sua empresa passou a trazer mais preocupações do que alegrias.

Ele conta que vivia chorando e sem entender a motivação real daquele sentimento. “Busquei ajuda psicológica e psiquiátrica. E os remédios só me conduziam ainda mais para o buraco. Veio a insônia e cheguei a ficar 38 dias sem dormir, nem de dia, nem de noite.”

O dia que sua vida mudou

Resende passou pelo processo de sofrimento por mais de dois anos. Até que, um dia, andando pela avenida L2 Sul, em Brasília, teve uma crise de choro ao volante.

“Estava no deslocamento entre uma reunião e outra de trabalho. Parei o carro, instintivamente, no estacionamento do Sebrae Nacional. Desci e resolvi caminhar um pouco, até que me deparei com a sede da Comunhão, lugar a que nunca havia ido e sobre o qual nunca havia ouvido falar”, resgata a lembrança.

Flávio entrou na Comunhão Espírita e foi recepcionado, segundo ele, com muito amor e direcionado para o Atendimento Fraterno. E ele aceitou. Ali, desabafou.

“Chorei um bocado. Até que recebi do senhor voluntário que me atendeu o abençoado convite para participar de algum trabalho voluntário da Comunhão e começar alguns tratamentos espirituais”, conta.

Ajuda ao próximo e a si mesmo

Após o atendimento, sentiu-se mais forte e saiu da conversa direto para a sala dos voluntários. Ele escolheu três projetos organizados pela Comunhão: Visita às Famílias do Grupo Auta de Souza, Sopa Fraterna e visita à Casa da Criança Batuíra, em Ceilândia.

“Nosso grupo é responsável por visitar famílias de baixa renda nos segundos sábados de cada mês, no Recanto das Emas. Em relação à distribuição da sopa, participo da turma do primeiro domingo de cada mês, pela manhã, cortando legumes para a produção do abençoado alimento, que mata a fome de uma comunidade carente da Samambaia”, explica.

Ao mesmo tempo que começou os trabalhos voluntários, Flávio realizava tratamento espiritual na Comunhão. Aos poucos, sua vida foi ganhando cores de novo e ele encontrou as respostas que procurava ajudando o próximo.

“Aprendi a exercer minha empatia com as pessoas e a entender que meus problemas não eram nada diante de tantas dores no mundo. Compreendi também que é importante perseverar no que acreditamos e que aquele ambiente era muito rico em aprendizados”, comenta.

O trabalho voluntário ficou tão incorporado à sua rotina que descobriu sua paixão em atuar com o Empreendedorismo Social, inspirando, com seu trabalho, outras empresas a desenvolverem ações de impacto social.

“Sou grato à Comunhão por tudo o que recebi, me tornei espírita e, finalmente, sinto que encontrei o meu lugar no mundo, com mais sentido e conectado com o meu propósito de usar as minhas habilidades para ajudar na construção do mundo que eu desejo construir para o futuro”, conclui Flávio, que é jornalista e empresário.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: Companheirismo até na hora de ajudar o próximo, “Me encanto ao colocar em prática os ensinamentos de Jesus”,“São pessoas que precisam não só de comida, como também de atenção, afago e informação”, “A emoção toma conta do meu coração e é naquele instante que recebo todas as bênçãos e paz” e muitas outras.

Quer inspirar outras pessoas? Conte também a sua história. Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole Guimarães (comunhaoascom@gmail.com).

Siga ajudando

Existem três formas de colaborar:

1 – Doações podem ser entregues no Almoxarifado da Comunhão Espírita de Brasília, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 15h;

2 – Doe diretamente para a conta bancária do BRB (Agência 0204 Conta 030.114-8) ou BB (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) CNPJ: 00.307.447/0001-08;

3 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com.

Caso tenha dúvidas, entre em contato pelo e-mail daf.comunhao@gmail.com.

 



Famílias assistidas pela Comunhão recebem cestas básicas, kits de limpeza e fraldas descartáveis

terça-feira, junho 2nd, 2020 109 views

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Graças às doações recebidas, a Comunhão permanece atuando nos seus projetos assistenciais. No último sábado (30), mais famílias receberam cestas básicas, kits de limpeza e fraldas descartáveis. A entrega foi realizada na Villa Cristã, em Águas Lindas de Goiás. Todos os meses, mais de 300 famílias são assistidas pela Casa.

Quer ajudar e não sabe como? Existem três formas de colaborar:

1 – Doações podem ser entregues no Almoxarifado da Comunhão Espírita de Brasília, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 15h;

2 – Doe diretamente para a conta bancária do BRB – Agência 0204, Conta 030.114-8, CNPJ: 00.307.447/0001-08;

3 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com.

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Confira abaixo algumas fotos da entrega:



Voluntariado: “Me encanto ao colocar em prática os ensinamentos de Jesus”

sexta-feira, maio 29th, 2020 170 views

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Criado em berço evangélico, com pais não muito religiosos e influência católica, Pedro Ivo Albuquerque sentia falta de praticar sua religiosidade quando, aos 22 anos, fez a primeira comunhão.

Dois anos antes, a avó de um amigo os levou à ala pediátrica do Hospital da UnB. “Era época natalina e fizeram uma festa de final de ano para as crianças internadas. Foi onde recebi um dos melhores e mais marcantes abraços de minha vida”, lembra.

Eram duas garotinhas com doença infectocontagiosa, conta ele, que não vivenciavam calor humano havia um tempo.

“Anos mais tarde, comparei esse dia a um ensinamento de Madre Teresa de Calcutá, que dizia que Jesus protege aqueles que agem em Seu nome. Ela, que cuidava de leprosos sem medo de se contaminar. O espírito André Luís relata, nos  livros psicografados por Chico Xavier, vários episódios explicando como isso funciona na espiritualidade”, relata.

Naquele dia, Pedro foi contagiado pelo trabalho voluntário, que engatinhou durante anos até se consolidar na Comunhão Espírita.

Caminho percorrido

Albuquerque começou a frequentar a Comunhão em 2014, quando pôde entender um pouco mais sobre a Doutrina Espírita. Segundo ele, pela primeira vez, muitas respostas foram comprovadas na sua vida.

“Uma delas foi quando li o livro “Deixa-me viver”. Foi no mesmo período em que fiz o curso sobre Evangelho segundo o Espiritismo, concomitante ao Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Fazia os dois cursos toda segunda-feira, das 18h30 às 21h30, logo depois do meu trabalho semanal na ABRACE, onde cuidava de uma horta orgânica e coordenava um trabalho com menores infratores”.

Os ensinamentos do livro chocaram o voluntário. Como sempre teve relação forte com crianças e adolescentes, narra que sentiu uma vontade incontrolável de fazer algo por elas.

“Resolvi procurar a central de voluntários da Comunhão para participar do grupo de apoio às gestantes. Na época, falaram que era só para mulheres. Depois vi que esse critério nunca existiu, mas foi essa impossibilidade que me levou ao grupo Auta de Souza de atendimento a famílias”, resgata Pedro.

Dois meses se passaram até sua primeira reunião, quando ficou encantado com a coordenadora, Maria Inês, que foi a responsável, na época, por apresentá-lo ao subgrupo recém-criado.

“A coordenadora virou grande amiga, inclusive foi quem me apresentou à minha futura esposa, marcando definitivamente minha vida”.

O trabalho com as famílias assistidas

Meses depois, os voluntários foram convidados  a preparar uma festa de natal. Foi nesse momento que puderam se aproximar da Maria Teresa, diretora de Promoção Social da Comunhão, e criaram os laços necessários para formar a nova coordenação do grupo do segundo sábado de visitas às famílias assistidas.

“Pouco depois, Maria Inês precisaria se ausentar e nos pediu para dividir o trabalho que ela vinha fazendo com incrível competência. Dividimos as tarefas e nos juntamos aos coordenadores dos outros dias. Hoje posso ver o caminho percorrido”.

Até se encontrar nas atividades de voluntariado, Pedro Ivo passou por todo tipo de trabalho. “Me encanto com o sentimento, o bem-estar e o quanto me melhora botar em prática os ensinamentos do Mestre”.

Caixinha de boas experiências

O voluntário comenta que aprendeu a ter uma caixinha de boas experiências na sua cabeça, na qual coloca tudo que funciona e prospera.

“Quantas pessoas se envolveram com o trabalho, quanta boa vontade e frutos já tivemos. Temos tantas histórias emocionantes”, diz.

Uma experiência que ele compartilha é sobre uma garotinha que teve sua escola de música fechada por ter tido os poucos instrumentos musicais roubados. “Um subgrupo do Paranoá, vendo o desequilíbrio emocional da criança, resolveu ver o que podia fazer para motivá-la novamente”.

O grupo de voluntários conversou com o professor responsável pela escola de música. “Ele disse que precisaria de grades, muro e instrumentos novos. O subgrupo conseguiu reabrir a escola de música e os garotos se apresentaram na festa de Natal da Comunhão. Me emocionou, ensinou e motivou em especial”.

Naquela apresentação, Pedro percebeu que as crianças estavam tocando, formando uma orquestra, porque o grupo de voluntários esteve na casa daquela garotinha. “Ela voltou a sorrir, as crianças ganharam disciplina, motivação, saíram das ruas e do ócio improdutivo. Ganharam autoestima, respeito e aprenderam a reconhecer sua capacidade”.

E tudo aconteceu porque o grupo de voluntários existe. De uma forma ou de outra, lembra Pedro, ajudamos a nós mesmos e mudamos vidas.

“Conhecemos pessoas incríveis. Aprendemos a nos reconhecer em cada situação apresentada. Sou muito grato à Comunhão pelo bem que ela me permite fazer através desse trabalho conjunto, que passa pelos doadores, voluntários, funcionários e pela espiritualidade. Mas sou grato, principalmente, pelo bem que ela me ajuda a proporcionar a mim mesmo”.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: “São pessoas que precisam não só de comida, como também de atenção, afago e informação”“A emoção toma conta do meu coração e é naquele instante que recebo todas as bênçãos e paz”“Encontrávamos esperança e amor a cada visita, mesmo com todas as dificuldades”“É como se algo dentro de mim se transformasse”A dinâmica da generosidadeQuando uma frase muda a nossa vidaAlmoço de sábado na comunidade Sol Nascente, “Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação” e O dia em que conheci a Rafaela.

Quer inspirar outras pessoas? Conte também a sua história. Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole Guimarães (comunhaoascom@gmail.com).

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Existem três formas de colaborar:

1 – Doações podem ser entregues no Almoxarifado da Comunhão Espírita de Brasília, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 15h;

2 – Doe diretamente para a conta bancária do BRB (Agência 0204 Conta 030.114-8) ou BB (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) CNPJ: 00.307.447/0001-08;

3 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com.

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Voluntariado: “São pessoas que precisam não só de comida, como também de atenção, afago e informação”

sexta-feira, maio 22nd, 2020 262 views

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Entre idas e vindas, Flora Mendonça frequenta a Comunhão Espírita há uns 15 anos. Além do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que realizou duas vezes, também já foi voluntária no abrigo Nosso Lar.

“Estive afastada da Comunhão por um período, mas resolvi voltar. Sinto algo dentro de mim que sempre me chama para o estudo e para o trabalho voluntário”, diz.

Foi em um desses retornos à Casa que assistiu aulas com Jucélia Ferreira, diretora de Promoção Social da Villa Cristã Comunhão Espírita.

“Ela me fez o convite para conhecer o trabalho realizado lá. Não nego que foi intimidador no começo, pois fica um pouco distante do Plano Piloto, o que acaba sendo uma das barreiras para que mais pessoas se voluntariem”. No entanto, segundo Flora, todos os entraves ficam para trás ao se chegar na Villa, pois o trabalho realizado lá é lindo.

“Diversas famílias da região são assistidas. São pessoas que precisam não só de comida, como também de atenção, afago e informação. Lá são oferecidos cursos profissionalizantes para que as pessoas possam se qualificar e obter uma renda para ajudar em casa”, nos conta.

Flora faz parte da equipe que cuida das crianças enquanto os pais realizam cursos ministrados por outros voluntários. “Geralmente, são muitas crianças e eu ajudo com a recreação das maiores. Acabei virando a tia do futebol, logo eu, que nem gosto de futebol. Coisas da vida, né?”.

É na Villa Cristã que, ao menos uma manhã da semana, as crianças podem tomar café da manhã e almoçar. Além disso, por um momento, podem esquecer da dura realidade em que vivem e ser apenas crianças jogando bola com seus colegas. “Podem ter o direito de apenas se divertirem”, conclui.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: “A emoção toma conta do meu coração e é naquele instante que recebo todas as bênçãos e paz”“Encontrávamos esperança e amor a cada visita, mesmo com todas as dificuldades”“É como se algo dentro de mim se transformasse”A dinâmica da generosidadeQuando uma frase muda a nossa vidaAlmoço de sábado na comunidade Sol Nascente, “Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação” e O dia em que conheci a Rafaela.

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