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Irene de Carvaho, por Mayse Braga : “Não podemos desanimar,  porque o dia de amanhã vem perto, e com ele virão novas esperanças”

08/05 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Uma historia de traição e desamparo. ” Abandonada pelo marido, minha mãe foi forçada a se separar dos filhos sem qualquer direito de reivindicar caminhos diferentes”. Essa é a narrativa do livro “Histórias de Minha Mãe que Ninguém Contou”, psicografado por Irene de Carvalho (in memmorian) através do espírito de Dom Inácio de Loyola,  e lançado pela médium Mayse Braga no dia 6 de maio, na Comunhão Espírita de Brasília. Uma palestra carregada de amor, emoção e saudosismo, na qual o público presente, incluindo os filhos do casal Irene e Mário, sorriram e verteram lágrimas de saudades.

Transmitido para 44 países e até para a Arábia Saudita, o evento foi aberto pela vice-presidente da instituição, Maria Luiza Bezerra, que ressaltou os trabalhos da Comunhão em suas salas de aulas, que recebem, além de espíritas, judeus, protestantes, seminaristas e outros irmãos “que querem aprender, por meio de nossos estudos, a lidar com as pessoas que sofrem transtornos e vivem graves problemas emocionais”.

Dona Sinhá

Irene de Carvalho, médium clarividente, foi separada de sua mãe aos sete anos de idade e passou a vida sentindo uma saudade imensa, querendo saber, em seu íntimo, o que teria lhe acontecido. Até que certo dia, já adulta e nos anos finais de sua vida, em uma tarde de preces,  Dom Inácio perguntou-lhe se gostaria de conhecer a história de sua genitora. “Assim, reconstruímos a história de minha mãe, a quem todos chamavam de dona Sinhá”, relata Irene, na apresentação da obra. Devido às suas visões mediúnicas e da grande incompreensão familiar, dona Sinhá  foi afastada de seus filhos e internada em uma clínica psiquiátrica, não tendo a mesma sorte que a filha, Irene, que herdou a mediunidade da mãe, mas encontrou apoio e incentivo em seu grande amor e companheiro de toda uma vida – Mário -, construindo com ele, nas bases da Doutrina, da abnegação e do amor, a Comunhão Espírita de Brasília, grande obra do casal.

Na noite de lançamento do livro, a criação e a trajetória da Comunhão foram abordadas por Mayse, que está na Casa há 45 anos, quando iniciou, aos 15, seus trabalhos mediúnicos e aos 16 proferiu sua primeira palestra. A médium acompanhou de perto a valorosa luta de seus fundadores, Mário e Irene de Carvalho. “Quando ele desencarnou, lembrei que Seu Mário construiu as paredes concretadas desta casa e Dona Irene ergueu as paredes espirituais”, relatou Mayse.

Chico Xavier: “Brasília é a terra de grandes encontros  espirituais. A Comunhão veio para ensinar o espiritismo ao mundo”

Mayse relata que essa foi a frase que seu Mário ouviu do médium Chico Xavier em passagem pela capital do país. Chico admirava o trabalho de dona Irene e da Comunhão, e dizia que a Casa irradiava luz no coração das pessoas.  “O acaso não presidiu nossa chegada aqui, em nenhum momento. A espiritualidade muda nossa vida”,  ressaltou Mayse Braga, que falou um pouco sobre a poderosa clarividência de dona Irene, que chegou a ter visões presentes e futuras de pessoas que mal conhecia, orientando-as e alertando-as sobre doenças e vícios, que muitas vezes aceleram o processo reencarnatório, levando muitos de nós ao desencarne precoce, motivado por nossas próprias ações.

Trabalho

No início da década de 1970, o grupo Mocidade da Comunhão Espírita contava com 140 jovens trabalhadores incansáveis. Em 1978, dona Irene psicografou a peça teatral ‘Então Doutor’, que falava sobre homossexualidade, e estreou com os jovens atuando como atores mas sofrendo duras críticas. “As pessoas entendiam que tínhamos que falar sobre o sistema político e repressão, e não de situações emocionais”, conta Mayse.

O compromisso com o trabalho espiritual foi tratado em uma das abordagens da palestrante, que afirmou: “Sou exigente, aprendi com os melhores. Hoje, as pessoas usam qualquer desculpa para se afastarem do trabalho. Desistir, adiar, fingir é fácil”.

Ela instruiu a todos a não se deixarem convencer pelas palavras e atitudes que causam desânimo e relembrou a bela frase de dona Irene: “Não podemos desanimar,  porque o dia de amanhã vem perto e com ele virão novas esperanças”.

Para Mayse, o que nos torna diferentes são nossas escolhas: “As lições não morrem nunca, e nos cabe aprender”, declarou.

Ao final da explanação, Sandra, filha do casal Mário e Irene, agradeceu a todos pelo carinho e declarou que o livro foi o último sonho de sua mãe. “Todos os trabalhos dela foram plantados por sonhos. Portanto, nunca deixem de sonhar”, finalizou.

 

“Não há ponto final para o amor, porque o amor é vida, é eternidade” (André Luiz, em psicografia de Chico Xavier).

Texto de Waleska Maux. Fotos de Rodrigo Ribeiro.

 

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