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‘A mídia e a religião’, artigo de João Coelho Vitola

31/07 | Editado por: luciana.pereira
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Por João Coelho Vitola, membro do Conselho Diretor do Centro Espírita André Luiz
Publicado no Jornal de Brasília de 26 de julho de 2009

Não faz muito tempo, era difícil a publicação de reportagens sobre religião na grande imprensa, particularmente sobre o Espiritismo. A imprensa sempre “pautou ” seus repórteres para assuntos que lhes gerassem mais leitores.A desculpa sempre era a de que os interesses dos leitores se fixavam sobre temas mais próximos ao seu “dia a dia” no mundo material, que lhes afetavam mais de perto.

No entanto, o que se tem visto nos últimos tempos, tem demonstrado alguma modificação neste conceito “pétreo”. Tem-se visto publicações versando sobre estes esquecidos assuntos religiosos.
Parece que está virando moda, mas de algum tempo para cá até novelas têm sido escritas com estes temas. Será que a população está mudando ou será a imprensa? Ou será ainda que ambos?

Existe uma premissa básica neste meio que diz: “Quem manda é o cliente”. Isto significa dizer que a mídia persegue os “famosos” pontos do Ibope, custe o que custar. Dar mais audiência aos programas de TV e rádio, e aumentar a leitura dos jornais e revistas é a missão primordialde qualquer profissional desta área. É o Marketing (Estudo de Mercadoou Mercadologia) atuando na mídia. Antes só se notava alguma matéria neste ramo quando algo de espetacular acontecia, como por exemplo algum fenômeno de cura, de bruxaria, etc.

Hoje em dia já se consegue vislumbrar algo de mais sério neste enfoque, dado pela própria imprensa, que, mais madura e científica, procura explicações para os segredos das religiões. Talvez, também, à crescente onda evangélica tenha contribuído para isto. Outro fator que deve ser levado em conta é a maturidade com que se vê, atualmente, o espiritismo real, o de Allan Kardec, que tem por escopo o amor ao próximo e a caridade Cristã.

Ainda se vê, principalmente nas TVs, programas mostrando médicos incrédulos acompanhando cirurgias espirituais diversas, particularmente as do Doutor Fritz, que ficam “entre a cruz e a espada”, sem possuírem conhecimento para aceitarem o que presenciaram. Apesar de tudo, isto já é considerado um avanço.

Entretanto, o que salta aos olhos, é a atenção séria que a mídia está oferecendo a este assunto, antes tido apenas como “coisa do mal”. O bem que o Espiritismo tem disseminado no seio da sociedade em geral, vem produzindo este efeito lento, porém constante, gradativo e produtivo. Na atualidade o Espiritismo não é visto somente como fenômeno, mas também, e principalmente como Filosofia e Moral Cristã. Muito diferente, pois, de como era visto antigamente, quando imperavam puramente as manifestações mediúnicas, tidas por muitos como fantasiosas.

Agora já se vê pesquisadores sérios estudando o assunto. São psicólogos, psiquiatras, entre outros profissionais de renome, dentro e principalmente fora do país, interessados por pesquisas mais aprofundadas sobre o tema. Já se despertou, inclusive, a atenção dos mais respeitados institutos de pesquisa do mundo. É bom ver a Doutrina dos Espíritos estar sendo avaliada pelas suas vertentes mais relevantes, quais sejam a filosófica e a religiosa, sem se abandonar a poderosa e retumbante vertente científica, que tanto bem já proporcionou a todos os que, de alguma forma, dela se socorreram.

“A Codificação” recomenda que abandonemos qualquer dos postulados Espíritas, sempre que a ciência material conseguir provar, cientificamente, algum erro em seus pressupostos básicos. Porém, passados mais de 150 anos, a ciência da Terra ainda não apresentou provas e explicações tão racionais, inteligentes e convincentes como as trazidas pelos Espíritos Superiores.

No ponto de vista reinante entre a maioria dos que seriamente estudam o espiritismo, houve um enorme progresso ao sair-se do único e exclusivo enfoque mediúnico para o mais amplo e completo sentido Filosófico e Religioso da Doutrina. Por tudo isso, fica a nítida impressão de que a sociedade e a mídia estão no caminho certo para o equilíbrio de tudo: o da religião, isto é, a busca consciente dos verdadeiros valores da vida.

Parabéns ao Jornal de Brasília por mais esta iniciativa!

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