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Obituário

Dona Irene: uma lição de amor

11/01 | Editado por: martamoraes | Atualizado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Dona Irene. A força no corpo delicado.  A paz no olhar. A mão sempre estendida. A voz que consolava. O abraço, a acalmar. Irene Martins de Souza Carvalho, que desencarnou no dia 1º de janeiro deste ano, foi uma das fundadoras da Comunhão Espírita de Brasília, juntamente com o marido, Mário Carvalho, mais conhecido como Mário Barata, construtor e ex-presidente da Casa.

Nascida em uma família numerosa e evangélica, desde criança ela via e ouvia barulhos que chegavam de todas as direções. Nessa época, descobriu que conseguia diagnosticar doenças nas pessoas. Há 50 anos, Dona Irene teve uma visão e se viu dando passe em pessoas desesperadas. Neste momento percebeu que era espírita e começou sua caminhada pelo bem.

Como fundadora da Comunhão Espírita, Dona Irene sempre afirmou que se sentia realizada e muito feliz. Além da Comunhão, fundou o Nosso Lar, instituição que abriga crianças carentes em situação de risco no Núcleo Bandeirante.

Dona Irene é certamente uma das pessoas mais especiais para a Comunhão. Incansável, amorosa, presente, batalhadora, guerreira, fez desta Casa, a sua casa. Desta família, a sua família. O presidente da Comunhão, Adilson Mariz, ressaltou que o sentimento é de gratidão pelos anos dedicados com amor à divulgação da doutrina e edificação da Casa. “Estamos certos de que ela será merecedora de uma acolhida amorosa pela espiritualidade amiga”, afirmou.

Para Maria Luiza Bezerra, vice-presidente da Comunhão Espírita, ela é a “mãe” de todos que por aqui passaram e passam para trabalhar e, principalmente, serem acolhidos em suas dores.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, em nota de pesar divulgado por sua assessoria de imprensa, disse que “a perda de Dona Irene deixa a cidade mais triste e vazia de lideranças voltada para o bem-estar dos mais necessitados, seja do ponto de vista espiritual e material. Ela e seu marido foram pioneiros de Brasília e sempre se dedicaram a ajudar o próximo”.

 Para Paulo Maia, presidente da Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF), Dona Irene foi uma trabalhadora incansável da causa espirita. “Como grande protagonista na construção e manutenção da Comunhão, do abrigo Nosso Lar e das atividades de acolhimento e esclarecimento das pessoas que buscavam a Casa. Sempre de bom ânimo e uma disposição para o trabalho que serve de exemplo para todos nós, pois trabalhou no limite das forças. Não havia dificuldades ou tempo ruim para ela”, afirmou.

O diretor de Comunicação da Federação Espírita Brasileira (FEB), João Rabelo, lembrou que Dona Irene foi uma trabalhadora valorosa do bem. “Uma das pioneiras no trabalho de divulgação da Doutrina Espírita em Brasília. Ela deixa uma contribuição muito importante para os trabalhos das gerações futuras como exemplo de caridade e dedicação”, disse.

Dona Irene foi um exemplo de solidariedade, de caridade, sempre atendendo aos que estavam sofrendo. Em entrevista ao Jornal Mural, pela ocasião de seu aniversário, ela destacou a vasta literatura que a Doutrina Espírita possui para trabalharmos, com amor, pelos que necessitam. “É como está na Bíblia: Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo. Temos que bater à porta do coração e ajudar os outros”, afirmou. Fica a lição de quem sempre esteve com a porta do coração aberta e só ensinou o amor.

 

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