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As tradições da Páscoa

12/04 | Editado por: Josecler Moreira
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Páscoa é uma tradição, primeiramente judaica e depois cristã, cercada de histórias, mitos e lendas que chegam aos nossos dias embalados em reluzentes embrulhos coloridos, abrigando delícias e mimos que nada significam de fato, senão mais uma oportunidade para se exercer o consumo desmedido dos nossos dias. Uma proposta totalmente oposta àquela que nos foi feita por Jesus quando nos prometeu um consolador para o futuro, que chegou com o advento do Espírito de Verdade e toda a plêiade de Espíritos Superiores que com ele auxiliaram Kardec na elaboração do Pentateuco Espírita.

Para os judeus, a celebração da Páscoa mantém viva a história da libertação de seu povo do jugo dos egípcios e serve também para renovar propósitos. Por isso, tem o viés da transformação da situação como um momento para se livrar do passado e lançar novos votos. Os cristãos católicos celebram no período da Páscoa o retorno de Jesus à vida, em corpo e alma, configurando a chamada ressurreição, o que também confere forte sentido de renovação. Os cristãos evangélicos, focados na letra das Escrituras, encontram em I Coríntios 11:24 a 26 e outras passagens, a orientação para realizarem o “Lava-pés” seguido de “A Ceia”, como a referência indelével de mudança de comportamento a partir da purificação do corpo e da libertação dos pecados. E para o Cristianismo Redivivo, como o Pentateuco nos afiança ser o Espiritismo, o que é a Páscoa?

A rigor, para o Espiritismo não há significado para a efeméride religiosa, assim como para quaisquer outras. Acontece que o Espiritismo ao ensinar o ser humano sua adequação às Leis Divinas, aquelas que impele-nos a inexorável evolução pela transformação de si mesmo, induz que tal busca seja diária e permanente, dito de outro modo, que não se tenha dia, nem hora marcada, para o exercício das lições do Mestre Jesus. Para o Espiritismo estabelecer ritos que marquem momentos de elevação espiritual do indivíduo em direção ao Filho e seu Criador, seria o mesmo que adiar, não se sabe para quando, as mudanças pessoais que cada um de nós precisa fazer. A modificação de si mesmo deve ser realizada de forma incessante, visto que a transformação do ser rude e ignorante que somos em espírito de sabedoria e moral só é possível por ato próprio, em razão do império do livre-arbítrio.

Para o espírita, o momento em que boa parcela da sociedade se reúne para a Páscoa é oportunidade de reflexão sobre muitos ensinamentos como este que se encontra no Evangelho Segundo o Espiritismo: “O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. (…) O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma. (…) Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.

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