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Ciência

Douglas Frazão aborda o livro do Apocalipse na visão espírita

10/08 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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No momento em que assistimos a tantos conflitos mundiais, como o que apocalipseacontece entre Israel e o Hamas, catástrofes como terremotos e tsunamis e cenas diárias de violência temos a impressão de que o mundo está piorando. Perguntamos-nos o que está acontecendo com o planeta. Para muitos, parece “o fim do mundo”, como descreve o livro do Apocalipse. Para tratar deste tema na visão espírita, o Fórum da DED (Diretoria de Estudos Doutrinários) convidou o expositor Douglas Frazão, professor do ESDE e ESADE da Comunhão Espírita de Brasília.  A palestra ocorreu no auditório Bezerra de Menezes na última sexta-feira (8).

Segundo Frazão, a palavra grega Apocalipse significa Revelação. O último livro do Novo Testamento, escrito por João de Patmos (e não por João Evangelista, como muitos acreditam),  descreve três ciclos e sete visões de representações de catástrofes que ocorrerão na Terra antes do Juízo Final.  A interpretação espírita acerca do Livro das Revelações é dada pela análise das profecias e dos fatos históricos da época em que foram escritas: um momento de perseguição aos cristãos pelo Império Romano.  De acordo com o texto do Apocalipse, João de Patmos recebeu instruções para escrever para sete igrejas. “João de Patmos tentou mostrar aos sete grupos de cristãos ao que eles não deveriam se associar: ao mundo romano e à idolatria aos césares”,  explicou. Para Frazão, João não previu o futuro, mas retratou a realidade do Império Romano da época. E a mensagem era que o fim estava próximo.  “Aguentem mais um pouco era o que João queria dizer aos cristãos”, disse o expositor.

    O palestrante alertou para o erro da interpretação literal do livro do Apocalipse pelas diversas religiões: “As pessoas até hoje esperam a vinda de Jesus. O fim não vai vir. Fim do mundo, Armagedon, Apocalipse estão no imaginário das pessoas. É no livro Gênese que Allan Kardec explica que os espíritos nunca predizem nada que não seja útil para a humanidade”,  afirmou. De acordo com Douglas Frazão, a doutrina espírita não tem uma visão do fim do mundo, mas da evolução dos planetas e civilizações. “A Terra está se tornando um planeta de regeneração, o que não quer dizer paraíso. Mas isso não é o fim do mundo”, sublinhou.

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