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Manter a fortaleza

08/08 | Editado por: Vania Gurgel
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Julio Capilé

30/07/2014 10h19 – Atualizado em 30/07/2014 10h19

Erramos muitas vezes involuntariamente, mas o fato fica a perturbar a consciência. Uma frase infeliz, um ato mal pensado ou mesmo um gesto que causa mágoa a alguém, assim que cometemos, vem logo o arrependimento. Isto, é lógico, se for alma sensível. Nesses casos, a pessoa fica até sem coragem de pedir desculpa e guarda o sofrimento a torná-lo insone.

Depois do erro cometido, não adianta ficar o tempo todo a lamuriar-se pelo próprio erro. Paulo em I Coríntios, 16:13, dá o estímulo para que sejamos fortes, pois devemos ter fé na Divindade e em nós mesmos. Quando o mal praticado for voluntário, é erro grave, mas quem o faz ainda está na faixa da insensibilidade do rústico. Se, porém, for involuntário num arroubo de sensibilidade, devemos tomar como uma lição a não ser repetida.

Sendo assim, nos impulsionará para a evolução. Erros involuntários nos ferem a alma, mas recebemos uma lição. Tanto o mal involuntário como o bem que praticarmos fazem parte do aprendizado em uma encarnação.

Para vivermos o mais serenamente possível devemos ser fortes na fé. Ninguém está isento de errar. Dependendo da evolução, a alma sente o mal, numa proporcionalidade natural. “Pecados” praticados por um Chico Xavier, se eu cometer, talvez nem perceba, pois à medida que formos evoluindo, a sensibilidade aumenta. Erros imperceptíveis a um espírito atrasado, incomodariam se em uma alma de vibrações mais refinadas.

Para conseguirmos a redenção, o importante é procurarmos conseguir o perdão e partir para a reparação realizando um bem maior para com a pessoa a quem magoamos. Todo bem que praticamos nos deixa um bem estar interior, como um bálsamo a acalentar-nos intimamente. O que sentimos ante o erro acontecido é o alerta.

O cristão não deve viver acomodado no repouso. Existe sempre algo a impulsioná-lo para o bem, para a luta em favor dos menos favorecidos e também na compreensão das possíveis causas de traumas em tenra idade.

Muitas vezes não percebemos, mas qualquer pessoa, até mesmo uma criança, poderá nos dar lições valiosas, se estivermos vigilantes e observarmos a vida em seus pequeninos detalhes.

A coragem em enfrentar o desafeto para lhe pedir perdão e em pôr-se à sua disposição para reparar o mal caso seja reparável, deve ser próprio de quem deseja viver em paz interior, pois é doloroso guardar o remorso. E nos foi ensinado que devemos ir ao desafeto antes de “oferecer o sacrifício”, isto é, a prece nunca é serena se estivermos com remorsos.

Médico. Escreve às quartas-feiras. e-mail: julio.capile@apis.com.br

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