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Editorial

Sobre matéria mental

01/08 | Editado por: Sionei Leão
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Por Regina Moreira

 

Fonte: Livro Lições de Anacleto

 

 

Envio o texto abaixo, do livro Os Mensageiros – André Luiz. Vale a pena ler. Verdadeira aula para a Casa Espírita, sobre a importância dos nossos pensamentos. O que a nossa mente está gerando para nós mesmos e para o Planeta? Quem tiver tempo, leia também o cap. 42 (Evangelho no ambiente rural). Lições maravilhosas! Uma ótima 6af e um final de semana na paz de Jesus.

 

 

 

“— Estão vendo aquelas manchas escuras na via pública? — indagava nosso orientador, percebendo-nos a estranheza e o desejo de aprender cada vez mais.

Como não soubéssemos definir com exatidão, prosseguia explicando:

— São nuvens de bactérias variadas. Flutuam quase sempre também, em grupos compactos, obe­decendo ao princípio das afinidades. Reparem aque­les arabescos de sombra…

E indicava-nos certos edifícios e certas regiões citadinas.

— Observem os grandes núcleos pardacentos ou completamente obscuros!… São zonas de matéria mental inferior, matéria que é expelida inces­santemente por certa classe de pessoas. Se demorarmos em nossas investigações, veremos igual­mente os monstros que se arrastam nos passos das criaturas, atraidos por elas mesmas…

Imprimindo grave inflexão às palavras, consi­derou:

— Tanto assalta o homem a nuvem de bacté­rias destruidoras da vida física, quanto as formas caprichosas das sombras que ameaçam o equilíbrio mental. Como vêem, o “orai e vigiai” do Evangelho tem profunda importância em qualquer situação e a qualquer tempo. Somente os homens de mentali­dade positiva, na esfera da espiritualidade superior, conseguem sobrepor-se às influências múltiplas de natureza menos digna.

Interessado, contudo, em maior esclarecimento, perguntei:

— Mas a matéria mental emitida pelo homem inferior tem vida própria como o núcleo de corpús­culos microscópicos de que se originam as enfer­midades corporais?

O mentor generoso sorriu singularmente e acentuou:

– Como não? Vocês, presentemente, não des­conhecem que o homem terreno vive num aparelho psicofísico. Não podemos considerar sômente, no capítulo das moléstias, a situação fisiológica pro­priamente dita, mas também o quadro psíquico da personalidade encarnada. Ora, se temos a nuvem de bactérias produzidas pelo corpo doente, temos a nuvem de larvas mentais produzidas pela mente enferma, em identidade de circunstâncias. Desse modo, na esfera das criaturas desprevenidas de recursos espirituais, tanto adoecem corpos, como almas. No futuro, por esse mesmo motivo, a medi­cina da alma absorverá a medicina do corpo. Pode­remos, na atualidade da Terra, fornecer tratamento ao organismo de carne. Semelhante tarefa dignifica a missão do consolo, da instrução e do alívio. Mas, no que concerne à cura real, somos forçados a reconhecer que esta pertence exclusivamente ao homem-espírito.

— Deus meu! — exclamou Vicente, espanta­do — a que perigos está submetido o homem comum!

— Por isso — tornou Aniceto, cuidadoso —, a existência terrestre é uma gloriosa oportunidade para os que se interessam pelo conhecimento e ele­vação de si mesmos. E, por esta mesma razão, ensinamos a necessidade da fé religiosa entre as criaturas humanas. Desenvolvendo essa campanha, não pretendemos intensificar as paixões nefastas do sectarismo, mas criar um estado positivo de con­fiança, otimismo e ânimo sadio na mente de cada companheiro encarnado. Até agora, apenas a fé pode proporcionar essa realização. As ciências e as filosofias preparam o campo; entretanto, a fé que vence a morte, é a semente vital. Possuindo-lhe o valor eterno, encontra o homem bastante dina­mismo espiritual para combater até à vitória plena em si mesmo.

Compreendendo que precisaria completar o es­clarecimento, exclamou, depois de pausa mais longa:

— Todos precisamos saber emitir e saber re­ceber. Para alcançarem a posição de equilíbrio, nesse mister, empenham-se os homens encarnados e nós outros, em luta incessante. E já que conhe­cemos alguma coisa da eternidade, é preciso não esquecer que toda queda prejudica a realização, e todo esforço nobre ajuda sempre.

As explicações recebidas não poderiam ser mais claras. Aquela visão, porém, de ruas repletas de pontos sombrios a se deslocarem vagarosos, atin­gindo homens e máquinas, nas vias públicas, assom­brava-me.

Sequioso de ensinamentos, tornei ao assunto:

— A lição para mim tem valores incalculá­veis. E quando penso no alto poder reprodutivo da flora microbiana…

Aniceto, contudo, não me deixou terminar. Conhecendo, de antemão, minha pergunta natural, cortou-me a frase, exclamando:

— Sim, André, se não fosse o poder muito maior da luz solar, casada ao magnetismo terres­tre, poder esse que destrói intensivamente para selecionar as manifestações da vida, na esfera da Crosta, a flora microbiana de ordem inferior não teria permitido a existência dum só homem na superfície do globo. Por esta razão, o solo e as plantas estão cheios de princípios curativos e transformadores.

E, abanando significativamente a cabeça, con­cluiu:

— Nada obstante esse poder imenso, recurso di­vino, enquanto os homens, herdeiros de Deus, cultiva­rem o campo inferior da vida, haverá também criações inferiores, em número bastante para a batalha sem tré­guas em que devem ganhar os valores legítimos da evolução.” (André Luiz, Os Mensageiros, Cap. 40 – Rumo ao campo).

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