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Sobre as ilusões

30/09 | Editado por: Nicole Guimarães
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Ilusões: um dos mais antigos problemas que afligem a humanidade e que desafiam todas as correntes filosóficas e religiosas do mundo. Diante desse quadro, o palestrante Sérgio da Fonseca inicia sua palestra, dizendo da necessidade da vigilância permanente sobre o mundo material, pois este exerce imenso fascínio, predispondo o homem ao fracasso. “A ilusão dos sentidos predomina enquanto nos demoramos no invólucro carnal. Isso significa dizer que o ser humano possui certa dificuldade em agir com clareza e crer integralmente em regime de tranquilidade”, diz Sérgio. Cada espírito é o que aprendeu, o que realizou, portanto não pode oferecer recursos que não possui, tampouco se liberar das dores e provas que ele mesmo se impôs enquanto perdurar a sombra protetora e educativa do corpo físico. De acordo com Sérgio, não se pode deixar enganar acerca das necessidades comuns de aperfeiçoamento nem trocar a realidade do mundo espiritual à verdadeira morada do espírita pelas aparências do mundo físico.

As limitações morais impedem o ser humano de enxergar as realidades íntimas. E onde se encontram os sentimentos que iludem? Nas carências, desejos, culpas, que formam um campo subjetivo das emoções humanas. Então, o que são ilusões? “Como tudo que pensamos, mas que não correspondem à realidade de nossas vivências e que nos distanciam da verdade”, afirma o palestrante Sérgio. Dessa forma, constata-se que a ilusão é um erro de percepção da realidade. Segundo Joanna de Ângelis, o iludido é aquele que ignora as leis divinas para vivenciar as misérias da alma humana.

Chico Xavier diz que “a desilusão de agora será a bênção do amanhã. A desilusão é a visita da verdade”, isto é, em um momento crucial de desilusão não há necessidade de culpas e cobranças exacerbadas, portanto é importante aceitar o processo como uma depuração do espírito, pois a verdade está se instalando na vida de cada um. O mestre Jesus estimula o despertar do homem para alcançar a reforma íntima e o autoconhecimento por meio da transformação moral. Jesus quer que o ser humano desperte para a realidade do mundo espiritual. O convite generoso do mestre é para que esse despertar seja mediante vivências virtuosas, e isso significa estar atento aos processos da vida, ampliando a consciência divina que proporciona sensação de paz e alegria.

Buscar o reino de Deus e da justiça é o grande desafio. “É uma ilusão querer que as pessoas ofereçam o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir. Este é um grande equívoco do qual precisamos sair, porque é um sentimento vicioso que se repete, posto que olhamos para o outro e queremos ser exemplos, quando, na realidade, nós ainda temos grandes dificuldades de ser nós mesmos, pois bloqueamos nossa consciência e nos recusamos a admitir a verdade utilizando mecanismos de defesa”, conta Sérgio. Importante lembrar que cada um é responsável pela quantidade de vida que experimenta; é o livre arbítrio. O palestrante aconselha que se escutem as percepções interiores usando os sentidos mais profundos, observando o que mostram as leis naturais estabelecidas na consciência. “Aprendamos com o nosso mestre Jesus. É ele o nosso guia, modelo e paradigma pelo qual transitaremos ao longo de séculos”, diz Sérgio da Fonseca.

 

Texto: Virginia Bravim

Revisão: Silmara Sundfeld

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