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A resignação compreendida como a aceitação ativa em nossas vidas

09/09 | Editado por: Nicole Guimarães
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Muitas vezes vista como sinônimo de passividade e de acomodação, o conceito da palavra “resignação” foi deturpado pelo homem, em especial pelo homem do ocidente. É preciso recuperar o real significado do termo para uma vida mais feliz. A partir dessas reflexões iniciais, Roberto Pinheiro iniciou sua palestra virtual sobre “a resignação”, transmitida ao vivo pelo canal da Comunhão Espírita de Brasília no Youtube, na quinta-feira (3).

O sentido da palavra “resignação” está, em realidade, associado a uma aceitação ativa e dinâmica ante os acontecimentos da vida. Relembrando-nos dos ensinamentos atribuídos a São Francisco de Assis, Roberto Pinheiro esclareceu: “Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado… resignação para aceitar o que não pode ser mudado… e sabedoria para distinguir uma coisa da outra”.

Resignar-se não seria, portanto, permanecer na passividade, no comodismo e na acomodação diante de fatos e de acontecimentos inevitáveis em nossas vidas. Em um mundo de provas e expiações, no qual vivemos, o sofrimento ainda prepondera. De acordo com Pinheiro, o resgate e a expiação de nossas vivências estão pautados na lei da justiça, do amor e da caridade e, por essa razão, compreender as provas pelas quais passamos como alavancas, ou como oportunidades, nos impulsiona ao trabalho, ao esforço pessoal que é necessário para sairmos, ativamente, de situações inevitáveis.

Como exemplo, Roberto Pinheiro citou a superação pelo esporte de atletas paraolímpicos. Estes atletas conseguem reverter situações adversas da melhor maneira possível. Conseguem reverter limitações físicas, muitas vezes graves, e chegam ao ponto de competir em alto nível e de representar seus respectivos países nessas competições. Segundo ele, a trajetória e a superação desses atletas seriam lições vivas de resignação e de vivência dos ensinamentos do Evangelho.

“É preciso buscar a motivação. Fazer brilhar a nossa luz num mundo em que teremos sofrimentos a enfrentar. Nossa luta maior está em nossa própria intimidade”, ensinou o orador espírita. Aprender a enfrentar nossos sofrimentos e dificuldades envolve a compreensão de que nossas lutas possuem o tamanho necessário ao nosso crescimento pessoal. “Muitos desistem quando estão prestes a vencer seus obstáculos. As pequenas vitórias morais antecedem conquistas da alma”, acrescentou Pinheiro.

O palestrante nos advertiu de que muitos sofrem por não aceitar as suas provas, porque não compreendem plenamente os mecanismos da dor. É importante sermos determinados para que possamos transformar sonhos em realidades, e não desistirmos ao sofrer ingratidão ou ao se tentar semear em solos difíceis. “Lembrem-se de que apenas caem aqueles que estão tentando caminhar”, resumiu Roberto.

E continuou: “precisamos partir para a atividade diante das mais diversas situações e, para tanto, não podemos nos esquecer de que dispomos de um instrumento poderoso a auxiliar-nos, que é a oração”. “O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas”, comentou Roberto sobre os ensinamentos do item 13, capítulo V, do livro “Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Por fim, o orador espírita nos convidou a questionar-nos o quê os irmãos das paraolimpíadas nos diriam diante das dificuldades pelas quais passamos. Antes de finalizar sua palestra, ele ressaltou que a resignação é atitude ativa e paciente, que envolve a busca por mudar aquilo que esteja ao nosso alcance, em uma atitude constante de superação a nós mesmos. “Resignação é o consentimento do coração. Sejamos discípulos de Jesus ao encarar nossas provas com coragem, fé e determinação. Ao cairmos, que possamos nos levantar na certeza do amparo de Jesus”, disse ele.

Gostou da palestra? Acesse aqui a íntegra.

Texto: Luciana Matsunaga

Revisão: Renata Caixeta

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