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Já ouviu falar sobre Psicologia da Gratidão?

03/09 | Editado por: Nicole Guimarães
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A oradora espírita Gilda Gregório nos trouxe o conhecimento sobre a obra “Psicologia da Gratidão”, de Divaldo Franco, ditado por Joanna de Ângelis, que é considerada um espírito psicólogo, além de ser a mentora espiritual do autor. A palestra foi transmitida pelo canal da Comunhão Espírita de Brasília no YouTube, na terça-feira (25). Segundo a oradora, Joanna de Ângelis refere-se à gratidão como um recurso psicológico no enfrentamento do dia a dia dos espíritos encarnados e o denomina “terapêutica da gratidão”.

Antes de abordar o tema principal da palestra, a oradora nos falou sobre o hábito da reclamação, segundo o Espiritismo e suas obras. A reclamação cotidiana nos traz uma má sintonia, vinculada ao pessimismo e que contribui para o desequilíbrio mental, corporal e espiritual, atraindo para si uma energia de intolerância e de rebeldia frente aos processos de evolução e ao nosso propósito evolutivo da reencarnação. “O pensamento é uma força poderosa de sintonia”, esclareceu Gilda ao citar o espírito Emmanuel com o objetivo de nos alertar sobre a importância de não reclamar, e concluiu “reclamação reiterada é um vício da alma”.

Gilda sugeriu-nos: “se não conseguirmos, ainda, dar uma boa condução ao pensamento em um momento difícil, por que não silenciar ao invés de reclamar? E, com o silêncio, que possamos refletir sobre o significado dessa experiência no momento da dificuldade, dando um passo adiante na evolução espiritual, na busca da plenitude e do encontro com Deus, pois é a partir do ser humano que Deus realiza suas tarefas do bem”, finalizou.

Quando Joanna de Ângelis fala de gratidão, fala de uma visão mais ampliada de vida, de que gratidão é uma condição para ser feliz, de bendizer a vida apesar dos sofrimentos e dos desafios, pois somos candidatos à superação das circunstâncias. “Se reclamamos é porque sofremos”, disse a oradora. Os motivos dos nossos sofrimentos estão amparados nas nossas imperfeições. “Doenças decorrem dos excessos, e o tédio, da ociosidade”, acrescentou Gilda, concluindo que tudo tem origem em algum momento de nossa existência, e que faz parte de um processo de expiação.

Segundo a palestrante, “os espíritos nos dizem que é preciso compreender os processos para sair da posição da reclamação contumaz”, para que, assim, possamos entender o seu propósito no momento reencarnatório. O sofrimento que não provoca queixumes é um sinal de progresso moral.

Ainda sobre exercer a psicologia da gratidão, Joanna de Ângelis nos ensina que é preciso ter confiança em Deus, que zela por todos nós. E, para isso, a oradora nos relembrou de que gratidão é algo subjetivo, vem de dentro de cada um de nós. Não podemos nos esquecer de que “viemos realizar um grande projeto de salvação do nosso mundo interno”, disse. A gratidão é um sentimento que nasce do coração. É uma conquista de si mesmo.

Gilda, então, citou novamente Joanna de Ângelis ao dizer que a gratidão usada como terapêutica se constitui como um “roteiro de segurança para a conquista da realidade”, e completou: a psicologia da gratidão “é filha do amadurecimento psicológico. Enriquece a pessoa de paz e de alegria quando reconhece o valor que o ato de agradecer tem para cada um de nós”. É o reconhecimento mais profundo da existência humana.

A oradora disse, ainda, que a gratidão tem muito a ver com a fé, ou seja, com o acreditar. Acreditar no contexto espiritual, de criação e de criador, roteiro proposto para prosseguir e compreender o caminho da vida e o significado da existência, atribuindo um sentido existencial. Ao acreditar no ser humano, acreditaremos em um mundo melhor. Mesmo aqueles que se encontram equivocados no caminho estão em um processo temporário. A gratidão representa a “saúde integral de todos os seres humanos”, concluiu.

Gilda nos deixa uma reflexão para que possamos adotar a gratidão como conduta que atenua a intolerância com a dor e com os dissabores, compreendendo que tudo isso faz parte de um grande projeto divino. Que possamos agradecer as amizades, as gentilezas, e que possamos colocar a gratidão dentro dos contextos práticos, por tudo que somos e tudo que temos. “Fazendo com que as nossas energias vibrem de uma forma positiva para nos sintonizarmos mais facilmente com os nossos mentores”, finalizou.

Gostou? Clique aqui e confira a palestra na íntegra.

Por: Renata Caixeta

Revisão: Luciana Matsunaga

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