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Sobre confiança e alegria

02/09 | Editado por: Nicole Guimarães
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“Na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará. Vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria,” disse Jesus aos seus discípulos. Em um momento de dor, Jesus quis dizer que a alegria não está em coisas perecíveis. Na vida terrena, há muitos momentos difíceis, momentos de dor, de sofrimento, mas, apesar deles, o homem deve condicionar sua alegria. Esta não faz parte das coisas da terra.

A consciência do homem deve estar na linha de que as coisas materiais que usufrui na Terra são apenas oportunidades para que dê o melhor de si. Em um momento de perda material, deve-se deixar ir e levar apenas aquilo em que se tornou, as coisas que foram aprendidas, as virtudes conquistadas. Segundo a palestrante Carla Daniela, se o homem condiciona sua alegria a um cargo, por exemplo, e o perde, ele se perde junto. “Se eu tenho a noção de que algo não me pertence e que aquilo é uma oportunidade para que eu dê o melhor de mim, quando eu perco esse ‘algo’ percebo que não me perdi. Assim, eu levo o que sou para onde quer que eu vá: a minha fé, a minha confiança no Alto e tudo aquilo que é verdadeiramente meu”, afirma Carla.

Ao perceber que o seu reino não é deste mundo, o homem consegue captar sua essência e, a partir disso, não precisa mudar as circunstâncias da vida. As perdas e as dores continuarão existindo, porém o que muda é o ponto de vista em relação a elas. Dessa forma, a sobriedade, a alegria, a essência do ser humano passam a não depender das circunstâncias da vida.

No capítulo 93 do livro “Caminho, verdade e vida”, intitulado “Alegria cristã”, Emmanuel comenta ao final: “Eis por que a alegria cristã não consta de prazeres da inconsciência, mas da sublime certeza de que todas as dores são caminhos para júbilos imortais”, ou seja, a dor é o caminho para a alegria, pois através das perdas é que se percebe que a verdadeira essência não está na coisa material, mas está muito além daquilo.

Paulo, em uma de suas cartas aos Hebreus (capítulo 11), fala sobre a fé e diz: “A fé é o fundamento da esperança, uma certeza a respeito daquilo que não se vê”. É no invisível que está toda a fonte do bem e da verdadeira alegria. É por meio da confiança, da alegria e da fé que o homem é capaz de perceber o que está por trás de uma perda, de uma dor. Conseguir enxergar que aquilo se passou por algum motivo maior é estar em sintonia com a própria essência e com Jesus.

De acordo com Carla, “quem deposita sua confiança no Alto consegue ter sempre sua âncora no mundo material e consegue, mesmo a despeito de todas as circunstâncias que são negativas, permanecer na alegria e na fé”.

A confiança naquilo que não se consegue ver dá ao homem os tesouros do céu. “A gente ser fiel às nossas pequenas missões, colocar pedra após pedra nas verdadeiras alegrias, naquilo que nos faz verdadeiros homens, verdadeiras pessoas de bem é o que faz a gente conquistar os valores verdadeiros”, diz a palestrante.

Clique aqui para assistir a palestra.

Por: Virginia Bravim

Revisão: Silmara Sundfeld

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