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Alberto Almeida: um dia é pouco para a gratidão e o amor que devemos aos pais

11/08 | Editado por: Nicole Guimarães
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Em comemoração ao Dia dos Pais, o programa Comunhão em Comunhão convidou o médico e palestrante espírita Alberto Almeida, do centro paraense Jardim das Oliveiras, que foi entrevistado por Jefferson Bellomo, orador da Comunhão Espírita de Brasília. O tema do bate-papo foi A importância de um pai.

“Hoje é mais um dia dos pais”, iniciou Almeida, afirmando que a data deve ter sido criada por filhos ingratos, já que muitos não visitam os pais e aproveitam uma data especial para isso. “Um dia é muito pouco para reduzir o amor e a gratidão que temos pelos pais”, enfatizou. O médico sugere, nessa data, que reflitamos sobre o papel do pai em nossas vidas.

Bellomo referiu-se a duas canções que tratam da paternidade: “Pai”, de Fábio Júnior, que chama o pai de seu herói e seu bandido, e a de Sérgio Bittencourt, filho do músico Jacob do Bandolim, intitulada “Naquela mesa”, na qual ele diz que é fã de seu pai.

Alberto Almeida comentou a beleza das letras das canções, que trazem a ideia de relações conflituosas mas também de idealização do pai. “A maioria de nós coloca nosso pai num trono, numa figura idealizada, mas há lugar para os dois: o pai que se equivoca e o que acerta”, disse. Uma relação madura entre pais e filhos, segundo o palestrante, parte do entendimento de que não existe paternidade perfeita, mas que sempre merece o reconhecimento e a honra do filho.

Ao recordar a música da banda Legião Urbana “Pais e Filhos”, Bellomo citou a letra de Renato Russo, na qual ele afirma que vamos repetir os erros que apontamos nos pais. Alberto Almeida comentou que a repetição de padrão existe, sim, mas que, numa família madura, ela é saudável. “Introjetamos a figura dos pais, independente se são bons os ruins. A criança não tem um crivo e repete comportamentos, constrói crenças”, afirmou. Para ele, a grande contribuição do Espiritismo vem das pausas e análises que fazemos: o que vem de meus pais que eu não quero, e o que eu quero para minha vida. “Temos a chance de separar o joio do trigo, pegando o melhor dos nossos pais”, salientou.

Do ponto de vista terapêutico, diz Alberto Almeida, percebe-se que o adulto repete até comportamentos negativos e sem reflexão, como o alcoolismo, o machismo, a violência. “Não deveríamos repetir tudo, mas entrar num processo de reflexão e ficar vigilantes, quebrando condicionamentos, implementando modificações, antes de engessar o adulto que vamos ser”, ponderou.

Alberto Almeida respondeu a inúmeras perguntas dos internautas sobre temas que denotam os conflitos entre pais e filhos. Acompanhe a live completa no link abaixo.

Por Ana Cristina Sampaio

Revisão Silmara Sundfeld

 

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