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Palestra virtual desta quarta-feira (5) abordou o tema Julgamentos

10/08 | Editado por: Nicole Guimarães
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No marco de sua vigésima palestra virtual, Márcia Sirotheau abordou o tema Julgamentos, em transmissão ao vivo realizada pelo canal da Comunhão Espírita de Brasília no YouTube, nesta quarta-feira (5). A palestrante relembrou aos internautas de que, a partir da próxima semana, algumas palestras passarão a ocorrer no modo presencial, em um esforço da Casa Espírita para um retorno cauteloso e progressivo de suas atividades, impactadas pela pandemia do novo coronavírus.

Márcia iniciou sua fala acolhedora esclarecendo-nos de que o julgamento é inerente a existência do ser humano – julgamos o tempo inteiro, pessoas e situações. Segundo a oradora espírita, precisamos, entretanto, estar atentos aos julgamentos que fazemos, para que passem pelo crivo do amor. Precisamos reeducar nossos sentimentos. “Não julgueis, para que não sejais julgados”, relembrou-nos sobre o convite feito por Jesus Cristo.

Sirotheau deu continuidade à sua fala, mostrando-nos a importância de termos como norte o amor, ao existir e ao pensar. A todo momento, precisamos atribuir valores e fazer escolhas, então, que possamos utilizar o que chamou de “lente do amor” ao escolher qual conduta seguir e qual caminho tomar. “Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra”, alerta-nos a palestrante, para outro ensinamento do Cristo. De acordo com ela, a mensagem vem como um chamado para o exercício da humildade, para que nós vejamos que também somos seres falíveis.

Antes de julgarmos, Márcia sugeriu refletirmos sobre olhar para dentro de nós mesmos, em um autoexame, avaliar quem somos e nossas próprias condutas. Só então passamos a olhar para o outro, com o crivo do amor. Segundo ela, não podemos condenar no outro aquilo que desculpamos em nós mesmos – muitas vezes condenamos no outro aquilo que temos dentro de nós.

“Todos nós viemos de um passado de equívocos. Por que então não conseguimos enxergar nossos próprios defeitos?”, indagou-nos a oradora espírita. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo X, itens 9 e seguintes, Allan Kardec esclarece-nos de que “um dos caprichos da humanidade é ver cada qual o mal alheio antes do próprio”. Trata-se de um profundo atraso moral pautado no orgulho. Segundo Márcia, seria como que quiséssemos disfarçar nossos próprios defeitos, morais e físicos, ao apontar os dos outros. “Não podemos alimentar nosso sentimento de orgulho”, advertiu-nos Sirotheau.

“A indulgência seria, então, um dever. Porque nós também vamos errar, erramos a todo momento. Existe aí um convite para a compreensão. Evoluir é o processo de vencer o mal que trazemos dentro de nós”. Para que sejamos indulgentes, é imperioso observarmos o contexto e a vivência da pessoa que pratica o ato que julgamos. “Se estivéssemos em seu lugar, não faríamos igual ou até pior do que o outro?”

Por outro lado, Márcia nos esclarece que ser indulgente não é ser conivente com o mal. Se o julgamento vier como uma ferramenta de repressão do mal, estaria sendo bem aplicado. Se, todavia, vier para desacreditar a pessoa e nos colocar em falsa superioridade, deve ser ressignificado.

Ansiamos pelo mundo de regeneração que está por vir. Contudo, precisamos, antes, passar pela transição emocional, que é oportunizada por meio de uma reeducação sentimental. O espírito Emmanuel, em seu livro O Consolador, mostra-nos que essa transição interna deve ocorrer “nos bastidores do esforço próprio, em nosso íntimo, em um esforço interno, sem alardes”, conta-nos Márcia. A reeducação interna é meio para as reformas que necessitamos empreender nesta vida.

“Estamos diante da oportunidade de transformar nossos defeitos em regadores de lindas flores. Com o despertar de nossa consciência, podemos regar flores de indulgência e sermos acolhedores com os defeitos do outro. Convido-os a usarem a ‘lente do amor’ e a indulgência, como caminhos para a nossa transformação interior.”

Gostou da palestra? Acesse a íntegra:

Por: Luciana Matsunaga

Revisão: Renata Caixeta

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