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Sobre a riqueza interior de cada um

03/08 | Editado por: Nicole Guimarães
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Todos os dias somos convidados a ser melhores, a evoluir. A espiritualidade sugere que o homem sirva dentro dessa evolução e não fique apegado àquilo que já passou. Cada dia aprende-se coisas novas e elas ficam guardadas; logo, o dia seguinte será uma nova jornada de renovados aprendizados.

O Espírito Hammed, no livro “Um modo de entender − uma nova forma de viver”, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, compara o Cosmo a um arquivo vivo, no qual o arquivo é o homem que vive dentro desse Cosmo. O arquivo seria um grande espaço que armazena obras-primas e o homem é a verdadeira obra-prima.

Em sua live, no canal da Comunhão no YouTube, a palestrante Ruth Daia faz um questionamento: “Nós somos muita coisa. Somos obras-primas. E por que a gente se desfaz tanto de nós, da nossa condição?”.

Em seguida, ela traz o argumento de Hammed: cada texto dessas obras-primas representa diversas experiências. Cada livro que é escrito é a experiência do autor. O autor criou ou viveu aquela condição que escreveu. O homem, por sua vez, é um livro cheio de textos/experiências de múltiplas reencarnações.

O fato de cada ser humano ser um “livro” faz com que seja único em suas experiências ímpares e selado pela maior divindade, que é Deus. “Deus não ia fazer nada mais ou menos. Ele nos fez um livro perfeito com a característica de que cada um é um, então quantos bilhões de livros temos aqui na Terra? E a gente ainda acha que não somos nada?”, diz Ruth.

Nos momentos difíceis nos quais o homem tem crises existenciais, é importante que ele consiga fazer uma leitura de si próprio e, a partir daí, expressar-se diante do mundo usando aquilo que é. O que muito acontece é que, quando o homem não se valoriza como criação Divina, acaba pegando “carona” com o outro, e o outro tem um outro contexto, o outro tem outras experiências.

“Vamos tomar cuidado para a gente não ler o livro do outro ao invés de ler o nosso livro. Quando eu não me leio, quando eu não exercito a minha leitura, eu só fico na capa e a capa agrada muita gente. No entanto, quando alguém vai fazer a leitura, não encontra conteúdo”, alerta Ruth.

A Divindade é tão grandiosa que permite ao homem começar de novo com um conteúdo mais glorioso, melhor, mais humano. De acordo com o Espírito Hammed, só nos pertence aquilo que interpretamos. Enquanto o homem estiver neste planeta, é importante que tenha consciência da sua originalidade para que escreva sua história acrescentando coisas melhores, fazendo diferente, crescendo, modificando-se.

“Vamos reter apenas aquilo que nós vivemos nas nossas experiências. O que eu não experimentei eu não sei”, enfatiza a palestrante. É necessário que o ser humano experimente as coisas para que crie experiência. “Imagina eu sair daqui sem experimentar nada?”, diz Daia — experimentar o perdão, a resignação, a tolerância, a experiência da perda para tirar coisas boas nessa construção.

Ruth ressalta ainda que não saber fazer a própria leitura, isto é, se o ser humano não se conhece, ele não saberá escolher as pessoas que irão ficar junto dele. “Para nos relacionarmos, é necessário que tenhamos a capacidade de entender o conteúdo do outro”, acrescenta. O corpo/casa pode envelhecer, pode sofrer danos, mas o conteúdo que ali foi retido fica para sempre.

“Vamos ter a habilidade de silenciar a mente, entrar na essência das coisas para escolhermos o livro que nos leve a uma maior reflexão, tomar posse da biblioteca viva que existe dentro de nós”, finaliza a palestrante Ruth Daia.

Por: Virginia Bravim

Revisão: Silmara Sundfeld

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