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“A fé tem que ser raciocinada. Eu tenho que compreender para crer”, afirma Roberto Pinheiro

30/07 | Editado por: Nicole Guimarães
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Com a oração “Tarde te amei”, de Santo Agostinho, Roberto Pinheiro começou a falar sobre a fé e como esse encontro com Deus é tardio para tantas pessoas. Sua palestra foi transmitida pelo YouTube da Comunhão Espírita na última quinta-feira (23).

De acordo com Pinheiro, os pais passam para os filhos muitos costumes e crenças que vão sendo assimilados na infância. “A partir da nossa adolescência, começamos a questionar as coisas e muitas vezes não concordamos em como aquilo nos foi dado”, diz, ao explicar que, no caso da religião, as pessoas muitas vezes foram conduzidas sem maiores explicações e esclarecimentos.

Mas o que é a fé? O palestrante esclarece que ela é um sentimento de total confiança na revelação de uma religião e também em Deus. “Não tem uma natureza lógica, mas constitui uma natureza moral, que tem por base fundamentos pessoais”, acrescenta Pinheiro.

Ele destaca que muitas pessoas acreditam em Deus, mas, quando voltam o olhar para uma outra parte da crença, ficam em dúvida. “Qual a razão para as desigualdades e para o sofrimento humanos?”, questiona.

Muitas explicações estão na Doutrina Espírita e foram trazidas ao conhecimento conforme a capacidade de entendimento da humanidade. Pinheiro lembra que a primeira revelação foi dada por Moisés, com os Dez Mandamentos; a segunda foi com a vinda de Jesus; e a terceira veio com o lançamento do Livros dos Espíritos.

Mas, para se conectar com Deus, a prece é o caminho direto. No entanto, alerta Pinheiro, não é justo procurar o Pai somente quando se precisa de alguma ajuda e, no restante do tempo, nem lembrar que Ele existe.

Então, como é possível desenvolver a fé? “A fé tem que ser raciocinada. Eu tenho que compreender para crer”, frisa o palestrante. Por isso, a relação com Deus tem diferentes formas de se iniciar. Pinheiro explica que uma delas é pela educação e a outra é pela experiência íntima e pessoal.

“A fé nos exige um testemunho maior, principalmente nas horas de tormentos e grandes sofrimentos. Nós vivemos em um mundo de provas e expiações, onde o sofrimento ainda predomina e é consequência do nosso livre-arbítrio”, completa.

Por fim, o palestrante conta que a fé se desenvolve ao longo do tempo, ao longo de várias existências. Mas não se pode ficar acomodado e deixar de buscar respostas, pois a dúvida leva a uma estagnação evolutiva ou retrocesso. “A dúvida não anula a fé. Ela é um estágio. Ninguém pode crer naquilo que não entende. Por isso, é necessário buscar a superação”, finaliza o palestrante.

Gostou da palestra? Acesse a íntegra no link:

 

Texto: Tarsila Braga

Revisão: Silmara Sundfeld

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