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Como vencer as irritações no mundo moderno foi tema da palestra desta quarta-feira (22)

27/07 | Editado por: Nicole Guimarães
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O mundo moderno nos impõe um excesso de atividades e de responsabilidades diárias. Somos submetidos a altos níveis de estresse e de ansiedade, que, quando não trabalhados, podem culminar em diversos transtornos psicológicos. Como vencer as irritações oriundas desse estilo de vida que passamos a adotar? Como evitar que elas façam mal a nós e àqueles que estão ao nosso redor? A oradora espírita Cláudia Piva abordou o tema em palestra ao vivo, transmitida pelo canal da Comunhão Espírita de Brasília no YouTube, nesta quarta-feira (22).

Falta de paciência, nervosismo, irritação. A velocidade do mundo moderno muitas vezes nos deixa propensos a explodir por toda a tensão acumulada. Cláudia Piva iniciou sua fala chamando a atenção para quando tais características passam a se tornar um hábito diário: “corre-se o risco de sair do controle”.

Pautada pela Doutrina Espírita, Piva nos explicou que o homem moderno vivencia uma incapacidade de viver o tempo das coisas – queremos tudo imediatamente e falta-nos paciência. Ao citar o resultado de um experimento científico, Cláudia ressaltou que à ciência já foi possível comprovar que o esforço físico diminui consideravelmente os níveis de estresse e de ansiedade de um ser. Na sociedade atual, temos tudo pronto, processado, facilitado.

Em resposta à questão 742 do Livro dos Espíritos, os espíritos nos esclarecem que a agressividade é resquício da herança animal, a qual todos possuímos em maior ou menor grau. Por sua vez, na questão 754, os espíritos nos alertam para o frágil senso moral presente na perpetuação de comportamentos agressivos. “É um excesso de zelo por nós e pelas nossas convicções”, explicou-nos Cláudia. “Ainda estamos muito materializados e animalizados”, complementou.

Como, então, vencer as irritações? “Exercitar a paciência, a calma, a consciência dos próprios atos, o olhar para dentro e a busca ativa do crescimento espiritual do ser”, respondeu-nos a oradora espírita. Segundo Cláudia, a resposta está no Evangelho de Jesus. Igualmente, para todas as religiões, há conceitos propagados por seus líderes que nos levam em direção à mesma mensagem. Piva nos lembra que em Jesus podemos encontrar o modelo de comportamento para conosco, para com o próximo e para com a natureza. “Temos que trazer o Evangelho de Jesus à nossa prática do dia a dia. É um esforço diário na tentativa de vencer nossas más inclinações”.

A fim de nos auxiliar a incorporar os ensinamentos do Cristo em nossas práticas diárias, Cláudia agregou três ensinamentos de Cris Franklin no tema das irritações: o primeiro passo seria admitir que somos ou estamos irritados; em seguida, é necessário tentar encontrar a causa da irritação; e, após, buscar uma solução para aquilo que está incomodando. Piva listou, ainda, a importância de se praticar atividades físicas, de cuidar da alimentação, de meditar e do uso de florais.

Por fim, mas não menos relevante, a palestrante nos falou sobre a importância de exercitarmos a gratidão, a qual pode, inclusive, evitar diversas consequências danosas à saúde. “Os cardiologistas alertam para o fato de um coração grato ser um coração mais saudável”, disse Piva. E acrescentou, ao citar fala do espírito Joanna de Ângelis, no item 7 do capítulo IX do Evangelho Segundo o Espiritismo: “A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, nos atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado quando se olha para o alto do que quando se curva para a terra à fronte”.

De acordo com Cláudia, a gratidão é o melhor instrumento de que dispomos para vencer a irritabilidade. Ela finalizou sua fala lembrando-nos de que a mudança de nossos comportamentos é para o agora. “Não deixemos Jesus Cristo apenas nos livros. Trazê-lo para o nosso comportamento diário é a solução”.

Gostou da palestra? Acesse a íntegra no link:

Texto: Luciana Matsunaga

Revisão:  Renata Caixeta

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