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A importância do desprendimento

21/07 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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A palavra “desprender” significa “soltar-se”, “desatar-se”, “libertar-se”. O processo de melhoramento do homem possui vários degraus e entre eles está o desligamento de coisas materiais. O Evangelho Segundo Espiritismo traz um item dentro das “Instruções dos Espíritos” intitulado “Desprendimento dos bens terrenos”, de onde o palestrante Ricardo Honório destaca o trecho “o apego aos bens terrenos é um dos maiores obstáculos ao vosso adiantamento moral e espiritual. Pelo desejo de possuí-los, destruís o sentimento do amor voltando para coisas materiais”. O amor a que se refere o texto é o amor incondicional, e esse amor não tem nenhuma ligação com o apego.

“Até que ponto estamos apegados a determinados valores que nos impedem de prosseguir nessa caminhada de aperfeiçoamento espiritual e moral?”, questiona Ricardo. Apesar de muitos saberem que a vida é transitória e que o corpo é apenas uma moradia emprestada, existe muito sofrimento entre os homens por conta do apego e do medo de situações que podem tirar a vida física. No entanto, explica Ricardo, o desapego não é abdicar da própria vida, pois se sabe que no plano reencarnatório são feitos planejamentos com possibilidades de execuções de determinados fatos aos quais o ser humano será submetido. Jesus diz que a felicidade não é deste mundo, mas isso não significa que o homem esteja condenado à infelicidade. Por ser um planeta de provas e expiações, a Terra oferece mais situações provacionais do que a felicidade propriamente dita, porém o Espiritismo traz informações que ajudam a construir momentos de felicidade. A frase “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” leva ao conceito de desprendimento, isto é, a verdade levará à soltura daquilo que é prejudicial. Ricardo conta que o apego mantém o homem preso e relata que, além do apego material, há apego a ideias, crenças, ilusões, tão prejudiciais quanto o primeiro.

O palestrante destaca o conhecimento e faz vários questionamentos: “o que estamos fazendo com as informações que a Doutrina Espírita está nos trazendo? O que estamos fazendo com as experiências que a vida está nos favorecendo, de forma que geremos conhecimento com essas experiências? O que essas informações estão mudando em mim? O conhecimento só surge quando mudamos a partir das informações recebidas.”

A vida é uma sequência de escolhas. O homem é chamado a tomar decisões o tempo todo e estará preparado a agir quanto mais informações tiver. “É importante racionalizar nossas decisões”, diz Ricardo, lembrando da fé raciocinada: fé baseada em informações que balizam o homem a tomar decisões apropriadas. O palestrante sugere ainda que seja observada a existência de ideias arraigadas nos pensamentos que podem estar impedindo a caminhada com mais leveza, alegria e facilidade. A Doutrina Espírita ensina que a evolução espiritual se dá para frente e para cima.

Ricardo fala também sobre obsessão. Ele diz que há casos em que o homem é o próprio obsessor, e isso acontece quando não abre mão de determinadas ideias, de crenças, de valores que impedem o crescimento e o aprendizado. “Chamo a atenção para a necessidade de nos desprendermos dessas ideias, das ilusões que alimentamos, que são prejudiciais”, alerta. A resistência para que se vença as provas terrenas vem da fé, das convicções e do conhecimento baseados nas informações e, dessa forma, mudam a maneira de ser, pensar e agir, tendo sempre como modelo Jesus Cristo.

Por Virginia Bravim.

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