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Ciúmes: bate papo do PADES abordou tema presente nas mais diversas relações humanas

17/07 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Em um bate papo descontraído sobre o tema “ciúmes”, Enô Souza e Hebert Tavares conversaram com o público presente na transmissão ao vivo realizada pelo canal da Comunhão Espírita de Brasília, no último domingo (12). Com o uso de uma linguagem acessível e de exemplos comuns à vida de muitas pessoas, mais uma edição do Programa de Acolhimento da Doutrina Espírita (PADES) foi ao ar para se analisar assunto tão corriqueiro, a partir da visão da Doutrina Espírita.

“Será que faz sentido?”, questionou Hebert ao citar uma definição de ciúmes. Tavares relacionou o sentimento à revolta que surge quando os acontecimentos nos escapam do controle. Enô, por sua vez, iniciou sua fala chamando a atenção para a ideia de o ciúme se constituir como um vício afetivo, que está muitas vezes relacionado a uma baixa autoestima e uma manifestação de carência afetiva, de complexo de inferioridade e de falta de confiança.

Em contraponto ao que o senso comum tende a querer dizer, Enô e Hebert alertaram para o fato de o ciúme não ser uma demonstração de amor e afeto. O sentimento está mais relacionado a uma doença e é compreendido, na visão espírita, como um processo de desequilíbrio, no qual ocorre queda energética e nos deixa suscetível à ação de obsessores.

Hebert explicou que tanto o ciúme quanto a inveja são paixões humanas que levam ao adoecimento do verdadeiro sentimento de amor. “Ciúme é a possessividade que impede a partilha e leva ao desrespeito. É ausência de autoamor por desconhecimento do próprio valor. É insegurança. A inveja é desejo imaturo de possuir valor de outro, seja ele moral, material ou espiritual.”, elucidou Enô. E os espíritos ainda nos advertem, em resposta à questão 933 de “O Livro dos Espíritos”: “A inveja e o ciúme! Felizes os que desconhecem estes dois vermes roedores!”

A conversa seguiu com a pergunta de um internauta: “Como nos livrar dos ciúmes?”. “É um exercício”, respondeu Enô. Segundo ela, reconhecer a existência desse sentimento em nós é o primeiro passo, para que, assim, possamos nos melhorar por meio do autoconhecimento. “Um dia de cada vez”, completou. A benfeitora espiritual Joanna de Ângelis nos esclarece que a expressão do ciúmes pode ser uma falta de alinhamento consigo mesmo.

Quando o ciúme está presente na relação de um casal, aprender a dialogar e buscar terapia, quando necessário, podem ajudar a buscar caminhos consensuais de resolução dos conflitos. É necessário recuperar a autoestima da pessoa que sente ciúme, lembrando que ciúme não é demonstração de amor e de zelo, mas, sim, de apego. É uma manifestação do ego. O amor liberta.

No item 23, “Os Tormentos Voluntários”, do Capítulo V do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, Fénelon nos orienta sobre a existência de um outro caminho ao dizer que o ser humano “parece criar para si mesmo, intencionalmente, tormentos que caberia apenas a ele evitar”. “A cada dia basta o seu próprio mal”, relembra-nos Hebert ao citar o ensinamento de Jesus Cristo. “O que vai acontecer daqui para frente eu irei determinar hoje, com o meu comportamento de agora”, finalizou Hebert, ao nos convidar para a busca do autoconhecimento e da transformação interior.

Por Luciana Matsunaga.

Gostou do bate papo? Acesse sua íntegra no link:

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