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Ruy Meirelles: “Estamos enclausurados na materialidade”

13/07 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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No dia 3 de julho, o palestrante Ruy Meirelles iniciou sua apresentação com a leitura do texto de número 178 “Combate interior” do livro “Pão Nosso”, de Chico Xavier, ditado pelo espírito Emmanuel. O texto conta quem foi Paulo de Tarso e traz a reflexão da reforma íntima: Paulo foi  chamado a olhar para dentro de si, para que o combate interior fosse iniciado.

Ao citar a segunda epístola de Paulo à Timóteo (cap. 4, versículo 5), Ruy fez menção à jovem a quem Paulo confiou seu trabalho após sua morte. Paulo adverte Timóteo para que ele vigie e trabalhe, pois, muitas vezes, o ser humano tem o pensamento de que é o trabalho que está difícil, pesado, quando, na verdade, há uma invigilância dele mesmo com a renovação interior.

Segundo o palestrante, é importante perceber que o inimigo não está em volta. Todo mal que pode ser feito contra si está, na realidade, dentro de si. O homem ainda tem dentro do coração o orgulho, o egoísmo, o ódio, a intolerância… e Ruy Meirelles questiona: “Em que estágio estamos nesse combate a nós mesmos? Será que nossos olhos estão voltados para nosso íntimo ou para os outros?” O espírito Emmanuel diz que, para evoluir, é preciso se enfrentar e que essa hora virá. “Somente nós podemos trasmudar as nossas imperfeições”, completa Meirelles.

Em  “O Livro dos Espíritos”, Kardec pergunta se é possível, por esforço próprio, mudar as más tendências dentro de si, e os espíritos, por sua vez, respondem que é plenamente viável, com muito pouco esforço. “É muito importante que nós despertemos para isso. O Evangelho de Jesus está entre nós há mais de dois mil anos, mas ainda está no âmbito de nossas palavras. Estamos enclausurados na materialidade, esquecendo de que a vida maior é a vida espiritual”, diz Ruy Meirelles.

Na lide da evolução, existe o mal combate e o bom combate. No primeiro, o ser humano usa as astúcias e as armas para combater inimigos externos e, por vezes, sente prazer com a derrota do próximo. O segundo, por sua vez, reside no dever de dispor-se a lutar contra si próprio. Aqui está a verdadeira luta. Não é nada fácil, mas é necessário olhar para dentro e transmutar-se, melhorar-se. Ruy enfatiza a vigilância: “temos que nos vigiar a cada momento, a cada dia, a cada ato. Temos que cansar de errar. Já é chegado o tempo de fazermos essa mudança”. O bom combate liberta o espírito para o voo a novos planos.

É necessário ser sóbrio, não fazer alarde, fazer o trabalho que te cabe. O trabalho com dedicação. O que é material é somente o que alimenta o corpo. De acordo com o palestrante, para a nutrição do espírito, é necessário abrir as possibilidades da alma para o alto. É fazer uma conexão com Deus. Por mais que os conflitos existam, é imprescindível fazer o processo de vigilância e de trabalho.  É importante entender a necessidade de mudar. Ninguém muda outra pessoa se esse outro não tomar a decisão de mudar, diz Meirelles.

O convite para a renovação foi feito quando Jesus esteve entre os homens. Ele deu a opção de segui-lo, pois sempre existe o livre arbítrio. No entanto, o “vem e segue-me não isenta o trabalho da reforma íntima, desse combate interior. O Evangelho traz a proposta de ser melhor hoje do que se foi ontem. Ruy alerta para a ideia de que, se paralisarmos a marcha por conta de momentos difíceis (que são as imperfeições), ficaremos nos tropeços e não iremos na direção de Cristo. Por isso a importância de vencer os obstáculos e buscar o entendimento da renovação. Cristo disse “viver no mundo, mas não ser do mundo”, ou seja, estamos aqui, mas não somos daqui. Devemos melhorar intimamente, perseverar, ter constância, acreditar. Esse é o processo.

Por Virginia Bravim.

Assista à palestra completa:

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