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Vamos falar sobre aceitação?

06/07 | Editado por: Nicole Guimarães
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Na noite desta quarta-feira (1º), Leila Parreira abordou o tema “aceitação” em uma live transmitida pelo canal da Comunhão Espírita de Brasília no YouTube. A partir de leituras e reflexões edificantes, a palestrante destacou a importância de desenvolvermos um modo de viver baseado na aceitação, em busca do próprio amparo e do amparo de nossos semelhantes.

Com origem no latim, aceitar significa admitir e concordar. Leila iniciou sua explanação fazendo menção aos ensinamentos presentes no livro “Renovando atitudes”, ditado por Hammed e psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, em seu capítulo “A arte da aceitação”. “Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida”, ensina o espírito Hammed.

Bem-aventurados os aflitos, consola o capítulo V do “Evangelho Segundo o Espiritismo”. A palestrante lembrou-nos de que nós escolhemos as provações desta vida para que possamos progredir. “A atitude da aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade”, ressaltou Leila ao citar Hammed.

Segundo Parreira, precisamos respeitar os mecanismos da vida. Em um primeiro momento, recusar as adversidades que chegam até nós pode ser benéfico. É um mecanismo de defesa. Entretanto, ao se prolongar, essa recusa acaba por impedir o nosso crescimento. Precisamos aprender a nos aceitar e essa aprendizagem é facilitada por processos de autoconhecimento. Ao olhar para nós mesmos, somos capazes de romper barreiras e de multiplicar os nossos dons — somos capazes de doar aquilo que temos em abundância.

A palestrante destacou a importância de aceitarmos não apenas nós mesmos, mas também aqueles que estão ao nosso redor nos diversos contextos sociais nos quais vivemos. “Senhor, concedei-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar aquelas que posso e sabedoria para que eu saiba a diferença”, Leila esclareceu-nos a partir da leitura da Prece da Serenidade.

Parreira fez menção à lei da destruição, presente na questão 728 de “O livro dos espíritos”, e assim nos mostrou que há um propósito em tudo o que acontece em nossas vidas. “Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais de destruição, não passa de transformação que tem por fim a renovação e o melhoramento dos seres vivos”, respondem os espíritos. Ao elencar alguns frutos da experiência de isolamento social provocada pela pandemia do novo coronavírus, Leila orientou-nos sobre os benefícios de se “descobrir qual a mensagem da vida, de se entender qual o propósito de tudo isso. O período faculta-nos a desaceleração, a interiorização para que, tecendo, nossa borboleta possa voar”.

Tudo é questão de receptividade e de coragem para o reencontro com nós mesmos. Hanna Wolff, em seu livro “Jesus psicoterapeuta”, esclarece-nos de que não há integração nem crescimento psíquico sem a receptividade. Acolher as lições da vida faz-nos crescer, desenvolver e ampliar nossas percepções e consciências. A receptividade criativa aliada à aceitação possibilita-nos renovação e frutificação.

Leila, então, ressaltou os ensinamentos de Chico Xavier ao citar que “o segredo é aceitar sem inquietação”. Deus jamais imporia peso superior ao que podemos carregar. Aceitar “é um ato de força interior”, a qual, em conjunto com a sabedoria e a humildade, mostra-nos uma forma lúcida de encarar a vida. A expansão de nossa consciência permite-nos ter uma atitude mais saudável diante da vida.

Ao recomendar a leitura da fábula “A galinha afetuosa”, presente no capítulo 34 do livro “Alvorada Cristã”, ditado pelo espírito Neio Lúcio e psicografado por Chico Xavier, Leila Parreira finalizou sua palestra com a leitura da “Prece de aceitação”, de Maria Dolores e de Chico Xavier: “(…) não me deixes a sós por onde vou… Se não posso, Jesus, ser bondade, socorro, paz e luz, toma-me o coração e, perdoando a minha imperfeição, esquece tudo o que meu sonho almeja e ensina-me, Senhor, com teu imenso amor, o que queres que eu seja”.

Gostou da palestra? Assista na íntegra:

 

Texto: Luciana Matsunaga

Revisão: Silmara Sundfeld

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