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Comunhão Inspira fala sobre o uso abusivo de álcool e drogas em tempos de quarentena

29/06 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Na noite deste sábado (27), a Comunhão Espírita de Brasília transmitiu em seu canal do YouTube o Comunhão Inspira, com a participação de Enio Francisco Silva, da Associação Médico-Espírita do Brasil de Goiás (AME-GO). Durante o programa, o orador debateu com Ricardo Honório sobre o uso abusivo de álcool e outras drogas e se há alguma diferença ou agravamento dessas situações por conta da pandemia que estamos vivendo.

Uma crença atual de algumas pessoas é que o uso de bebida alcoólica poderia ser suficiente para ajudar no processo de proteção contra o novo coronavírus, mas Ênio destaca que esta ideia é perigosa e pode gerar graves danos para as pessoas. “A bebida não mata o vírus, muito pelo contrário, ela fragiliza a imunidade e deixa o indivíduo vulnerável”, explica. Outro problema que pode ser gerado em consequência do uso de álcool e outras drogas em excesso durante a pandemia é o aumento no nível de estresse e ansiedade, e, por consequência, o aumento de situações negativas como a violência doméstica, que cresceu mais de 50% durante o período de isolamento. Esse tipo de comportamento é ruim para o indivíduo e afeta também todas as pessoas que estão a sua volta.

Enio também comenta que, quando falamos em dependência e alcoolismo, falamos de uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que tem causas pluridimensionais, que interferem na dimensão física, emocional, social, familiar e espiritual. Para se fazer um diagnóstico, é preciso avaliar todas essas dimensões humanas. Além disso, o alcoolismo pode ser diagnosticado em pessoas que não bebem todos os dias. “Alcoolista não é apenas o indivíduo que fica com síndrome de abstinência. O alcoolismo ser avaliado por outros critérios, e ser diagnosticado até mesmo para aquela pessoa que usa álcool uma vez por mês”, esclarece.

Quando questionado sobre a relação do Espiritismo com o alcoolismo e a interferência de obsessores no agravamento de vícios, Enio diz que as nossas relações espirituais se dão por meio das nossas sintonias psíquicas, e isso faz com que estejamos ligados a espíritos que possuem as mesmas necessidades. Dessa forma, os indivíduos encarnados acabam agindo para satisfazer os espíritos obsessores com as sensações materiais. Essa é uma relação muito forte e intensa, que pode causar situações muito graves de desgaste emocional não apenas para o dependente como também para a família.

Entretanto, a prática religiosa pode ser um fator de proteção para o indivíduo que possui em si a religiosidade. “Tem pessoas que frequentam templos religiosos, mas estão mais no campo da aparência do que no compromisso com a transformação. Percebo que tem muita gente dizendo que acredita em Deus, mas uma coisa é acreditar e outra é confiar, porque acreditar não é difícil, mas isso não quer dizer que confio o suficiente para permitir que Ele me ajude a transformar a minha vida. A fé espírita, que é uma fé racional, diz que você deve olhar para seu potencial enquanto espírito, e também fazer a sua parte neste processo”, diz.

A conversa ainda tratou de outros aspectos de relação com a família, e como ela pode apoiar o indivíduo no enfrentamento desse problema, principalmente na busca por ajuda, além de falar sobre o medo vivenciado por muitas pessoas durante a pandemia e como isso interfere na fé e na religiosidade das pessoas.

Por Aline Czezacki.

Gostou do tema? Assista o Comunhão Inspira na íntegra:

 

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