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É tempo de recomeçar

27/06 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves | Atualizado por: Nicole Guimarães
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Na manhã desta sexta-feira (26/06), a Comunhão Espírita de Brasília transmitiu, por meio de seu canal no YouTube, palestra de Sinelza de Souza, que trouxe luz ao tema “É tempo de recomeçar!”, a partir de reflexões pautadas na Doutrina Espírita e em exemplos que perpassam por vivências comuns deste mundo de provas e expiações em que vivemos.

Por meio da psicografia de Chico Xavier, o espírito Emmanuel, em seu livro “Alma e Coração”, esclarece-nos que, quando as portas parecem se fechar diante de nós, um novo começo está por se abrir. Erros, tristezas e desajustes crônicos podem ser indícios dessa oportunidade de um novo recomeço. “De cada batalha, saímos mais fortalecidos e nos é dada a oportunidade de novas construções, em bases mais sólidas. Deus nunca nos abandona”, lembra-nos Sinelza.

A palestrante destacou que a possibilidade desse novo recomeço está presente em todas as áreas de nossas vidas e acontece com todos os seres ao nosso redor. A cada novo dia, podemos recomeçar e buscar ter mais empatia, disseminar mais sementes de bondade, amar, compreender e buscar o entendimento. Podemos e precisamos estar atentos a outras portas que estão abertas para nós, quando uma parece se fechar. Precisamos “abrir a janela da alma para que o sol, que cada dia nasce, possa renovar a nossa casa íntima”, diz Sinelza.

A pergunta 728 de O Livro dos Espíritos esclarece-nos a correlação existente entre a lei do progresso e a lei da destruição. Kardec pergunta: “É Lei da Natureza a destruição?” E os Espíritos respondem: “Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de transformação que tem por fim a renovação e o melhoramento dos seres vivos.

De Souza nos adverte para a instrumentalidade do nosso passado em nos oportunizar a análise e verificação daquilo que deu certo ou não. Nunca é tarde para a revisão. Não podemos, entretanto, ficar presos ao passado, uma vez que esse apego material pode nos fechar a mente para as oportunidades de recomeços e de novos caminhos.

Assim como tudo nesta vida é regido por ciclos, como da respiração, das fases da lua, da passagem de dias, semanas, meses e anos, assim o é para as nossas vivências terrenas. Não é a nós possível viver a mesma coisa, da mesma maneira, nunca. Quando colocamos os pés nas águas de um rio, que está em constante movimento, nunca mais colocaremos os pés nas mesmas águas desse mesmo rio. Nós até podemos estacionar em algum momento de nossa vida, mas nunca retrogradaremos.

“Sempre é tempo de recomeçar”, relembra-nos Sinelza, citando exemplos de superação vivenciados por Beethoven, que, embora tenha perdido a audição, suplantou as dificuldades e continuou compondo, e por Tony Meléndez, que, diante de sua deficiência, aprendeu a tocar violão com os pés. “Eu fico muito triste quando vejo jovens dizerem que não podem fazer algo, enquanto o mundo está esperando que digam sim”, desabafa Meléndez. Superação é começar de novo.

A ciência tem estudado como diversas áreas do conhecimento compreendem os processos de superação. De acordo com Sinelza, a Biologia contribui com a conclusão de que cada um tem seus diferentes potenciais de resistência; a Psicologia fala sobre a importância das relações familiares, principalmente no período da infância; a Sociologia correlaciona resistência com a influência do meio, das culturas e das tradições; já a Teologia defende a subjetividade transcendente, na qual o sofrimento vem para que haja progresso espiritual. A palestrante nos relembra, entretanto, que “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”, ao citar Drummond.

Sempre é tempo de recomeçar. O tempo é agora. “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” – Chico Xavier.

Por Luciana Matsunaga.

Gostou da palestra? Assista na íntegra:

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