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Voluntariado: “Meus problemas não eram nada diante de tantas dores no mundo”

26/06 | Editado por: Nicole Guimarães
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Dizem que a gente chega a uma casa espírita pelo amor ou pela dor. No caso de Flávio Resende, foi por um processo depressivo que vivenciou em 2015. E ele não se dava conta, conscientemente, do que estava acontecendo com sua saúde.

“Não sentia que existia saída para os meus problemas, ainda que, hoje, tenha convicção de que a doença tornava meu olhar cada vez mais míope e turvo, e que a minha realidade era bem diferente daquela que eu enxergava, sem cor e perspectiva”, lembra.

O tempo passava e Flávio via os problemas se acentuarem: perdeu o casamento de quase oito anos, sofreu com a descoberta de novo câncer no pai e sua empresa passou a trazer mais preocupações do que alegrias.

Ele conta que vivia chorando e sem entender a motivação real daquele sentimento. “Busquei ajuda psicológica e psiquiátrica. E os remédios só me conduziam ainda mais para o buraco. Veio a insônia e cheguei a ficar 38 dias sem dormir, nem de dia, nem de noite.”

O dia que sua vida mudou

Resende passou pelo processo de sofrimento por mais de dois anos. Até que, um dia, andando pela avenida L2 Sul, em Brasília, teve uma crise de choro ao volante.

“Estava no deslocamento entre uma reunião e outra de trabalho. Parei o carro, instintivamente, no estacionamento do Sebrae Nacional. Desci e resolvi caminhar um pouco, até que me deparei com a sede da Comunhão, lugar a que nunca havia ido e sobre o qual nunca havia ouvido falar”, resgata a lembrança.

Flávio entrou na Comunhão Espírita e foi recepcionado, segundo ele, com muito amor e direcionado para o Atendimento Fraterno. E ele aceitou. Ali, desabafou.

“Chorei um bocado. Até que recebi do senhor voluntário que me atendeu o abençoado convite para participar de algum trabalho voluntário da Comunhão e começar alguns tratamentos espirituais”, conta.

Ajuda ao próximo e a si mesmo

Após o atendimento, sentiu-se mais forte e saiu da conversa direto para a sala dos voluntários. Ele escolheu três projetos organizados pela Comunhão: Visita às Famílias do Grupo Auta de Souza, Sopa Fraterna e visita à Casa da Criança Batuíra, em Ceilândia.

“Nosso grupo é responsável por visitar famílias de baixa renda nos segundos sábados de cada mês, no Recanto das Emas. Em relação à distribuição da sopa, participo da turma do primeiro domingo de cada mês, pela manhã, cortando legumes para a produção do abençoado alimento, que mata a fome de uma comunidade carente da Samambaia”, explica.

Ao mesmo tempo que começou os trabalhos voluntários, Flávio realizava tratamento espiritual na Comunhão. Aos poucos, sua vida foi ganhando cores de novo e ele encontrou as respostas que procurava ajudando o próximo.

“Aprendi a exercer minha empatia com as pessoas e a entender que meus problemas não eram nada diante de tantas dores no mundo. Compreendi também que é importante perseverar no que acreditamos e que aquele ambiente era muito rico em aprendizados”, comenta.

O trabalho voluntário ficou tão incorporado à sua rotina que descobriu sua paixão em atuar com o Empreendedorismo Social, inspirando, com seu trabalho, outras empresas a desenvolverem ações de impacto social.

“Sou grato à Comunhão por tudo o que recebi, me tornei espírita e, finalmente, sinto que encontrei o meu lugar no mundo, com mais sentido e conectado com o meu propósito de usar as minhas habilidades para ajudar na construção do mundo que eu desejo construir para o futuro”, conclui Flávio, que é jornalista e empresário.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: Companheirismo até na hora de ajudar o próximo, “Me encanto ao colocar em prática os ensinamentos de Jesus”,“São pessoas que precisam não só de comida, como também de atenção, afago e informação”, “A emoção toma conta do meu coração e é naquele instante que recebo todas as bênçãos e paz” e muitas outras.

Quer inspirar outras pessoas? Conte também a sua história. Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole Guimarães (comunhaoascom@gmail.com).

Siga ajudando

Existem três formas de colaborar:

1 – Doações podem ser entregues no Almoxarifado da Comunhão Espírita de Brasília, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 15h;

2 – Doe diretamente para a conta bancária do BRB (Agência 0204 Conta 030.114-8) ou BB (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) CNPJ: 00.307.447/0001-08;

3 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com.

Caso tenha dúvidas, entre em contato pelo e-mail daf.comunhao@gmail.com.

 

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