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José Medrado fala sobre conflitos familiares em tempo de pandemia

06/06 | Editado por: Aline Czezacki | Atualizado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Na noite deste sábado (6), o canal da Comunhão Espírita de Brasília no Youtube recebeu o palestrante espírita José Medrado, para falar sobre conflitos familiares em tempos de pandemia do novo coronavírus. De forma didática e clara, Medrado passou pelo conceito de família espiritual e social, as emoções e sentimentos no período de pandemia, os possíveis motivos para as divergências familiares e o que fazer para mediar estes conflitos.

Quase 1 mil pessoas acompanharam a transmissão ao vivo, e muitas delas aproveitaram o momento de reflexão para interagir e expressar situações pessoais de conflito vividas neste tempo ímpar na história recente da humanidade.

O conceito de família

Ao dar início ao seu primeiro tópico – o conceito de família -, Medrado nos lembra que o capítulo 14 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Honrar Pai e Mãe, nos mostra que mais do que amar, devemos honrar nossa família, e que podemos buscar nas palavras de Jesus um conceito mais amplo. “Há a família ligada por laços espirituais e a família ligada por laços corporais e biológicos, e os espíritos nos dizem que a verdadeira família é aquela ligada por laços espirituais. Isso nos leva a refletir sobre o processo evolutivo de sentimentos e emoções”, explica.

Nem sempre os laços familiares serão de amorosidade. Muitas vezes, além de processos de grande amor e admiração, também irão aparecer conflitos e desafetos. Todos estes compromissos fazem parte do nosso processo reencarnatório com o objetivo de recompor situações vividas em outras existências.

Além disso, socialmente, o conceito de família é vasto, e hoje já se compreende a existência de uma grande diversidade de famílias. “O Livro dos Espíritos é fantástico. Quando Kardec pergunta aos espíritos sobre a união de dois seres, os espíritos dizem que é um progresso na marcha da humanidade. Eles não fazem ressalvas. São dois seres. Isto não é fantástico? E aconteceu em 1957”, completa Medrado.

As emoções e os sentimentos no período de pandemia

Neste processo de parentesco físico e social, percebe-se que alguns aspectos são relevantes no desenvolvimento de sentimentos e emoções, principalmente por conta dos princípios, valores e moral, que mudam de geração para geração. “A psicologia já estuda os conflitos de geração, pois quem nos antecedeu mantém determinados conceitos e padrões, e não aceita a mudança dos tempos, a evolução dos costumes. É aí que se estabelece o conflito”, diz Medrado.

Em geral, os pais querem passar aos filhos a educação que receberam, mas precisam dar atenção aos novos valores e princípios, encontrando um equilíbrio entre a atualização sem deixar de aplicar os bons princípios que passaram de geração para geração. Este relacionamento derivado da convivência familiar, dos sentimentos desta existência, que se misturam aos da vida passada, se complementam. Eles se associam ou vão se dissociando, à medida em que vamos superando as dificuldades e elegendo valores que serão mantidos naquela relação familiar.

O palestrante destaca que em um primeiro momento a pandemia gerou ansiedade pelo desconhecido, com apreensão e expectativa de que algo ruim poderia acontecer, seguido de angústia e medo. “Estamos com os sentimentos superficializados, e isso gera muita adrenalina, um hormônio que nos leva a reagir, seja para fugir ou confrontar”, explica.

A mudança de rotina pode ser grande motivador de estresse, ansiedade, angústia e medo, por exemplo. E neste momento, muitos conflitos podem aparecer. “O fato de estar em um mesmo ambiente doméstico com pessoas da família traz à tona sentimentos de outras vidas, dessa vida, tudo isso, regado ainda por um sentimento de medo e angústia neste cenário de pandemia. Então é claro que as diferenças ficam cada vez mais evidentes, gerando alguns problemas”, diz.

E o que fazer?

Para Medrado, a pandemia trouxe à tona tudo que precisa ser confrontado entre membros de uma mesma família. Ele ainda traz quatro pontos principais, sugeridos por estudiosos do comportamento humano, para a resolução destes conflitos: diálogo, momentos de lazer em conjunto (ainda que em isolamento), empatia e comunhão de ideias, como o Evangelho no Lar.

“Se você tem algum confronto, dialogue, converse, principalmente com o objetivo de descobrir motivos, não para gerar um confronto. Revivam momentos como jogos de tabuleiro, façam algo divertido, riam juntos. Tenha empatia pela dor do outro, como seu filho, que foi criado solto e agora precisa ficar dentro de casa, ou seus avós, os quais sempre foram incentivados a viver e conhecer o mundo e agora precisam ser incentivados a não sair”, explica.

Já o Evangelho no Lar é muito mais do que apenas orar em 10 ou 15 minutos. Segundo o palestrante, é um “detergente psíquico”, que vai evitar interferências que possam agir como lente de aumento nos sentimentos passados ou desta vida. Ele também recomenda que, mesmo aquelas pessoas que não são de família espírita, devem fazê-lo sozinhas em casa. Vigiar e orar, como Jesus nos ensinou, se torna ainda mais necessário neste momento.

Outro alerta importante a evitar é ficar atento aos vícios, como beber e fumar, que podem acabar se tornando formas de anestesiar os conflitos. “Não perca este momento, esta oportunidade de vencer as dificuldades e superar as limitações. Isso também está no nosso programa de vida. Mar calmo nunca fez bom marinheiro, e olha, acredite, depois da tempestade vem a bonança, e ela já está chegando”, conclui.

Perdeu a palestra ao vivo mas ficou com vontade de assistir? Dê o play no canal da Comunhão:

(Parte 1)
https://www.youtube.com/watch?v=EAoc6nb3EDk&t=55s

(Parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=VVor1nicWKg&t=236s

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