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Conheça as causas das obsessões espirituais e como combatê-las

02/06 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Quais os fatores desencadeantes da obsessão espiritual? O assunto foi abordado no programa Comunhão Inspira, transmitido no sábado (30), às 19h, pelo canal da Comunhão no Youtube e pela Rádio Web da Comunhão Espírita de Brasília.

Com mediação de Ricardo Honório e adaptado para o formato de live, o bate-papo teve como convidado o palestrante Milton Júnior e contou com a participação da dirigente Flaviana de Souza, além de internautas que acompanharam ao vivo a transmissão.

O que é a obsessão espiritual 

Embasado por Kardec e por obras espíritas complementares, Milton iniciou explicando que a obsessão espiritual “é a ação persistente que um espírito inferior exerce sobre o outro”.

Segundo ele, essa influenciação maléfica apresenta diversos graus, que vão da forma mais simples de insinuação, passando pela fascinação e podendo chegar à subjugação, com o completo domínio da vontade.

Nos casos mais complexos, alertou o palestrante, o processo obsessivo apresenta-se com graves repercussões físicas e orgânicas.

Causas: imperfeições morais 

Mas o que faz um espírito obsediar alguém?  Segundo os palestrantes, são nossas imperfeições morais que atraem o espírito obsessor, através da sintonia do pensamento.

 “Às vezes o espírito nem é mau, na acepção do termo; às vezes ele simplesmente encontra uma brecha no pensamento de alguém com quem tem alguma dificuldade, um ódio, uma vingança, para acontecer a sintonia”, esclareceu Milton Júnior.

Ele sublinhou que as psicofonias realizadas nos grupos mediúnicos revelam que o processo obsessivo é muito mais complexo do que parece.

Fotografia do pensamento  

Por isso é muito importante cuidar da nossa “casa” mental. Milton explicou que os pensamentos criam imagens fluídicas que se refletem no perispírito e são perceptíveis no mundo astral, como se fossem fotografias.

“Os pensamentos negativos geram emoções negativas que podem atrair a presença de desencarnados. É algo interno em nós que vai permitir a aproximação do irmão”.

Segundo ele, sentimentos como ódio, raiva, ciúmes, vingança, por exemplo, são fatores desencadeadores da obsessão.

 Outros tipos de obsessão

Milton Júnior e Ricardo Honório enfatizaram que, além da influenciação que o espírito desencarnado exerce sobre uma pessoa, existem outros tipos de obsessão: de um encarnado para outro, de encarnado para desencarnado e a auto-obsessão, esta última muito mais comum do que se imagina.

De um encarnado para outro – “Quando o pai exige que o filho faça um determinado curso ou quando o chefe corrige o funcionário de forma humilhante, e esse comportamento se repete por várias vezes, esse também é um tipo de influenciação que ocorre telepaticamente,“ exemplificou Milton Júnior.

De encarnado para desencarnado – Ele também contou o caso de uma senhora encarnada que não desejava o afastamento do espírito obsessor. Este, manifestando-se na reunião mediúnica, pediu que a equipe a afastasse dele, pois já a havia perdoado. “É uma demonstração de que o encarnado também influencia o desencarnado”, frisou.

Auto-obsessão – Já a auto-obsessão ocorre quando a pessoa assume o papel de seu próprio algoz. “Essa é uma das mais perniciosas formas de obsessão e ocorre quando o indivíduo cobra dele mesmo e é o seu próprio julgador”, observou Ricardo Honório.

“Na maioria das vezes, nós mesmos somos nossos próprios obsessores”, alertou Milton.

Por sua vez, Ricardo Honório ponderou que precisamos ter cuidado para não “transferir para o desencarnado a responsabilidade de nossos atos”.

Medo e sintonia

Ao trazer a discussão para o momento atual, em que a humanidade sofre com a pandemia, Ricardo Honório perguntou se o medo pode ser um fator desencadeador do processo obsessivo. Milton respondeu que sim.

“No momento em que o nosso padrão vibratório baixa, podemos entrar em sintonia com irmãos na mesma faixa”.

Ele lembrou que devemos, sim, nos cuidar e seguir as recomendações sanitárias dos órgãos de saúde, mas não podemos deixar que o medo nos paralise.

Quando isso acontece, explicou, entramos em uma sintonia “que não nos permite enxergar a beleza da vida e a proteção de um Pai de amor e misericórdia que vela por nós”.

Como combater a obsessão?

E uma vez o processo instalado, como combater a obsessão? A reforma íntima e a prece são as principais ferramentas para evitar que um processo obsessivo se instale.

“A mudança é nossa […] e a prece favorece uma aproximação com a divindade que nos auxilia”, frisou Milton Júnior.

Ricardo Honório reforçou que através da prece nós vamos nos modificando, trazendo o bem para dentro de nós. “É a reforma íntima que vai nos mudar e mudar aqueles que porventura estejam nos acompanhando”.

Do bate-papo, conclui-se que a aquisição de sentimentos elevados e a prática do bem, associadas à fé em Deus e à prece verdadeira, são meios eficientes para afastar os espíritos inferiores e atrair a companhia dos bons espíritos.

 Acompanhe a íntegra do programa no canal Youtube da Comunhão

Por: Arlinda Carvalho .

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