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Voluntariado: “Me encanto ao colocar em prática os ensinamentos de Jesus”

29/05 | Editado por: Nicole Guimarães | Atualizado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Criado em berço evangélico, com pais não muito religiosos e influência católica, Pedro Ivo Albuquerque sentia falta de praticar sua religiosidade quando, aos 22 anos, fez a primeira comunhão.

Dois anos antes, a avó de um amigo os levou à ala pediátrica do Hospital da UnB. “Era época natalina e fizeram uma festa de final de ano para as crianças internadas. Foi onde recebi um dos melhores e mais marcantes abraços de minha vida”, lembra.

Eram duas garotinhas com doença infectocontagiosa, conta ele, que não vivenciavam calor humano havia um tempo.

“Anos mais tarde, comparei esse dia a um ensinamento de Madre Teresa de Calcutá, que dizia que Jesus protege aqueles que agem em Seu nome. Ela, que cuidava de leprosos sem medo de se contaminar. O espírito André Luís relata, nos  livros psicografados por Chico Xavier, vários episódios explicando como isso funciona na espiritualidade”, relata.

Naquele dia, Pedro foi contagiado pelo trabalho voluntário, que engatinhou durante anos até se consolidar na Comunhão Espírita.

Caminho percorrido

Albuquerque começou a frequentar a Comunhão em 2014, quando pôde entender um pouco mais sobre a Doutrina Espírita. Segundo ele, pela primeira vez, muitas respostas foram comprovadas na sua vida.

“Uma delas foi quando li o livro “Deixa-me viver”. Foi no mesmo período em que fiz o curso sobre Evangelho segundo o Espiritismo, concomitante ao Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Fazia os dois cursos toda segunda-feira, das 18h30 às 21h30, logo depois do meu trabalho semanal na ABRACE, onde cuidava de uma horta orgânica e coordenava um trabalho com menores infratores”.

Os ensinamentos do livro chocaram o voluntário. Como sempre teve relação forte com crianças e adolescentes, narra que sentiu uma vontade incontrolável de fazer algo por elas.

“Resolvi procurar a central de voluntários da Comunhão para participar do grupo de apoio às gestantes. Na época, falaram que era só para mulheres. Depois vi que esse critério nunca existiu, mas foi essa impossibilidade que me levou ao grupo Auta de Souza de atendimento a famílias”, resgata Pedro.

Dois meses se passaram até sua primeira reunião, quando ficou encantado com a coordenadora, Maria Inês, que foi a responsável, na época, por apresentá-lo ao subgrupo recém-criado.

“A coordenadora virou grande amiga, inclusive foi quem me apresentou à minha futura esposa, marcando definitivamente minha vida”.

O trabalho com as famílias assistidas

Meses depois, os voluntários foram convidados  a preparar uma festa de natal. Foi nesse momento que puderam se aproximar da Maria Teresa, diretora de Promoção Social da Comunhão, e criaram os laços necessários para formar a nova coordenação do grupo do segundo sábado de visitas às famílias assistidas.

“Pouco depois, Maria Inês precisaria se ausentar e nos pediu para dividir o trabalho que ela vinha fazendo com incrível competência. Dividimos as tarefas e nos juntamos aos coordenadores dos outros dias. Hoje posso ver o caminho percorrido”.

Até se encontrar nas atividades de voluntariado, Pedro Ivo passou por todo tipo de trabalho. “Me encanto com o sentimento, o bem-estar e o quanto me melhora botar em prática os ensinamentos do Mestre”.

Caixinha de boas experiências

O voluntário comenta que aprendeu a ter uma caixinha de boas experiências na sua cabeça, na qual coloca tudo que funciona e prospera.

“Quantas pessoas se envolveram com o trabalho, quanta boa vontade e frutos já tivemos. Temos tantas histórias emocionantes”, diz.

Uma experiência que ele compartilha é sobre uma garotinha que teve sua escola de música fechada por ter tido os poucos instrumentos musicais roubados. “Um subgrupo do Paranoá, vendo o desequilíbrio emocional da criança, resolveu ver o que podia fazer para motivá-la novamente”.

O grupo de voluntários conversou com o professor responsável pela escola de música. “Ele disse que precisaria de grades, muro e instrumentos novos. O subgrupo conseguiu reabrir a escola de música e os garotos se apresentaram na festa de Natal da Comunhão. Me emocionou, ensinou e motivou em especial”.

Naquela apresentação, Pedro percebeu que as crianças estavam tocando, formando uma orquestra, porque o grupo de voluntários esteve na casa daquela garotinha. “Ela voltou a sorrir, as crianças ganharam disciplina, motivação, saíram das ruas e do ócio improdutivo. Ganharam autoestima, respeito e aprenderam a reconhecer sua capacidade”.

E tudo aconteceu porque o grupo de voluntários existe. De uma forma ou de outra, lembra Pedro, ajudamos a nós mesmos e mudamos vidas.

“Conhecemos pessoas incríveis. Aprendemos a nos reconhecer em cada situação apresentada. Sou muito grato à Comunhão pelo bem que ela me permite fazer através desse trabalho conjunto, que passa pelos doadores, voluntários, funcionários e pela espiritualidade. Mas sou grato, principalmente, pelo bem que ela me ajuda a proporcionar a mim mesmo”.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: “São pessoas que precisam não só de comida, como também de atenção, afago e informação”“A emoção toma conta do meu coração e é naquele instante que recebo todas as bênçãos e paz”“Encontrávamos esperança e amor a cada visita, mesmo com todas as dificuldades”“É como se algo dentro de mim se transformasse”A dinâmica da generosidadeQuando uma frase muda a nossa vidaAlmoço de sábado na comunidade Sol Nascente, “Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação” e O dia em que conheci a Rafaela.

Quer inspirar outras pessoas? Conte também a sua história. Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole Guimarães (comunhaoascom@gmail.com).

Siga ajudando

Existem três formas de colaborar:

1 – Doações podem ser entregues no Almoxarifado da Comunhão Espírita de Brasília, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 15h;

2 – Doe diretamente para a conta bancária do BRB (Agência 0204 Conta 030.114-8) ou BB (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) CNPJ: 00.307.447/0001-08;

3 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com.

Caso tenha dúvidas, entre em contato pelo e-mail daf.comunhao@gmail.com.

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