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Especial Mães da Villa Cristã: Sonhos, alegrias e desafios de uma jovem mãe     

28/05 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves | Atualizado por: Nicole Guimarães
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Juliane Pereira Silva, 27 anos, representa aquela parcela de mães jovens brasileiras que enfrenta com heroísmo as dificuldades do dia a dia e sonha com um futuro que lhe traga mais estabilidade e segurança. Mãe de Ana Julia, 6 anos, ela fala sobre sua vida atual e revela – embora timidamente – seus desejos e sentimentos mais profundos. Confira o último texto desta série em homenagem às mães da Villa Cristã:

Ela vive uma fase muito especial, em que os papeis de mãe e filha se revezam. Separada há quatro meses, depois de um casamento de nove anos, costuma almoçar na casa da mãe, ao lado da sua, no mesmo lote.

“Desde que eu me separei eu almoço lá com ela. Esse apoio é muito bom”, diz Juliane Pereira Silva, com seu jeito tímido de ser. É com a mãe que ela também costuma deixar a filha Ana Júlia, quando surge alguma diária de trabalho.

 “Agora mesmo estou cuidando de uma criança de 3 anos, filho de uma vizinha”, comemora.

Antes do fechamento da Villa Cristã (que interrompeu as atividades para evitar a disseminação da Covid-19), Juliane trabalhava lá aos sábados, como diarista, ajudando a preparar o almoço oferecido às famílias que, como ela, são acompanhadas pelos programas assistenciais da Villa.

Às sextas-feiras, também era responsável pela limpeza dos ambientes, preparando o local para as atividades do dia seguinte.

Projetos e sonhos

Em tempos normais, costuma acordar às 7h da manhã, preparar o café, levar Júlia para a escola e ocupar-se dos afazeres domésticos. Sobre a recente separação, prefere não entrar em detalhes, mas adianta que pretende recomeçar.

“Quero refazer minha vida, casar de novo, comprar um carro, uma casa…”, revela, com voz pausada, essa mineira de Montalvânia que mora em Águas Lindas de Goiás há cerca de 20 anos.

Às noites, quando descansa a cabeça no travesseiro, diz sentir-se livre para imaginar um futuro cheio de boas surpresas. “Peço a Deus que meus sonhos se realizem. Sonhar é muito bom e não custa nada, né?”.

Conquista

O primeiro passo dado por Juliane para conquistar melhores oportunidades foi concluir o ensino médio, no ano passado. Aos 27 anos, a conquista a enche de orgulho.

“Fico contente, pois muitos ficam no meio do caminho”. Perguntada se pretende continuar os estudos e fazer faculdade, ela responde: “Gostaria muito de ser policial. Acho muito bonito cuidar da segurança das pessoas”.

Villa Cristã: apoio para “seguir em frente

Juliane frequenta a Villa desde os oito anos de idade, levada por sua mãe, dona Luzanira, outra frequentadora assídua da Casa.

As gerações avançam e, agora, ela também leva a filha para a evangelização infantil. Ana Júlia é uma criança dócil e alegre. Costuma receber os voluntários [como a autora deste texto] com sorrisos e abraços carinhosos.

“Ela gosta da Villa e sempre que vai para a evangelização volta contente”, conta. “E também costuma rezar o Pai Nosso aqui em casa”, orgulha-se a mãe coruja, que também participa das atividades doutrinárias da Villa.

 “Eu sinto paz quando estou nas palestras. Na Villa a gente aprende mais sobre a vida, sobre como conviver com as pessoas, ajudar e ser grato à família e aos amigos”.

 Para Juliane, as mensagens transmitidas nesses encontros lhe dão força para enfrentar as dificuldades com mais serenidade.

“A gente aprende a ser mais paciente, a seguir em frente e não ficar parada, lamentando”, afirma.

Os encontros promovidos pela Associação Médico Espírita do Distrito Federal (AME-DF) no primeiro domingo do mês (antes da pandemia) também são um apoio para Juliane.

“A gente aprende a cuidar mais da saúde; é muito bom”, resume, para acrescentar: “Sou muito grata à Villa Cristã”. Ela também se matriculou no curso de confeitaria da Villa. “É uma boa opção, pois a gente pode trabalhar de casa”.

Juliane, a filha e a mãe estão entre as famílias assistidas que passaram a receber cestas básicas e kits de higiene para ajudar a enfrentar a pandemia. A iniciativa é de diretorias e grupos de voluntários da Villa e da Comunhão Espírita de Brasília, com participação da AME-DF.

Maternidade: misto de emoções

As poucas palavras de Juliane dizem muito. Ela revela que a fase mais desafiadora de sua vida foi quando se tornou mãe pela primeira vez. “Pensei: como vou cuidar de um ser tão pequenininho? Senti medo e ao mesmo tempo alegria e felicidade. Ser mãe é o que me faz mais feliz na vida”, conclui.

Leia os outros textos da série:

“O amor supera tudo”, diz mãe de filhos especiais

  A solidão das ruas e outras lutas mais, o renascer de uma mãe

 “A Vila Cristã mudou a minha vida” 

Por Arlinda Carvalho.

Fotos: Arquivo pessoal

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