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Voluntariado: “A emoção toma conta do meu coração e é naquele instante que recebo todas as bênçãos e paz”

15/05 | Editado por: Nicole Guimarães
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Cida Farias procurou a Comunhão Espírita em 2016. Um dia, após assistir a uma palestra, passou na frente da sala dos voluntários. “Recebi um folder com todas as informações sobre os trabalhos desenvolvidos pela Diretoria de Promoção Social da casa. Fiquei encantada com tanta opção”, lembra.

Imediatamente, Cida se inscreveu em diversas atividades: Visita às famílias assistidas no 4º sábado de cada mês, em Samambaia; Lar dos Idosos Bezerra de Menezes no 1º domingo, em Sobradinho; e Sopa Fraterna no 3º domingo, em Samambaia.

Para a voluntária, “cada um dos trabalhos possui sua forma de acolhimento e de ajuda ao próximo. Todos enobrecem nossa ação de caridade. Primeiro, conosco mesmo. Depois, com os outros. Foi amor à primeira vista em todos eles”, nos conta.

Nas visitas às famílias assistidas, os grupos de voluntários levam tanto o alimento material como o espiritual e cada família, normalmente, é assistida durante 6 meses. “Somos recebidos com sorrisos e abraços, com uma naturalidade que faz com que nos tornemos eternos amigos. Eu retribuo cada gesto com muito carinho e respeito”.

Experiência mais marcante

 A história mais marcante para Cida foi a de uma família composta por um casal e 6 filhos que não tinha água disponível nas torneiras há mais de 1 ano.

“O lote em que eles moravam era residencial e comercial. A parte comercial foi alugada e os inquilinos não pagaram as contas, que se acumularam de uma forma que era impossível de quitar”, comenta.

A família utilizava a água da chuva para cozinhar, dar banho nas crianças, limpar a casa e lavar as roupas. Às vezes, conseguiam água dos vizinhos. A voluntária diz que era uma situação terrível e difícil.

Foi então que, mais uma vez, voluntários da Comunhão fizeram a diferença. “Conseguimos na justiça, através de um advogado do grupo, o desmembramento do lote comercial do residencial, contratamos um pedreiro para construir o local da caixa d’água, colocar o registro e toda estrutura para recebimento da água”.

Após quase 2 anos sem água, no Natal, a família pôde tomar banho de chuveiro e usar o banheiro de uma forma higiênica e humana. “Foi uma alegria e uma felicidade receber o vídeo de todos no chuveiro ao mesmo tempo, as crianças com aquele sorriso lindo. É uma sensação de missão cumprida conseguir devolver a dignidade ao ser humano. Não tem como explicar”.

Até hoje, o grupo de voluntários recebe mensagens de agradecimento dessa família.

Lar de Idosos

 Em relação ao trabalho no lar de idosos, os voluntários levam a alegria, o abraço e a conversa. Embora não possam compreender o que a maioria diz, devido aos problemas decorrentes de enfermidades como AVC e Alzheimer, Cida destaca que a comunicação flui.

“Os idosos se sentem valorizados, acolhidos, vivos. O sorriso sem dentes, a cabeça branca, a lucidez de alguns, o olhar vazio de outros. Mas quando chego é uma festa! Alguns sabem meu nome e, quando me veem, gritam de longe. A emoção toma conta do meu coração e é naquele instante que recebo todas as bênçãos e paz”.

Quando sai das visitas, Cida diz que renova suas atitudes e a gratidão predomina no seu pensamento. “Elevo meu olhar a Deus e agradeço por poder andar, falar, me alimentar sozinha, pela vida. Vejo que não tenho dificuldade nenhuma. É outro trabalho que não tem preço, continuo sendo a melhor beneficiada pela caridade por estar com eles em apenas duas horas do meu dia e não me custa absolutamente nada”, se emociona.

 Sopa Fraterna

O trabalho da Sopa Fraterna é um encontro direcionado a famílias, em sua maioria compostas por mulheres que cuidam dos seus filhos sozinhas e não trabalham.  Algumas, lembra Cida, também são vítimas de violência doméstica, possuem vícios, cuidam de filhos especiais e passam pela gravidez na adolescência.

A trabalhadora da Comunhão sublinha que esse é um contexto que não costuma estar presente na realidade do dia a dia dos voluntários. “Servimos o alimento através de café da manhã, cestas básicas e a sopa que sai quentinha da Comunhão. O alimento chega a mais de 60 pessoas que passaram o dia em palestras, evangelização infantil, passe”.

O convívio nessa atividade é das 8h às 16h com muitos abraços, sorrisos, histórias tristes e diversão. “Naquele momento elas estão pensando em Jesus, no acolhimento de suas dores interiores, em se melhorarem através das palavras do Evangelho e nós estamos ali com nosso coração aberto, sem julgamentos, abrindo nossos sorrisos e abraçando cada pessoa”.

Alegria e felicidade por existir

Mais uma vez, Cida Farias enfatiza o quanto se sente realizada em ajudar, conversar, levar às pessoas um pouco de paz, harmonia, carinho e ternura que elas não têm na vida diária. É um momento, lembra ela, de se colocar no lugar do outro e chegar em casa abraçando e beijando nossos filhos.

“É sem explicação o tamanho da alegria e da felicidade por existir, acreditando que podemos viver com muito pouco materialmente. O amor que recebemos de todos é o que nos move e nos faz tanto bem em servir, ser útil, realizar sonhos só por ouvir suas queixas e sofrimento”.

Cida deixa o convite a todos amigos, amigos de amigos e estudantes da Doutrina Espírita para que participem dos trabalhos voluntários desenvolvidos pela Diretoria de Promoção Social. “Não é necessário dom perfeito para servir uma água, passar manteiga num pão. Somente a boa vontade, a alegria, o sorriso e o abraço fraterno são necessários. São todos bem-vindos na Seara do Cristo, onde Ele trabalha usando nossas mãos”, encoraja.

Essa é mais uma história de voluntários da Comunhão. Não leu as anteriores? Veja aqui: “Encontrávamos esperança e amor a cada visita, mesmo com todas as dificuldades”“É como se algo dentro de mim se transformasse”A dinâmica da generosidadeQuando uma frase muda a nossa vidaAlmoço de sábado na comunidade Sol Nascente, “Na casa das famílias assistidas é onde realmente colocamos o amor em ação” e O dia em que conheci a Rafaela.

Quer inspirar outras pessoas? Conte também a sua história. Entre em contato diretamente com a voluntária Nicole Guimarães (nicole.guimaraesoc@gmail.com).

 

Siga ajudando

Existem três formas de colaborar:

1 – Doações podem ser entregues no Almoxarifado da Comunhão Espírita de Brasília, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 15h;

2 – Doe diretamente para a conta bancária do BRB (Agência 0204 Conta 030.114-8) ou BB (Ag. 3599-8, conta 221.858-5) CNPJ: 00.307.447/0001-08;

3 – Compre livros através do delivery da Livraria Mário de Carvalho. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sábado, das 13h às 18h, pelo telefone 3048-1818, ou pelo email livraria@comunhaoespirita.com.

Caso tenha dúvidas, entre em contato pelo e-mail daf.comunhao@gmail.com.

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