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Reforma íntima: A superação de crises a partir do olhar sobre si mesmo

11/05 | Editado por: Nicole Guimarães
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Todas as pessoas, pelo menos uma vez na vida, já passaram por crises. Pedro Paulo Záu, psicólogo e palestrante espírita, apresentou, no último sábado (9), como esse tema tão presente nos dias atuais costuma ser conduzido por muitos de nós e algumas orientações sobre como superá-lo.

A Doutrina Espírita, por si só, já possibilita a ampliação dos horizontes e a compreensão de que tudo faz parte de um plano divino, de um plano de amor. Entretanto, não basta a teoria. É preciso, também, olhar para si mesmo.

Segundo Pedro Paulo, algumas crises são camufladas ou ignoradas pelos indivíduos, principalmente através do orgulho. “Muitas vezes, são anunciadas para quem está a nossa volta, mas nós mesmos ignoramos. Quando se acumulam, começamos a ter problemas de diversas ordens. Chamo isso de o preço da indiferença”.

Por isso a necessidade de resolver situações e problemas quando surgem, não deixando ocorrer a acumulação com o passar do tempo. “A negação de crise interna pode ocorrer por diversas razões. Primeiro, não nos vemos capaz de enfrentar o problema. Outra razão pode ser o mecanismo de defesa, porque tocar nisso pode ser doloroso”, explicou.

Para algumas pessoas, o padrão psicológico é bloquear as crises e não entrar em contato com elas. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, mais os problemas não resolvidos vão aumentando dentro de si. Para mudar o comportamento, disse o palestrante, o indivíduo precisa perceber e entender que existe uma crise para, então, começar a resolver.

Sofrimento e sacrifício: qual a diferença?

 O sofrimento, conceituou Pedro Paulo, sempre vai ser uma dor física, emocional ou moral. Já o sacrifício ocorre quando é oferecido algo valioso para alcançar algo mais valioso ainda.

“Em determinados momentos da vida, é preciso se sacrificar para receber aquilo que se está buscando. Por exemplo, quando temos um filho, precisamos exercitar a tolerância e a paciência para criar uma base de diálogo”, destacou.

Ainda em relação ao sacrifício, sempre haverá o limite individual. Se colocar o limite muito curto, lembrou Záu, pode ser mais difícil alcançar as coisas que busca. “A proposta de Deus é de um desenvolvimento eterno”.

E o sofrimento? Às vezes, é derivado de um processo que não tem controle. É o caso de um familiar com dependência química. “A dor emocional também faz parte do processo de desenvolvimento, não é à toa que a pessoa está na mesma família”.

Relacionamentos e sua importância na superação

 Conviver em grupos, conviver consigo mesmo, conviver com os bens materiais e conviver com Deus. Estes foram os quatro relacionamentos citados pelo psicólogo que são importantes para superar as crises.

“A boa convivência com os outros se desdobra na nossa vida. Algumas pessoas têm dificuldade em se relacionar com o outro porque não sabem conviver consigo mesmas. É preciso delimitar a expectativa que existe para mim e para os outros”, pontuou.

São as relações que ajudam os espíritos a evoluírem. Pedro Paulo citou o exemplo de Jesus: “Perdoou, curou, acolheu, não julgou. Teve piedade, misericórdia, compaixão. Convidou as pessoas a evoluírem. Muitos aceitaram o convite e foram se transformando”.

Bem-estar comum como prioridade

Diante de uma crise ou aflição, o palestrante recomenda que o olhar seja direcionado para baixo e para cima. “Sempre terão pessoas melhores ou piores na fila da evolução”.

No tema conflitos, o acolhimento e avaliação interior sobre o que aquilo significa é o caminho para o aprendizado. Todavia, comentou Pedro Paulo, o bem-estar comum deve vir acima de uma personalidade.

“Uma pessoa não pode contaminar todo um grupo. Quando vejo que uma pessoa causa uma indisposição para várias, eu preciso parar isso. Algumas pessoas insistem em conviver com outras que desarmonizam um grupo”.

Isso, para Záu, não educa e causa desarmonia. Ao contrário do afastamento, que é uma forma de aprendizado. “O caminho é continuar orando pela pessoa, vibrar positivamente, mas não quer dizer que precisa conviver. É preciso dar limite, pois o desequilíbrio de um pode afetar todo grupo”.

Ao final, elencou importantes lembretes para os ouvintes: Cuide de você, ame as pessoas e não queira a perfeição delas, entenda que Deus sabe o que faz e nós às vezes não sabemos o que falamos, coloque as coisas nos seus devidos lugares, seja feliz, espere pouco de você, nada dos outros e tudo de Deus e olhe onde Deus colocou você para viver.

Palestra realizada no sábado, dia 9 de maio, no canal da Comunhão no YouTube. Confira na íntegra aqui.

Livro recomendado: Estude e viva, de Chico Xavier e Waldo Vieira, pelos espíritos Emmanuel e André Luiz.

Por: Nicole Guimarães.

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