Leia mais notícias...

Destaque

Especial Mães da Villa Cristã: “A Villa Cristã mudou a minha vida”  

07/05 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
Este post já recebeu 533 views
Baixe este post em PDF

Neste mês de maio, a Comunhão Espírita de Brasília iniciará a publicação de uma série de quatro matérias intitulada “Mães da Villa Cristã”. O objetivo é, em nome de todas as mães, homenagear essas mulheres que não se curvam diante das dificuldades e cumprem com devoção a sublime tarefa que a vida lhes confiou. Esse tributo é para elas que, em suas singularidades, conseguem ser plurais: fiéis no compromisso assumido, constantes no amor e cheias de esperança.     

Hoje apresentamos a história da piauiense Auridéia Camelo Gomes, 34 anos, mãe de seis filhos. Há dois anos, a família frequenta as atividades assistenciais e doutrinárias da Villa Cristã. Com um testemunho profundo e comovente, ela expressa o amor incondicional pelos filhos e traz à tona a importância desse trabalho solidário que tem promovido mudanças significativas em sua vida e na intimidade do lar. Confira:

 Uma mãe guerreira, como é conhecida na vizinhança, e um pai pedreiro cujo maior desafio é cuidar, ao lado da companheira, da obra mais importante de suas vidas – e que se edifica no canteiro do próprio lar: a família.

Esse é o perfil de um casal que teve suas vidas transformadas desde que o grupo familiar foi amorosamente acolhido pela Villa Cristã, em agosto de 2018.

Quem protagoniza essa história e dá o testemunho de como o trabalho voluntário pode contribuir para um mundo mais humano e solidário é a piauiense Aurideia Camelo Gomes34 anos.

“A Villa Cristã mudou a minha vida. Desde que comecei a frequentar as atividades da Casa, eu e o meu marido deixamos de beber e de fumar e eu passei a rezar com meus filhos todos os dias”, conta.

Nas horas difíceis, inclusive com relação à educação dos filhos, é lá onde ela diz encontrar a palavra amiga que tanto acalma e conforta.

“Quando estou triste e angustiada pelos problemas da vida, eles [os voluntários] me ajudam, me dão conselhos. A vida é cheia de altos e baixos e a gente sempre precisa de um empurrãozinho”.

 A Villa é uma extensão da Comunhão Espírita de Brasília, localizada no município de Águas Lindas de Goiás, a cerca de 50 quilômetros da capital federal.

Terreno fértil

Essa dona de casa, que participa assiduamente das atividades assistenciais e doutrinárias da Villa, todos os sábados, é uma demonstração de que a semente, lançada em terreno fértil, produz bons frutos, como ensinou o Mestre Jesus, na Parábola do Semeador.

Aurideia conta que se sente fortemente tocada pelas orações realizadas na Casa. “Eu chego a me arrepiar. É um jeito muito bonito de rezar, de pedir e de agradecer”, diz. Segundo ela, o hábito da oração que adquiriu lhe traz mais paz de espírito.

Renovação interior  

As palestras ministradas na Villa, promovidas pela Diretoria de Estudos Doutrinários (DED), também trouxeram mudanças importantes em sua maneira de encarar a vida.

“Aprendi que a gente deve ter bons pensamentos, ser otimista e acreditar que vai dar tudo certo, pois Deus quer o nosso bem, o nosso melhor”.

Com tanta renovação interior, ela não abre mão de levar os filhos para a evangelização infantil.  “Eles adoram ir. Chegam em casa animados, contando o que aprenderam na sala de aula”, relata.

 A atividade, que ocorre quinzenalmente, aos sábados, é oferecida pela Diretoria de Infância e Juventude (DIJ), com participação de voluntários evangelizadores.

Uma atitude que comoveu a escola  

O reflexo transformador da evangelização no comportamento dos filhos já pode ser notado. Aurideia conta que um dia se surpreendeu com o filho de 8 anos pedindo alimentos para doar a um coleguinha da escola.

 “Aí eu separei alguns e ele levou. No outro dia, a diretora e os professores ficaram comentando o assunto, dizendo que acharam a atitude dele muito bonita”.

O comportamento solidário da criança acabou inspirando os profissionais da instituição a arrecadar mais alimentos para a família do amiguinho. “Fiquei muito honrada com essa atitude do meu filho, que provocou essa mobilização toda”, relembra, emocionada.

Para a piauiense, os valores morais são importantes para a integridade do caráter. “Eu converso muito com eles e ensino que devem ser pessoas honestas, do bem. Quando pedem uma coisa que não podemos dar, eu explico a situação”.

E como toda mãe coruja, ela faz questão de dizer o nome e a idade de cada um: Pedro Arthur, 9 meses; Grazielle, 5 anos; Geovana, 7; Joel Davi, 8; Jorge Mateus, 10, e Aurimar, 14.

Solidariedade

Com relação à situação financeira da família, Aurideia conta que recebe, todos os meses, uma cesta básica de alimentos.

 As cestas, distribuídas pela Diretoria de Promoção Social (DPS) às famílias assistidas e em situação de vulnerabilidade social, são arrecadadas por meio de doações de voluntários da Villa e da Comunhão Espírita de Brasília.

“Essa ajuda é muito importante”, diz. Como pedreiro, o marido Joel Ferreira Melo, 46 anos, não tem carteira assinada e só trabalha quando lhe chamam para participar de alguma obra.

“Agora, graças a Deus, ele está trabalhando, porque acabaram as chuvas”.

Cursos profissionalizantes

Para aprender uma profissão, ela se inscreveu no curso de confeitaria, parte do programa de cursos ministrados por voluntários.

 “Agora sou confeiteira, mas por enquanto só faço torta mesmo para a família”, explica, entusiasmada por mais uma conquista.

E para se aperfeiçoar na técnica, ela já se matriculou no curso de Bicos de Confeitar, interrompido em decorrência da pandemia. “Depois quero me inscrever também no de bijuterias”, anima-se.

Mãe em tempo integral   

No momento, dedica-se inteiramente à família. Além de ter um bebê, uma das filhas faz um tratamento de saúde que exige cuidados especiais.

Em tempos normais, de atividade escolar, costuma acordar por volta das 6 horas da manhã para preparar a criançada.

“Acordo um por um, ajudo a pentear os cabelos, dou os remédios, preparo o café da manhã, arrumo as mochilas e levo eles pra escola”, pontua.

Saudades da Villa

Neste período de quarentena, diz sentir saudades da Villa. “Sinto muita falta das atividades”, revela a piauiense, que há oito anos trocou Teresina em busca de melhores condições de vida no entorno do Distrito Federal.

Ser mãe  

Perguntada sobre a natureza de ser mãe, ela responde: “Ser mãe não é só botar no mundo, tem que ter responsabilidade, tem que ser guerreira”.

E sobre sua maior realização na vida, não titubeia: “Meus filhos são o meu maior tesouro”.

 Texto: Arlinda Carvalho
Fotos: Vanessa Vieira e arquivo familiar

Leia mais notícias...

Você deve logar para postar um comentário.