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Famílias assistidas pela Comunhão não foram esquecidas durante a pandemia do novo coronavírus

06/05 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves | Atualizado por: Nicole Guimarães
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A pandemia do novo coronavírus afetou a vida de muitas pessoas. Em pouco tempo, de forma repentina, muitas famílias e pessoas se viram em situações ainda maiores de vulnerabilidade e incertezas. Por conta desta nova realidade, o Grupo de Acompanhamento de Famílias da Diretoria de Promoção Social Auta de Souza (DPS), precisou se adaptar para continuar apoiando as famílias cadastradas com o básico em alimentos, material de limpeza e higiene pessoal.

Segundo Maria Tereza Carvalho, diretora da DPS, houve um receio inicial de que não houvessem doações suficientes para dar continuidade ao trabalho, uma vez que a Comunhão precisou fechar as portas por força do decreto emitido pelo Governo do Distrito Federal, e principalmente para preservar a vida dos médiuns, frequentadores e voluntários da Casa.

Entretanto, mesmo com o fechamento da casa, os trabalhos não pararam, a solidariedade e a generosidade permaneceram presentes e as doações continuaram a chegar. Segundo o Coordenador Geral do Grupo de Acompanhamento de Famílias, Ricardo Hosannah, campanhas online ajudaram a aumentar o número de arrecadações. “O resultado foi muito positivo. Estamos conseguindo levantar as doações necessárias e levar os materiais para as famílias que precisam. Neste momento, a comida é muito importante, pois traz a paz de espírito de que a família vai poder focar em outras preocupações que não buscar o alimento”, explicou.

Com o novo cenário, além das famílias que já estavam sendo assistidas pelo Grupo de Acompanhamento, foi observada a necessidade de atender de forma emergencial algumas famílias que já caminhavam sozinhas, mas que foram afetadas pela pandemia. Algumas tiveram a suspensão de seus negócios e empregos por conta das medidas de prevenção da COVID-19, como o distanciamento físico e fechamento do comércio e outras atividades econômicas.

Outra adaptação feita pelo Grupo de Acompanhamento de Famílias, é o não desligamento das famílias que estão sendo assistidas atualmente, após o período regular de atendimento (seis meses), em razão da impossibilidade de cumprir o programa de trabalho previsto. Desse modo, os atendimentos seguirão no modelo emergencial, com a entrega do apoio material.  “Não iremos desligar as famílias vinculadas atualmente, e também não serão realizadas novas visitas, pois demandam tempo para o levantamento de informações e a criação de vínculos entre a família e os voluntários, o que não é conveniente nesse momento”, explicou Hosannah.

Para não colocar as famílias e os voluntários em risco, as seguintes recomendações foram passadas aos voluntários: manter a sintonia com a espiritualidade; observar as medidas preventivas indicadas pela OMS, como evitar contato direto, higienizar as mãos, cobrir o rosto em caso de espirro ou tosse, e evitar aglomerações; realizar visitas com, no máximo, 2 voluntários por subgrupo; solicitar que voluntários com mais de 60 anos ou que estejam com sintomas de gripe, não participem das visitas.

Marcelo Alves de Oliveira é voluntário na DPS há 12 anos, e explica que mesmo com todas as adaptações que precisaram ser feitas durante a pandemia, e com as recomendações de segurança da OMS, ainda é possível levar carinho e atenção às famílias. “O contato físico não é recomendado, mas o olhar carinhoso e o sorriso é altamente recomendado. As famílias ficam emocionadas ao ver que, mesmo em um cenário de pandemia, elas não foram esquecidas. São pessoas com um histórico bastante duro, e eles reconhecem a importância deste acolhimento”, explica.

Para o voluntário, o momento atual também exige um pouco a mais da solidariedade de cada um de nós, seja na entrega da doação material, seja nas palavras amigas ou em um consolo, tão importante neste momento de incertezas e inseguranças. Além disso, precisamos manter viva a esperança de que dias melhores virão. “É importante que a gente não perca a fé e a consciência de que temos no leme do nosso navio o melhor capitão que poderia existir, e que ele vai nos levar em segurança ao nosso destino. Estamos aprendendo e desenvolvendo ainda mais nossa empatia, nosso desejo de fazer o bem“, conclui.

Para dar continuidade aos atendimentos as famílias, a Comunhão continua com as campanhas de arrecadação de alimentos não perecíveis. Para aqueles que não podem sair de casa, a Comunhão disponibiliza a opção de doações em depósito bancário. Você pode depositar na conta exclusiva da Diretoria de Promoção Social Auta de Souza (DPS) no BRB, Agencia 0204 – conta corrente 030.114-8.

Além da conta da DPS, a Comunhão também possui duas contas gerais, onde as doações apoiam também outras ações da Casa: Banco do Brasil, Agência 3599-8 – Conta 221.858-5; BRB Agência 204 – Conta 007.236-0 – CNPJ: 00.307.447/0001-08.

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Por Aline Kravutschke.

 

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