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Solidariedade em tempos de pandemia: voluntárias produzem máscaras para famílias assistitidas pela Comunhão

28/04 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Em março deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que o mundo estava vivendo uma pandemia de coronavírus. Desde então, uma série de medidas foram adotadas para diminuir a transmissão do vírus. Distanciamento físico, higienização das mãos com água e sabão, uso de álcool gel e máscaras foram as principais orientações de especialistas em saúde e autoridades sanitárias.

Mesmo diante deste cenário de incertezas e inseguranças, as famílias assistidas pela Comunhão Espírita de Brasília não foram esquecidas. O trabalho de Assistência e Promoção Social ganhou reforço com o apoio das senhoras dos grupos de costura e artesanato, que desde o início de abril, usam suas habilidades em costura para a confecção de máscaras que estão sendo entregues às famílias acompanhadas pela Comunhão e pela Villa Cristã, bem como a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

No total, seis voluntárias trabalham a todo vapor para garantir que o maior número de famílias sejam beneficiadas. O objetivo é chegar a 1.500 máscaras, beneficiando 350 famílias.

Uma destas voluntárias é Maria Laura Borges Machado, mineira que mora há quase 60 anos em Brasília. Na Comunhão desde 1982, nunca deixou de frequentar o grupo de costura, e conta que o ato de amor ao próximo também abriu espaço para um momento de união em família. “Em uma semana eu fiz 150 máscaras. Acordava, tomava café e ia para a máquina (de costura). Levantava e fazia almoço, voltava para máquina. Nos últimos dias, para entregar a produção o mais rápido possível, coloquei todo mundo aqui em casa para ajudar. Meu marido cortava o elástico, minha filha ajudava a virar a máscara, e no fim tudo deu certo. Como nós somos seres humanos, temos que ajudar uns aos outros”, explicou.

Segundo Maria Tereza Carvalho, diretora da Diretoria de Promoção Social Auta de Souza (DPS), 180 máscaras já foram entregues. “Elas são levadas pelos grupos aos sábados, e entregues nas residências das famílias junto com as cestas que possuem kit de limpeza e higiene pessoal. Outras 573 máscaras já estão prontas, em processo de higienização, e serão distribuídas nas próximas semanas”, conta.

Outra voluntária orgulhosa é Alzira Maria de Souza Ferreira. Voluntária há mais de 20 anos na Comunhão, parou de cortar os tecidos para dar esta entrevista, mas garante que sente muita gratidão por ser capaz de ajudar neste momento. “Eu faço com muito amor. Quando estou costurando, agradeço a Deus pela oportunidade de ajudar. Eu faço rapidinho minhas tarefas de casa só para poder voltar a costurar. Sentar e fazer. Agradeço a Jesus, à Nossa Senhora, à espiritualidade que me acompanha, e sei que sempre estão aqui me dando saúde para que eu possa continuar trabalhando”, diz.

Por fim, a voluntária também deixou uma mensagem de positividade e esperança para que possamos passar por este momento. “Esta pandemia veio para transformar as pessoas. É importante ter consciência, se cuidar, cuidar dos sentimentos, ser mais flexível, amar e ter cuidado com as outras pessoas. Vamos cuidar uns dos outros. Cada máscara que faço vai com todo amor para cada um que recebe. Que Deus esteja conosco, e que Jesus esteja no comando de nossas vidas. Que a gente possa sempre ajudar muito o próximo”, concluiu.

A diretora da DPS, Maria Teresa Carvalho, reforça que, para além do trabalho feito pelas voluntárias, todas as doações de máscaras são bem-vindas. Quem tiver interesse em contribuir, pode entrar em contato com a Comunhão Espírita de Brasília para saber como efetuar a entrega. O email de contato é comunhao.dps.secretaria@gmail.com.

Por Aline Kravutschke.

 

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