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Já parou para pensar sobre o que você anda falando?

28/04 | Editado por: Nicole Guimarães | Atualizado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Reclamação é algo presente na vida de todos. Seja como ouvinte ou como o reclamador. Originário do latim reclamare, o verbo reclamar significa “opor-se por meio de palavras, queixar-se”.

E esse foi mais um tema do Programa de Acolhimento da Doutrina Espírita, o PADES, transmitido pelo canal da Comunhão no YouTube. Conduzido por Enô Souza e Hebert Tavares, o encontro abordou as razões que levam as pessoas a reclamar, seus malefícios e maneiras de mudar a forma de reação.

“A reclamação, como é repetitiva, é um vício que, assim como os outros, é difícil de ser percebido. Algumas pessoas simplesmente não conseguem parar de reclamar. Reclamam por reclamar sem se dar conta do que está acontecendo”, explicou Enô.

Algumas razões podem motivar os típicos “reclamões” a agirem assim: transferência para o outro da solução dos próprios problemas, tendência a ver mais as coisas ruins da vida e culpabilização do outro pelas próprias escolhas.

“O hábito repetitivo de reclamar pode deixar a mente doente. Então, cabe a pergunta: reclamando, as coisas mudam na sua vida?”, destacaram os oradores.

O hábito de reclamar pode ocasionar conflitos como acusações, discussões e, até mesmo, o silêncio das palavras não ditas.

Enô aconselha que, caso alguém esteja atacando com palavras, “procure escutar com os ouvidos e também com o coração. Essa forma de escuta fica mais fácil para conter as emoções”. Essa forma de reação, segundo os palestrantes, evita o ciclo de reclamações e aumentos de voz. “Quando um grita com o outro, é porque o coração já ficou distante”, lembraram.

Uma das saídas para mudar a postura é buscar descobrir o que está por trás da reclamação. “Será que está transferindo sua insegurança para o outro? Quando as pessoas não suprem suas expectativas, quais sentimentos surgem? Quando você sente essa dor, você nega ou se rebela contra ela?”

As sugestões trazidas por Enô e Hebert envolvem o diálogo calmo, sem ferir o outro, trocar informações ao invés de discutir, leveza nas palavras, paciência para ouvir e não ser um contra o outro.

O oposto da reclamação é a gratidão

Quantas vezes estamos no auge da vida e, de repente, a vida faz a gente cair no buraco? “Não é a reclamação que vai ajudá-lo a sair de lá”, lembrou Hebert.

Ao compreender o que fez o problema existir e que a culpa não está no outro, é possível reencontrar a energia positiva e visualizar caminhos possíveis de saída. “A prece e o passe são ótimos, mas nós necessitamos vivenciar Jesus, não apenas escutar suas palavras. Você também precisa bater a sua asa para sair do buraco”, explicou Souza.

A gratidão tem papel fundamental no modo com que a pessoa encara os problemas da vida. “Quando troco a reclamação pela gratidão, minhas companhias espirituais mudam. Começo a ver o belo dentro dos problemas”.

A pobreza e a beleza estão nos olhos do observador. E Hebert citou as três peneiras de Sócrates: É verdade? É necessário dizer? Vai fazer bem a alguém?

“A palavra tem poder, mas as atitudes também são muito valiosas. Para cada pensamento negativo, troque por dois positivos. Para cada reclamação, exercite dois sentimentos de gratidão. Exercite a gentileza ao invés da reclamação”, encorajaram.

“A boca fala do que o coração está cheio”. Sobre o que você anda falando?

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Confira os Programas de Acolhimento da Doutrina Espírita (PADES) aqui.

 

Por: Nicole Guimarães

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