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Rossandro Klinjey: “Estamos sob a mesma tempestade, mas os barcos são diferentes”

24/04 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves | Atualizado por: Nicole Guimarães
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Rossandro Klinjey foi o convidado especial do “Comunhão Entrevista” dessa semana. Com o tema “O que aprendemos com os desertos da vida”, iniciou a conversa dizendo que milhares de seres humanos que nunca olharam para si mesmo estão tendo que fazer isso agora.

Sobre o significado de deserto, o orador espírita descreveu a situação em que uma pessoa é colocada no deserto. “Ambiente hostil, frio, sem água. O currículo não vai ajudar, nem conta bancária, nem amigos influentes”

Significa, dessa forma, que é o lugar onde haverá a desconstrução para que Deus ocupe o lugar dEle. Ao imaginarmos um deserto, explica Rossandro, conseguimos ter a noção da nossa pequenez.

“Mas esse canto não possui o objetivo de nos rebaixar ou destruir a autoestima. No deserto, ironicamente, quando reconheço meu tamanho infinitamente pequeno, me torno tão grande como o deserto. A minha grandeza não vem de mim nem das minhas habilidades, mas da filiação de ser filho de Deus”, comentou.

Inspirações e grandes ideias estão por perto com uma força gigante. “Está sempre ao redor, mas percebemos só às vezes. Quando um escuta, brilha e espalha a luz para vários outros”.

Klinjey também lembrou que muitos de nós não tem escutado a Deus. “Por isso, com sua misericórdia incompreensível para nós, individualmente nos leva para o deserto”.

Nessa encarnação, com a pandemia do coronavírus, estamos passando por uma intimação coletiva em todo o planeta, sem distinções. “Estamos sob a mesma tempestade, mas os barcos são diferentes. Não podemos esquecer que possuem famílias em uma canoa com 10 filhos e outras isoladas em um iate luxuoso”, destacou.

O deserto, então, nada mais é do que uma convocação de um pai para que o filho se reconheça como filho e se entregue a Ele. “Para descansar nele e ressignificar a existência. Desprovido de todas as assistências e entregue ao único que de fato consola”.

Perguntado sobe como lidar com as angústias das nossas imperfeições, o psicólogo enfatizou a necessidade de reconhecer e aceitar. Para ele, a maioria dos seres humanos projeta as próprias imperfeições nos outros. “É preciso força para transformar. De todo caos que está aqui, o que posso melhorar? Por onde começo?”

Outra questão levantada pelos espectadores foi em relação à dificuldade em sentir o amor puro de Deus. Rossandro contou que é difícil porque a pessoa acha que não merece. “Nós temos amores condicionais, Deus ama já. Se não me aceito como sou, é difícil sentir o amor de Deus. Olhe para si com a grandeza de Deus, saindo da culpa e da vergonha”.

Ao final, discorreu sobre os primeiros passos para se amar. O primeiro, aceitar. Em seguida, deixar de ver os defeitos do outro e ver o próprio. Outro passo é parar de se culpar. E, por fim, se responsabilizar.

“Pague o preço de encontrar a paz. Trave a Guerra com o egoísmo, a vaidade, o orgulho. Aceita, transforma e segue”, concluiu.

Livro recomendado: O tempo do autoencontro, de Rossandro Klinjey.

Por Nicole Guimarães.

Assista a Live na íntegra aqui.

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