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Espiritualiade elevada requer respeito ao meio ambiente

14/02 | Editado por: Nicole Guimarães
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João Demétrio Loricchio, autor do livro “A Ecologia e as calamidades à luz da Doutrina Espírita”, publicado pela editora Mundo Maior Editora, conversou com o Jornal Libertação para abordar sobre o nosso papel para cuidar melhor da Natureza.

Loricchio aborda um tema importante para o momento de nossa vivência no Planeta Terra: a importância de preservação do meio ambiente terrestre onde os espíritos encarnam para viver, trabalhar e evoluir. O autor faz uma reflexão sobre os possíveis caminhos para a criação de um modelo de civilização sustentável, capaz de proporcionar a harmonia entre o homem e o meio em que vive.

Quem busca o equilíbrio por meio da religião não necessariamente busca a sustentabilidade ambiental. Isso não seria uma contradição?

Demétrio – Realmente é uma contradição! Perguntamos, também: Qual o real motivo dessa contradição? É fácil responder: Há, aproximadamente, 1.470 vem se pregando, equivocadamente, a existência da vida única na matéria. Ora, se vivemos uma única vez na Terra, qual a importância que o ser humano daria para a natureza? Claro que nenhuma como, infelizmente, vemos muitos tratando a mesma.

Qual a relação da Ecologia com o Espiritismo?

Demétrio – A vivência na crosta terrestre para o espírito é uma necessidade imprescindível para poder evoluir a planos mais altos. Sendo assim, o espírito nessa caminhada encarnada estará vinculado à Ecologia, pois esta ciência é justamente a relação de seres vivos com seu meio ambiente. Em outro sentido, significa que há uma relação energética do corpo físico usado pelo espírito com a matéria terrestre, pois ambos são formados pelos mesmos elementos. Dessa forma, a ecologia é muito complexa, desde os níveis de vida mais simples até o ser humano, um dos sistemas mais complexos do nosso planeta. Na realidade, a doutrina espírita e a ecologia levaram um certo tempo para despertar a razão nos seres humanos, pois a primeira foi implantada em 1857, com ao lançamento de O Livro dos Espíritos e, a segunda, pelo lançamento do livro “Morfologia Geral dos Organismos”, em 1869. Ambas são ciências contemporâneas, como seus próprios implantadores, Allan Kardec e Ernst Haeckel.

Qual a principal contribuição que o Espiritismo pode dar para a ecologia?

Demétrio – Allan Kardec faz a seguinte pergunta: “De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso”? O Espírito de Verdade responde taxativamente: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade”. Ora, sabe-se que o apego às coisas materiais leva o ser humano à ganância e ao egoísmo, buscando o supérfluo individual em prejuízo do próximo e da própria natureza, por esgotar seus recursos. Portanto, uma das principais contribuições da doutrina espírita com a ecologia é a espiritualização dos homens, que saberão respeitar e dar valor à sua moradia transitória terrestre e, ao mesmo tempo, ensina que todos os desequilíbrios praticados por condutas violentas, por palavras agressivas e por maus pensamentos, geram energias negativas que vão proporcionar desequilíbrio em nosso ambiente familiar, social e da própria natureza, provocando brigas, tragédias e calamidades.

Quais as relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem e o quanto um depende do outro?

Demétrio – O cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, definiu ecologia como o estudo das relações entre os seres vivos e o meio ambiente onde vivem, e suas recíprocas influências. Assim, nenhum organismo (planta, bactéria, fungo, verme, inseto, homem) pode existir, por si só, sem interagir com ambiente físico no qual se encontra. O pesquisador e biólogo, Bruce Lipton, autor do livro “Biologia da Crença”, se pronunciou assim a respeito: “A própria célula é um princípio de vida, e suas membranas são como princípios mentais, que reagem sobre a influência do meio ambiente”. Razão que leva o espírito encarnado a ficar vinculado a área gravitacional da própria natureza do orbe, por ser o corpo físico constituído dos elementos básicos do mesmo.

O consumismo interminável é o principal obstáculo ao meio ambiente?

Demétrio – Há mais de cento e cinquenta anos, Allan Kardec já demonstrava a correlação existente entre a natureza e o ser humano, pois o equilíbrio em tudo é a regra geral de nossa felicidade, fato que está difícil de o homem descobrir. Enquanto isso sofre as próprias consequências de seus desequilíbrios. Novamente voltando para a primeira obra básica da doutrina espírita, “O Livro dos Espíritos”, no capítulo da Lei de Conservação, na questão 705, Kardec questiona o seguinte: “Por que nem sempre a Terra produz o bastante para fornecer ao homem o necessário”? O Espírito Superior responde: “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se”. Dessa forma, fica evidente que os desequilíbrios que ocorrem entre as sociedades e a própria natureza derivam do próprio ser humano, suas extravagâncias e suas tendências de consumismo que levam à procura do supérfluo, do egoísmo e do orgulho. Hoje, com as ameaças e as respostas da natureza, o homem começa a perceber o seu avanço desregrado em prejuízo da natureza, onde somos a própria vítima.

Qual o papel da consciência ecológica?

Demétrio – A ecologia funciona, também, como um nível superior de pensamento, onde tudo se relaciona com tudo, inclusive com as próprias soluções. Assim, ela não pode ser vista somente como o estudo do meio ambiente físico, mas de uma harmonia maior entre o homem e o ambiente. A ecologia, além de estudar a abundância e a distribuição dos seres vivos no planeta Terra, para o total equilíbrio da vida, também, fornece dados importantes dos desequilíbrios que os seres humanos praticam contra a natureza. Estamos numa época em que o desmatamento, a poluição do ar e das águas, bem como, a extinção de várias espécies são alarmantes, levando os ecologistas a um trabalho de alerta sobre as possíveis consequências desses menosprezos com o meio ambiente e, ao mesmo tempo, procurando dar caminhos imprescindíveis e de extrema importância para a restauração da harmonia entre ambos: natureza e o ser vivo.

Qual a maior contribuição que o ser humano, enquanto espírito em evolução, pode deixar para a Terra?

Demétrio – Em princípio é bom lembrar que a nossa casa planetária, a Terra, passa lentamente por uma reestruturação geológica e geográfica. A geológica vem sendo amplamente divulgada pela mídia a respeito da “pequena” inclinação que o eixo do globo terrestre teve. Ora, pode ter sido “pequena” no epicentro da Terra, entretanto, percorrendo os dezessete mil quilômetros de extensão do eixo a inclinação, com certeza, ficou bem acentuada, tanto é verdade que as geleiras milenares dos polos estão degelando e aumentando assustadoramente o volume dos oceanos. Uma a duas vezes por ano está tendo notícia de enormes icebergues que se desprendem do polo central e afastam-se do mesmo recebendo mais calor do Sol, derretendo-o. Como também a geologia, ciência que estuda o planeta, afirma que as calamidades e tragédias que vêm acontecendo com a Humanidade, ocorrem de 28.000 a 28.000 anos e o próprio espírito Emmanuel confirma esses dados e acentua que os mesmos são agravados pelo acúmulo de energias densas que se acumularam na psicoesfera do globo, devido às condutas humanas, advindas da ignorância, da ganância e da maldade, as quais provocam diversos tipos de destruições, como cataclismos sísmicos, terremotos, maremotos e erupções vulcânicas, onde somos as próprias vítimas.

Por Marta Moraes. Entrevista publicada no Jonal Libertação de setembro de 2013. Leia mais aqui.

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