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Filosofias, religiões e reencarnação

11/02 | Editado por: Nicole Guimarães
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De acordo com os primeiros livros (sinóticos) do Novo Testamento, há muitos depoimentos que mostram a reencarnação. Ainda assim, muitas religiões e doutrinas não a aceitam.

Até meados do século VI o Cristianismo aceitava a reencarnação que a cultura religiosa oriental já proclamava milênios antes da era cristã como fato incontestável, norteador dos princípios da justiça divina. Ocorre que o 2º Concílio de Constantinopla (Istambul, Turquia), em 553 D.C., em decisão política para atender exigências do imperador Justiniano, resolveu condenar as doutrinas de Orígenes, especialmente a da preexistência da alma ao corpo, substituindo-a pelas doutrinas da unicidade das existências e da ressurreição.

Porém, até hoje não há um único documento oficial da Igreja que condene expressamente a reencarnação. Este é um fato histórico. Só há a condenação oficial à doutrina de Orígenes da preexistência da alma ao corpo. “Nos evangelhos sinóticos, assim considerados porque possuem tantas semelhanças que podem ser “vistos” (sin) sob um mesmo olhar (ótica), há referências diretas e indiretas quanto à reencarnação”.

De início, ao anunciar o futuro nascimento de João Batista, o anjo Gabriel afirma que “ele irá à frente do Senhor com o espírito e o poder de Elias” (Lucas 1:17); isto é, o espírito que nascerá como João Batista será a reencarnação do grande profeta Elias. Isso afirmado por um mensageiro de Deus. Em boa parte do livro de Mateus, Jesus fala a respeito de João Batista. Um exemplo está no capítulo 11, onde o Mestre afirma que “dentre os nascidos de mulher não há outro maior que João Batista”; isto é, entre os que reencarnam, João Batista é o mais evoluído.

E acrescenta: ”se quiseres compreender, ele mesmo é o Elias que havia de vir. Ouça quem tem ouvidos para ouvir”. Ou seja, o espírito do profeta Elias voltara a viver na Terra mais uma vez, agora na personalidade de João Batista, cumprindo, por sua vez aquela profecia de Malaquias no seu livro (Cap. 3, versículos 23 e 24). Ainda em Mateus, há um trecho que reforça essas afirmações, após descerem o Monte Tabor na transfiguração de Jesus, quando os apóstolos perguntaram “por que dizem os escribas que Elias deve voltar antes do messias”?

Jesus, respondeu-lhes: “Elias, de fato deve voltar, e estabelecer todas as coisas. Mas eu vos declaro que Elias já veio, mas eles não o reconheceram”… “os discípulos compreenderam, então, que Jesus lhes falava de João Batista”. Em outra passagem do mesmo livro, Sérgio mostra um fato interessante quando Jesus pergunta aos seus discípulos: “no dizer do povo, quem é o filho do Homem (Messias)? Responderam: uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; outros ainda, que és Jeremias, ou um dos profetas que voltou”!

Ora, comenta Sérgio, se o povo pensava que Jesus fosse um dos antigos profetas, que viveram séculos antes de Jesus, e que agora voltara, Jesus só poderia ser um deles reencarnado e nunca ressuscitado. Então, até o povo conhecia a possibilidade da reencarnação. Todas essas referências são classificadas, por Castro, como diretas.

Entre as referências indiretas, cita o sermão da montanha, quando Jesus estabelece uma comparação entre a lei antiga dos judeus e a sua nova proposta de lei, fala do perigo de pessoas morrerem sem a necessária reconciliação com seus desafetos, porque isso acarretaria remorsos e sofrimentos no mundo espiritual: “reconcilia-te o mais rapidamente possível com os teus adversários, enquanto estais a caminho com eles (enquanto encarnados); para que não suceda (futuro) que eles te denunciem ao juiz, o juiz vos entregue ao ministro de Justiça e sejais colocado em prisão (ligação psíquica com os espíritos vingativos); em verdade vos digo: de lá (da prisão) não saireis enquanto não houver sido pago o último centavo da dívida” (Mateus, 5:25-26).

Sérgio compreende “que as escrituras têm muitas interpretações admitidas, racionais, lógicas e de bom senso, mas cada ser em evolução consegue entender segundo seu nível de compreensão. Dessa forma, o entendimento espírita tende a ser o mais aceito naturalmente, pois é apresentado e oferecido em uma casa espírita, como a Comunhão”, arremata.

Por Valéria Castanho. Matéria publicada no Jornal Libertação nº 8. Leia mais aqui.

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