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Qualquer tipo de perda exige esforço de superação

13/02 | Editado por: Nicole Guimarães
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Aceitação e desapego são as palavras-chave para conseguirmos superar uma perda. O enfrentamento da dor não é fácil para nenhum ser humano porque quase ninguém está preparado para aceitar com naturalidade o desencarne de um ente querido. De acordo com o atendente fraterno Daniel Milanezi, quando falamos de perdas, nos referimos também às afetivas, conjugais, de saúde, materiais, que causam grandes sofrimentos e são de difícil superação.

Recorrendo à doutrina espírita, o indivíduo que esteja vivenciando alguma dessas situações irá encontrar o esclarecimento e consolo que necessita para seu reequilíbrio. Nesse sentido, a Comunhão tem disponível um atendimento pioneiro, o setor de atendimento fraterno específico, que é voltado para receber as pessoas em sofrimento de perdas.

Segundo Daniel, a terapêutica espírita, que engloba as orações diárias, sessões de passes, palestras, leitura de livros edificantes, Evangelho no Lar, é fundamental para ajudar a pessoa que esteja passando pela dor da perda. “Temos as perdas afetivas como, por exemplo, o rompimento de um noivado ou de um casamento, pois para a pessoa essa pode ser a maior cruz que ela poderia carregar na vida. Então, temos que respeitar esse sofrimento. Ela depositou sua esperança no outro, todo seu projeto de vida, e aquele alguém foi embora. E nós entendemos que isso é uma perda muito grande. Há também a perda da saúde como, por exemplo, uma amputação, ou ainda a perda de um emprego, e digamos que a pessoa esteja com dificuldades porque na vida dela ela precisa muito daquele recurso financeiro. Então são situações difíceis e realmente a pessoa passa a ficar revoltada, magoada, sem entender o que está acontecendo, sem rumo, pode surgir uma depressão e há até o risco de a pessoa ir para as bebidas, drogas etc.”, explicou Daniel.

Enfatiza ainda que a prática do Evangelho no Lar para o individuo que está sendo auxiliado no Atendimento Fraterno é muito importante, porque sua casa fica “impregnada de vibrações amorosas que são geradas nas orações da família e pela presença dos amigos espirituais”. Os ensinamentos da doutrina espírita esclarecem o processo de desencarne do ser humano e o que ocorre no mundo espiritual, trazendo conforto espiritual para as pessoas que estão em sofrimento de perdas de entes queridos, enquanto outras doutrinas religiosas não necessariamente tem esse alcance.

Por isso, Milanezi ressalta que é comum que pessoas de diversas religiões, no momento de dor extrema, busquem auxilio na Comunhão Espírita, ou na Doutrina, para amenizar a sua dor, porque é nossa função acolher, consolar, esclarecer. “O Evangelho Segundo o Espiritismo nos diz que, quando temos fé, enfrentamos melhor as vicissitudes da vida, porque passamos a compreender que esta vida é apenas uma parte de um todo. Tendo essa fé, essa confiança na bondade e na justiça de Deus, as coisas começam a se esclarecer e a pessoa passa a entender e aceitar, e se reconecta com o amor crístico. Esse é o caminho”, explicou Daniel.

Afirma também que a falta de entendimento e de aceitação de uma perda gera revolta e amargura, o que consequentemente atrapalha na evolução tanto do desencarnado como do encarnado. Por isso a importância de as pessoas buscarem ajuda, se possível no início do processo. “As pessoas são ligadas pelo amor, pelo pensamento. Então, se o familiar fica desestruturado, desesperado e revoltado, o ente querido que desencarnou vai sentir tudo isso lá no mundo espiritual. Tem alguns livros que mostram essa situação, claramente.

É importante buscar a  harmonia aqui, no mundo encarnado, para que os entes queridos fiquem bem lá no mundo espiritual”, declarou Daniel. Ainda de acordo com Daniel, a dor de uma perda de um ente querido pode ser entendida e aceita, mas nunca esquecida porque é normal que os encarnados sintam saudades para o resto da vida. No entanto, ressalta que “se a pessoa aceita aquele fato e entende o que aconteceu, ela então passa para outro patamar de sofrimento que é mais moderado, sem desespero, apesar de ter muitas saudades”.

Qualquer um pode prestar solidariedade e apoio à pessoa que esteja passando por essa dor, no entanto, Daniel ainda ressalta que é importante que essa pessoa busque auxilio no Atendimento Fraterno, pois são atendentes preparados para este tipo de atendimento. “Se a pessoa for acolhida na Casa Espírita e receber o esclarecimento e consolo que está buscando, vai conseguir tirar o foco daquele sofrimento, daquele negativismo, e passar a olhar a vida com mais otimismo. A reconexão com o Amor Crístico ocorrerá pelo desapego do ente querido ou da perda pela qual esteja passando, e pela aceitação do fluxo natural da vida”.

Por Fabrícia Neves Rezende. Matéria publicada no Jornal Libertação nº 5, de fevereiro de 2013. Leia mais aqui.

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