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Comunhão Inspira conversa com o psicólogo José Carlos de Sousa sobre ideação suicida

17/12 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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O psicólogo clinico  José Carlos de Souza trabalha há 20 anos com processos mentais conturbados e sofrimentos, especialmente com ideação e comportamento suicida. O aumento dos casos de suicídio o fez aprofundar nesse tema e aliar-se a grupos de apoio, e hoje colabora no projeto Viver: Conversando com a Vida, de atendimento a pessoas com ideação suicida da Comunhão. No programa Comunhão Inspira do dia 3 de dezembro, ele conversou com o apresentador Alcir Almeida e respondeu perguntas do público.

Segundo José Carlos, a casa espírita é, por excelência, um espaço de escuta e acolhimento.  “Existe uma postura excessivamente preconceituosa. Temos medo de falar de suicídio. Por isso a Comunhão inaugurou esse projeto”, explicou.

O termo técnico ideação suicida significa todo tipo de pensamento que a pessoa desenvolve quando ela não consegue se livrar da dor psíquica. “Quando a pessoa comete o suicídio, ela passou por um período longo de ideação. Após essa etapa, a pessoa passa a planejar o suicídio, embora nem todas cheguem a executá-lo”, afirmou.

José Carlos informou que o Brasil é o oitavo país do mundo em número de suicídios. As estatísticas preocupam: 800 mil pessoas se matam por ano no mundo. A cada 40 segundos ocorre um suicídio. No Brasil, a cada 46 minutos. E que fatores levam ao suicídio? Para o psicólogo, o fator principal é o espiritual, a falta de orientação para si mesmo, de norteamento e propósito existencial, que vem de um desarranjo espiritual. “É um problema familiar, não meramente do indivíduo. Existem fatores predisponentes, como crises na família, alcoolismo e abusos”, sublinhou.

Como perceber o início da ideação suicida? Para José Carlos, não é fácil, pois a pessoa tende ao isolamento. Mas é possível observar a depressão grave, o isolamento social, a fala negativa e de falta de vontade de viver, entre comportamentos bipolar, esquizofrenia e borderline. “Ninguém encarnado hoje neste mundo é completamente normal”, alertou o psicólogo, por isso todos teremos um ou outro comportamento que pode ser enquadrado nessas patologias.

Tratamentos psiquiátrico com medicamentos, psicoterápico para ajudar a pessoa a rever crenças e conceitos,  e espiritual pelo meio religioso que lhe for mais próximo são a ajuda necessária para a ideação suicida, de acordo com José Carlos. “Na casa espírita, temos o tratamento espiritual ideal, pois aqui ele será encaminhado também para o tratamento desobsessivo”, disse.

Assista ao vídeo completo:

 

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