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A vida de três mulheres importantes na história do Espiritismo

23/11 | Editado por: Nicole Guimarães
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Amélie Gabrielle Boudet, Anália Franco e Yvonne Pereira foram mulheres importantes na história do Espiritismo. Confira abaixo um pouco sobre a vida de cada uma delas e inspire-se.

 

Amélie Gabrielle Boudet

Mais tarde conhecida como Madame Allan Kardec, nasceu em 23 de novembro de 1795, filha de abastados franceses. Seguiu o caminho acadêmico, sempre estudando e se dedicando ao magistério. Lecionou Letras e Belas Artes, escrevendo três livros: Contos Primaveris (1825), Noções de Desenho (1826) e O Essencial em Belas Artes (1828). Casou-se com Allan Kardec em fevereiro de 1832.

Entre os poucos relatos sobre o importante papel que Amélie desempenhou na história do Espiritismo, destaca-se que sua presença foi decisiva na estruturação da Doutrina em ascensão. Permaneceu firme ao lado do marido, sendo incentivadora de seu extenso e árduo trabalho para sistematizar as obras que lhe eram ditadas. Com o desencarne de Kardec, teve importante atuação na preservação do movimento espírita, evitando que este enfraquecesse. Adotou uma postura assertiva, assumindo pessoalmente todos os encargos necessários ao gerenciamento do Espiritismo, na França e no mundo. Além disso, relatos contam que Amélie fazia questão de revisar todas as publicações que envolviam a continuação dos estudos de Allan Kardec e nada era publicado sem a sua prévia autorização.

 

Anália Franco

Nasceu em Rezende, RJ, em 1º de fevereiro de 1856. Durante seus 62 anos de vida, foi responsável por fundar mais de 70 escolas, 23 asilos para crianças órfãs, 2 albergues, uma colônia regeneradora para mulheres, uma banda musical feminina, uma orquestra, um grupo dramático, além de diversas oficinas para manufatura em 24 cidades.

Ao que tudo indica, Anália Franco era espírita e extremamente liberal e tolerante com outras religiões, tanto que sua obra não imprimiu caráter nitidamente espírita. Conforme ela própria explicava, recebendo crianças de todas as crenças, bastava o ensino das verdades fundamentais das religiões em geral, como a existência de Deus, a imortalidade da alma e o ensino da mais pura moral para despertar no coração de cada uma a atividade espiritual no sentido do amor a Deus e ao próximo.

 

Yvonne Pereira

Às seis horas da manhã do dia 24 de dezembro de 1900, na pequena Vila de Santa Tereza de Valença (hoje Rio das Flores), no Rio de Janeiro, renascia em lar espírita Yvonne do Amaral Pereira, primogênita do casal Manoel José Pereira Filho e Elisabeth do Amaral Pereira. A infância de Yvonne foi povoada por fenômenos espíritas, muitos deles narrados no livro Recordações da Mediunidade. Aos quatro anos, ela já se comunicava com os Espíritos, que considerava pessoas normais, encarnadas.

Mais tarde, na vida adulta, manteria contatos mediúnicos regulares com entidades evoluídas, como o Dr. Bezerra de Menezes, Camilo Castelo Branco e Frédéric Chopin. Deixou 20 obras de sua lavra mediúnica, entre as quais Memórias de um Suicida, considerada por Chico Xavier a que melhor retrata a profundeza do Umbral. Este livro, ditado pelo espírito Camilo Castelo Branco, que usou o pseudônimo Camilo Cândido Botelho, foi recebido em 1926, mas editado somente 30 anos depois, em 1956, pela Federação Espírita Brasileira (FEB).

 

 

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