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Dependência química tem cura?

02/10 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Médico, psicológico e espiritual. Este é o trio de apoio que geralmente obtém índices de sucesso na recuperação da dependência química.

Com o objetivo de oferecer ferramentas que auxiliem o dependente químico e o familiar na construção da esperança, da vontade e da coragem de assumir a própria vida, a Comunhão Espírita de Brasília promoveu o 13º Seminário de Dependência Química. Realizado no último dia 29. O tema desta edição foi “Viver, sofrer, entender, escolher. É possível?”.

As palestras foram ministradas pela palestrante espírita Anete Guimarães e organizado pela Diretoria de Atendimento e Orientação (DAO) da Comunhão. Na parte da manhã, o tema apresentado foi “Preciso aprender a esperar ser escolhido – culpa e controle” e voltou as discussões para os familiares. Já a palestra da parte da tarde, com foco no adicto, falou sobre “Tempo de Reconciliar, Reconstruir e Recomeçar”.

Evento para ajudar e informar

O Seminário de Dependência Química está em sua 13ª edição e a cada ano traz pessoas com qualificação para tratar dois assuntos: dependência e codependência.

Ruth Daia, coordenadora da DAO, comenta que “essas são doenças que abatem as famílias e desestruturam todo um lar. O trabalho é homeopático, mas constante. O resultado não é mensurado, mas pode ser sentido com a presença cada vez maior de participantes nos grupos de autoajuda da Comunhão”.

O tema “Viver, sofrer, entender, escolher. É possível?” reflete o que a família e o ente querido vivem durante o processo de dependência química: com muita dor, sofrimento, sem entender a situação como doença e, a partir da sua conscientização, podem escolher ficar ou sair, sempre será possível escolher.

“Nós dos grupos de apoio nunca desistimos deste trabalho que é tão engrandecedor para nós. A motivação maior é cada ano ver um público mais sedento de informações a respeito desta doença, esperando cada mês de setembro para mais um evento”.

Nem sempre a dependência é química

Ao longo das palestras, Anete Guimarães explicou que há casos em que a pessoa faz tratamento médico e psicológico, é desintoxicada, mas a dependência parece permanecer. Nestes casos, é possível que esteja ocorrendo um processo obsessivo e o tratamento espiritual é imprescindível.

Perguntada sobre o efeito da maconha no cérebro, a palestrante lembrou que o uso da droga não deve ser confundido com o medicinal.

Precisando de ajuda?

Participe de um dos grupos de autoajuda da Comunhão. As reuniões acontecem às segundas e quartas, às 19 horas, e aos sábado, às 9 horas, na sala 13.

“Não temos a culpa, o controle nem a cura, mas podemos proporcionar proteção e apoio emocional àquele ser tão querido que ora se encontra adoecido. Investimos no amor, na amizade solidária e na tolerância para com aquele que tanto amamos. Somente a vontade permeada pela força do amor é que terá forças suficientes para transformar uma pessoa, uma família e a sociedade. Só o amor cura!”, conclui Ruth.

Por Nicole Guimarães.

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