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Estendamos a mão (artigo)

17/09 | Editado por: Sionei Leão
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Julio Capilé*

“Não basta falar. Temos que agir. Muitos discípulos do Evangelho cultivam belas frases para transmitir ensinamentos aprendidos durante a vida de estudos e observações, mas nas ocasiões necessárias em benefício de um irmão, tornam-se insensíveis e não se prontificam em estender a mão para levantá-lo. Palavras de encorajamento muito ajudam na compreensão da Justiça Divina, mas se não fizermos como Jesus que coroava Suas palavras com a resolução do problema, estaremos deixando de mostrar que o verdadeiro cristão, dentro de suas possibilidades, deve levantar o caído resolvendo seus problemas. Quando Pedro, conforme relato em Atos dos Apóstolos estendeu a mão a Dorcas restituindo-lhe vida, deu-lhe novas oportunidades de trabalho. Era uma dedicada servidora. Quem lhe batesse às portas da caridade, receberia sempre as benesses costumeiras de sua bondade. Mas há ocasiões em que se pode deparar com desconhecidos estendidos na sarjeta da vida, para os quais a mão estendida pode ser um despertar para o entendimento dos ensinamentos de Cristo”.
A íntegra do artigo de Julio Capilé pode ser lida no Blog Comunicação:

O Mestre, por seus atos e palavras, nos ensinou a comiseração. Ele não só dava as lições verbais, como também resolvia o problema do necessitado. Ter dó de um sofredor de nada vale se não minorarmos seu padecer. A comiseração não é fácil de praticar, pois requer tempo e atenção em alguns casos, mas deve-se fazer todo o empenho, para de alguma forma, auxiliar naquela situação em que se encontra o carente. Há muitos casos de exploração da caridade, mas conhecemos o ensinamento de “ajudar sem olhar a quem” e, deve-se deixar por conta da consciência de quem explora a bondade alheia. Deve-se confiar na Justiça de Mais Alto. Quem explora será explorado. O cristão não deve julgar. Não deve pensar mal de ninguém. Portanto ao socorrer o sofredor deve fazê-lo com a alma limpa, desarmada e feliz por ser, de alguma sorte, “servidor de todos”, para um dia chegar a ser “o maior”, conforme orientação de Jesus. São ensinamentos que se deve ter entranhados na consciência de modo a constituir até em atos reflexos: fazer o bem sem nem perceber e esquecer o que fez. Isto dá uma tranqüilidade muito grande, pois se ficar-se a remoer a desconfiança de que foi explorado, de nada adiantou sua “caridade”. Esta, no dizer de Paulo, “é benigna, não julga mal…”
Quando se faz uma doação, quando se presta socorro a alguém, quando se pratica um ato de grandeza moral, enfim, quando se faz o bem, não se “deve tocar trombetas”. E isto vale até com relação à própria consciência. Esquece. É natural praticar. A recordação funciona como uma cobrança. E o Mestre nos ensina que não se deve esperar recompensa. Esta ficou, indelevelmente, gravada na alma e a acompanha com a alegria de viver e bem estar interior. Portanto estendamos a mão ao caído, como um hábito natural. Todas as coisas ficam grafadas no infinito que nos brindará com o retorno da mesma natureza e intensidade. Assim funciona a Justiça Divina com as encarnações sucessivas.

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