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Lançamento do livro “Bastidores do filme – Divaldo, o mensageiro da paz” destaca supremacia dos ideais de amor e fraternidade expostos no telão

24/09 | Editado por: Aline Czezacki
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Um banquete preparado com muito zelo e carinho pela espiritualidade. Essa é a imagem mais fidedigna para retratar o que ocorreu no sábado (21/9), às 17h, na Comunhão Espírita de Brasília, durante o lançamento do livro Bastidores do filme – Divaldo, o mensageiro da paz, da jornalista e escritora Daniela Migliari. Após a palestra, houve sessão de autógrafos no hall de entrada da Comunhão.
O livro é composto por dezenas de entrevistas que a escritora fez com os atores e as equipes de produção do filme, com o diretor e roteirista Clóvis Mello e com o próprio Divaldo Franco. Traz também fotos belíssimas das personagens, das equipes de trabalho e dos sets de filmagem.

Com fala mansa e tom emocionado, a escritora iniciou a apresentação do livro atribuindo ao filme sua verdadeira dimensão: muito longe de ser um culto à personalidade do médium baiano; e fidedigno ao transmitir ao público (espíritas e não espíritas) os ideais de amor, beleza e fraternidade.

Sobre esse aspecto, que engrandece a obra cinematográfica, a autora comentou: “Nas entrevistas que fiz com as equipes durante as filmagens ficou claro que a religião era o que menos importava. Todos foram tocados de alguma forma pela mensagem que a obra transmite. Todos estavam conectados com o amor”.

A peça que faltava no quebra-cabeça

Daniela contou que no elenco e na produção do filme havia ateus, católicos, evangélicos e também espíritas. No entanto, ao serem perguntadas por ela se o filme havia provocado alguma mudança em suas vidas, as respostas eram de um valor indescritível. Tanto que, no final das entrevistas, todos iam às lágrimas, inclusive a jornalista, que chorava junto e aproveitava ao máximo a beleza e a riqueza daquela experiência única.

“Todos tinham uma pecinha pra montar no quebra-cabeça”, disse a escritora, explicando que, na percepção de cada um, o filme trouxe algum significado especial e promoveu mudanças para melhor.

“A espiritualidade preparou tudo. A impressão é de que só estava no projeto quem deveria realmente estar… e que o filme já estava pronto muito antes de ser finalizado aqui”, disse.

Daniela Migliari e a atriz Regiane Alves nos bastidores do filme, em Salvador(Ba).

Escolhida a dedo

Nesse sentido, as situações iam se delineando naturalmente, como se já houvesse uma programação estabelecida. Foi o caso da escolha da atriz Regiane Alves para o papel de Joana de Ângelis, a mentora espiritual de Divaldo Franco.

Com a caracterização da personagem – que aparece vestida com um hábito azul de freira – a semelhança dos traços deixou todos impressionados. Além disso, foi a única escolhida pelo próprio Divaldo, com aval da mentora.

Daniela contou como se sentiu ao ver a atriz em cena pela primeira vez, projetando a força espiritual que Joana de Ângelis emana. “Foi um impacto grande. Estávamos na igreja quando, de repente, houve um silêncio tremendo. Nesse momento, Joana de Ângelis (a personagem) entra em cena, paramentada. Senti uma emoção muito forte”, contou.

Coincidências não existem

Outra situação inusitada foi a “coincidência” na escolha do ator Caco Monteiro para interpretar seu Francisco, o pai de Divaldo. Sem que ninguém do filme tivesse conhecimento prévio, um tio de Caco (que sofreu forte rejeição da família católica por ter se tornado espírita) desenvolveu uma grande amizade e parceria com Divaldo Franco. Sobre essa revelação, Caco comentou: “Então, para mim, existe uma relação familiar com esse filme”. Simples coincidência?

Cheiro de rosas

Daniela relatou também a intensidade da energia que preenchia o ambiente nas filmagens. “Às vezes eu sentia tontura, sentia cheiro de rosas (…) e conforme eu conversava com as pessoas, várias percepções iam surgindo”, explicou. Outra “coincidência” é que, no filme, a mãe de Divaldo sente cheiro de rosas sempre que Joana de Ângelis adentra o ambiente.

Outros fatos estranhos ocorreram. “Teve um dia em que várias pessoas ficaram doentes ao mesmo tempo, expelindo pus em alguma parte do corpo. “Era como se fosse uma expurgação, como se estivéssemos sendo curados, purificados para o trabalho”, explicou Daniela, que é médium e trabalhadora na Comunhão Espírita de Brasília.

Ela lembrou a resistência inicial de Divaldo Franco em aceitar a realização do filme, e, por fim, o consentimento dado pela mentora Joana de Ângelis para que o projeto fosse levado a cabo.

Afinal de contas, a arte, a beleza e os ideais de paz, amor e fraternidade que sustentam o roteiro do filme devem servir de exemplo para o mundo.

Mensagem psicofônica surpreende e emociona

No final da palestra, todos foram pegos de surpresa com a psicofonia da médium Analice Thomaz, que dirigia os trabalhos da noite. Ao fazer uso da palavra, ela naturalmente mudou o tom de voz, fazendo todos sentirem o impacto positivo da mensagem trazida pela equipe espiritual ali presente.

“Eram vários espíritos. Veio um atrás do outro, e eles estavam juntos, com o intuito de mostrar que o trabalho era de equipe”, explicou a médium para a repórter, no final do evento.

Os espíritos comunicantes reforçaram o convite para a prática do Evangelho de Jesus, “pulverizando o amor sobre a face da Terra” e facilitando o processo de transição planetária.

O livro Bastidores do filme – Divaldo, o mensageiro da paz” está à venda na Livraria Mário de Carvalho da Comunhão Espirita de Brasília. Os direitos da obra foram cedidos à Mansão do Caminho, obra social que atende diariamente mais de 5 mil pessoas na cidade de Salvador (BA). O evento foi transmitido ao vivo pela TV Web da Comunhão.

Texto e fotos: Arlinda Carvalho

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