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Autolibertação

12/08 | Editado por: Sionei Leão
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Todos nós somos prisioneiros de alguém ou de alguma coisa. A autolibertação é muito difícil. Senão vejamos: nascemos completamente dependentes e sós. Carentes de cuidados e carinhos de mãe, pai e família em geral. Passamos infância, adolescência e juventude sob a orientação dos mais velhos. Depois de adulto ficamos independentes? Não. Somos escravos, além das obrigações naturais, também dos erros do passado, dos vícios, das paixões, aquisições defeituosas que nos acompanham há milênios. No final da existência iremos para o plano espiritual, dentro da faixa de nossa sintonia, na solidão. Embora desencarnemos numa catástrofe onde há morte coletiva, nossa tragédia é solitária, é única. Cada um dos partícipes está sozinho com seus problemas.
No plano espiritual continuamos jungidos aos sofrimentos causados pelo medo, pelo sentimento de culpa, pela angústia de ter deixado por fazer algo importante, pela saudade, pela autopiedade, enfim, por uma infinidade de pensamentos entrechocando-se que constituem um verdadeiro martírio.
Cada encarnação é um conjunto de etapas a vencermos. Cada ato é um aprendizado. Aprendemos a andar, a nos coçar, a chorar quando necessário, a desviar de obstáculos e, pouco a pouco vamos ficando mais conhecedores do que nos cerca. Do ponto de vista filosófico, não há erro. Acertos e erros são tentativas de realizar algo. Fazem parte da luta evolutiva. E, penso, só se torna liberto o espírito que consegue viver sozinho. Tenho a impressão de que, depois de certa evolução, o espírito, encarnado ou desencarnado, tem capacidade de decidir o que fazer sem consultar ninguém, apenas ao acatar e seguir o que determina a Lei Divina.
Não sei se aqueles anacoretas que passam a vida em grutas nos alcantilados do Himalaia e não sentem solidão, são espíritos de tal forma evoluídos que fazem seus serviços em favor da humanidade com o desprendimento (ou desdobramento) do espírito. Um meu amigo que conhece o trabalho dos monges disse-me que sim e que eles estão encarnados para exemplificar a autolibertação. qui lo sá? No entanto eles são dependentes dos aprendizes para lhes levarem alimento.
Vê-se, portanto que autolibertação não é fácil. Mas aos poucos nos vamos libertando das coisas mais elementares e, de aprendizado em aprendizado, podemos relativar tudo o que nos cerca, valorizando as verdadeiras aquisições que são luzes espirituais. Analisemos: somos de fato muito pequeninos. Se nos conscientizarmos disso estaremos dando os primeiros passos na estrada evolutiva verdadeira. Precisamos nos conhecer, para avaliar a pequenina figura que somos ante a grandiosidade do Universo e, ainda mais, a de seu Criador. Seguindo, persistentemente, os ensinos de Jesus, lentamente, mas muito lentamente, vamos ganhando autonomia e, dessa maneira nos tornaremos mais leves e conseguiremos vôos mais altos, humildade e padrão de pensamentos mais estável e, conforme já sabemos um dia seremos anjos. Teremos assim a autolibertação? É possível que não. Creio que, à proporção que formos evoluindo, o sentimento de amor se expande de tal forma que continuaremos prisioneiros dos entes queridos que ficaram à retaguarda, e, no fim, toda a humanidade. Seremos escravos da compaixão. E isso até ao infinito. Portanto, a cooperação universal será nosso destino.

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