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Jacob Melo lança livro Magnetismo Humano

11/06 | Editado por: Fernanda Pinheiro
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O palestrante e escritor Jacob Melo lança hoje (11/6), às 20h, na Comunhão Espírita de Brasília, o livro Magnetismo Humano. Em seguida, haverá uma sessão de autógrafos.

Sobre o tema, eles nos concedeu a seguinte entrevista:

Comunhão: A Comunhão Espírita de Brasília lança nesta terça-feira (11/6), às 20h, o seu livro Magnetismo Humano. Poderia nos adiantar o que o leitor encontrará nessa obra?

R- Conforme dito na introdução do livro faço uma revisitação ao meu livro “O Passe”, escrito em 1991. Mas não é só isso; tem uma muito enriquecida série de procedimentos que atendem a uma variedade enorme de enfermidades, sem contar que trato de algumas discussões muito atuais sobre a ação do Magnetismo noutras áreas, uma nova visão sobre os intricados caminhos das interligações entre centros vitais e tantas outras situações que levarão o leitor, mesmo estudioso do tema, a descobrir verdadeiros universos paralelos dessa Ciência.

Comunhão: Qual a relação entre magnetismo, ciência e espiritismo?

R- De partida, o Magnetismo é por nós recebido como uma Ciência em si mesmo, apesar da Ciência oficial ou acadêmica não aceitar isso de forma muito clara, posto que as ideias ditas espiritualistas ainda não fazem parte do bojo de suas pesquisas. Todavia é de se esperar alguma mudança nesse sentido, haja vista o Prêmio Templeton, recebido em maio deste ano pelo físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser, prêmio que equivale ao “Nobel da Espiritualidade”. Movimentos como o que esse prêmio propicia tem aproximado a academia com a espiritualidade e, por consequência, com as ideias espíritas.

 

Comunhão: Como surgiu seu interesse pelo tema?

R- Quando criança, eu costumava colocar minhas mãos sobre a cabeça de minha mãe, que sofria recorrentes e perturbadoras enxaquecas. Então ela falava: “Suas mãos são magnéticas”, ou “emitem jatos de magnetismo”. Na adolescência, frequentando a Federação Espírita do Rio Grande do Norte, comecei a estudar mais acuradamente tudo o que falava sobre passes, de forma que desde os 15 anos de idade me iniciei nessa prática. Ao longo do tempo fui monitor e preparador de cursos sobre passes e, apaixonado por Allan Kardec, cedo descobri que as ligações do Espiritismo com o Magnetismo eram fortes, claras e poderosamente ricas. Daí pra frente foi “vento a favor”, como se costuma dizer.

 

Comunhão: Quais os avanços nos estudos do magnetismo no Brasil e no mundo?

R- São muitos. Primeiro porque o número de interessados – pessoas e Casas – em estudar o tema tem crescido vertiginosamente; depois, a crescente quantidade de pessoas que buscam esse auxílio mais específico, antes só concedido como simples passes – costumeiramente rápidos e não direcionados às múltiplas patologias – e que atualmente tem aberto um leque amplo de possibilidades de tratamentos; por fim, psicólogos, médicos e terapeutas em geral estão redescobrindo essa disciplina abençoada e potencialmente curadora. Fora do país posso falar das buscas que recebo, das mais diversas formas e meios, tanto querendo cursos, aulas e vídeos como também buscando por livros e atendimentos à distância. Isso sem falar nos EMMEs, Encontros Mundiais de Magnetizadores Espíritas, os quais existem ao longo dos últimos 12 anos, já tendo ocorrido 10 edições no Brasil, uma nos Estados Unidos e outra, a deste ano, em Portugal.

 

Comunhão: A mediunidade de cura tem como princípio o magnetismo?

R- A mediunidade em si tem por base dois pilares: a intercomunicação e intervenção do mundo Espiritual em nossas vidas – através dos chamados médiuns – e a capacidade de veicular e/ou manipular os fluidos propiciadores das curas. Muitos médiuns de cura dispõem de força e potencial magnético, mesmo sem conhecerem o Magnetismo como Ciência, mas a emissão dos fluidos e sua condução junto aos assistidos é a parte própria do magnetismo prático nas chamadas curas mediúnicas.

 

Comunhão: Como saber se alguém é dotado desse tipo de mediunidade?

R- Não só essa, como qualquer outra possibilidade mediúnica, só pode ser tecnicamente considerada como mediunidade através da observação do fenômeno: sua ocorrência deve denotar uma ação exterior ao médium, seu potencial precisa conferir os efeitos que são atribuídos, e uma certa regularidade, o que daria a característica mais constante da faculdade.

 

Comunhão: Como Allan Kardec se refere ao magnetismo em suas obras?

R- Com grande gratidão e respeito. A gratidão vem do fato dele ter sido magnetizador por mais de 35 anos e também por ter-se curado de uma amaurose que sofreu na visão e que o teria cegado, não fosse a intervenção do Magnetismo; o respeito devido aos “perrengues” que essa Ciência sofreu – perseguições, condenações, arbitrariedades e acusações de satanismo nunca provadas – assim abrindo caminho para a chegada do Espiritismo, conforme ele mesmo pronunciou. No primeiro ano de sua Revista Espírita, em março de 1858, ele afirma que o Espiritismo e o Magnetismo são uma só ciência, que ele mesmo já havia dito em comentário à questão 555 do Livro dos Espíritos tendo voltado a se pronunciar nessa direção em outro artigo da mesma Revista Espírita, só que agora na edição de janeiro de 1869, portanto 2 meses antes de desencarnar. Afora isso, todos os seus livros abordam a questão do Magnetismo, sendo que em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 19, ele fez uma união inoxidável entre a fé e o Magnetismo, de tal forma que todo espírita deve ler, compreender e seguir conforme ele indicou.

 

Comunhão: Como o magnetismo pode ser introduzido no nosso dia a dia para melhorar a nossa qualidade de vida e a nossa saúde?

R- São muitas as maneiras, a começar pelos consagrados passes de harmonização, tão comuns na grande maioria das Casas Espíritas. Mas não se pode pensar só nesse limite: o Magnetismo pode vir a ser o grande elemento a resolver as problemáticas dos relacionamentos, sociais e humanos. A questão 388 de O Livro dos Espíritos indica isso de forma muito lúcida, afirmando a respeito que “Entre os seres pensantes há ligação que ainda não conheceis. O Magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.” E sobre a saúde, quando se conhece como os fluidos existem, penetram e são emitidos, a partir de nós mesmos, podemos ter atitudes “fluidicamente corretas”, o que unirá mentes, emoções e hábitos saudáveis. Boa respiração, gestos chamados de dispersivos – que aliviam muito as tensões psíquicas e fluídicas – e melhor entendimento de como reagem os seres ante “energias” densas e/ou negativas.

 

Comunhão: Qual a mensagem que o senhor deixa para as Casas Espíritas – e para o público em geral – com relação ao tema?

R- Conhecer Allan Kardec e tomá-lo como base é mais do que urgente e imperioso: é indispensável! Não devemos ficar presos a restrições que nos afastam da base e que têm gerado uma certa inoperância nos assuntos derivados da sugestão de Jesus: “Ide e curai, limpai feridas, expulsai demônios, ressuscitai os mortos”. A Casa Espírita deve acolher sim, mas acolher o necessitado deve ser entendido como socorrê-lo em suas necessidades, e se estas são de saúde, feridas, obsessões ou morte, ainda que psicológica, a melhor ferramenta para isso é o Magnetismo. Descruzemos os brações e ponhamos nossas mãos ao dispor do labor Divino. Afinal, para que reencarnamos? Não teria sido para o nosso progresso! Progridamos, pois! O Magnetismo é uma poderosa alavanca para tal conquista.

Serviço:

Lançamento do livro Magnetismo Humano, de Jacob Melo

Data: Hoje, 11/6, às 20h
Local: Comunhão Espírita de Brasília – Avenida L2 Sul quadra 604.

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